ARTIGO

Eliminar melasma definitivamente é possível?

O melasma é uma condição em que surgem manchas escuras na pele, sobretudo em locais do corpo que recebem luz do sol sem a devida proteção. Por se tratar de uma doença crônica, eliminar melasma definitivamente nem sempre é possível, visto que as manchas podem ir e vir, conforme uma série de fatores. 

É mais comum em mulheres, principalmente em gestantes, por conta da superprodução de hormônios, um dos catalisadores da doença, que tem como principal característica o acúmulo de melanina na região. Esse acúmulo é capaz de gerar pequenas manchas, que com o tempo aumentam se não forem tratadas. 

Saiba mais sobre a condição, seus tipos, como é feito o diagnóstico e como funcionam os tratamentos. 

No post de hoje você vai entender mais sobre o melasma, suas causas, agentes catalisadores, onde surgem e tratamentos que podem clarear as manchas escuras. Acompanhe!

Como eliminar melasma definitivamente? 

Infelizmente, as manchas de melasma podem até ser atenuadas, clareadas ou maquiadas, no entanto, eliminá-las por completo não é uma tarefa simples. Isso porque nem sempre é possível identificar as causas naquele paciente em específico. Ao entender essa causa, o dermatologista consegue definir as melhores terapias. 

Trata-se de um distúrbio crônico, com duração de três meses ou mais. Algumas pessoas apresentam manchas por anos ou a vida toda. Já outras podem ter melasma por um curto período de tempo, como durante um surto de estresse, por exemplo. 

Não é uma doença que pode gerar problemas mais graves ou câncer de pele. As manchas não doem ou coçam, no entanto, o desconforto estético pode ser grande, o que leva muitas pessoas a buscarem tratamento. 

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Causas

O melasma é uma das principais queixas nos consultórios dermatológicos, ao lado da acne e olheiras. A causa principal é a exposição solar sem a devida proteção, que estimula a produção e o acúmulo de melanina. 

Pessoas de pele mais clara têm menor probabilidade de serem afetadas pela condição em relação àquelas com pele mais escura ou bronzeada. Por isso determinadas etnias têm maior propensão ao desenvolvimento, como afro descendentes, hispânicos, indianos e asiáticos.

Onde essas manchas surgem?

As áreas mais afetadas pelo melasma são aquelas expostas ao sol, como rosto, incluindo maçãs do rosto, nariz, lábio superior e testa, além de braços. Em alguns países, a condição é popularmente chamada de “máscara de gravidez”, visto que afeta comumente as gestantes. Nesses casos, recebe o nome de cloasma gravídico, cujo tratamento é diferenciado para não colocar em risco a gestação.

Quais os catalisadores do melasma?

Alguns fatores podem agir como catalisadores do melasma, entre eles podemos destacar:

Hormônios da gravidez – esse é um dos principais catalisadores, devido à ação da progesterona, estrogênio e melanotrófico, que afetam diretamente a ativação da melanina.
Anticoncepcionais – principalmente os orais, que estimulam a produção de estrogênio e progesterona.
Medicamentos anticonvulsivantes – os medicamentos que evitam convulsões podem causar melasma devido aos benzodiazepínicos ativos, como o clobazam.
Genética – 33% a 50% das pessoas com melasma afirmaram que outras pessoas da família também apresentam a condição. Um fato curioso é que a maioria dos gêmeos idênticos tem melasma.
Tratamentos hormonais – mulheres que fizeram reposição hormonal com progesterona na pós-menopausa comumente desenvolvem melasma.
Luz visível – é a luz azul, emitida por aparelhos eletrônicos como TVs e celulares.
Estresse – o estresse, assim como outros fatores do desequilíbrio emocional, pode causar melasma.
Medicamentos fototóxicos – são os medicamentos que tornam o organismo sensível à luz solar. São comuns os antiinflamatórios, retinóides, diuréticos, antipsicóticos, etc.
Maquiagens e produtos para pele – dermocosméticos e maquiagens que irritam a pele devem ser evitados ao máximo. Além de outras reações inflamatórias e alérgicas, esses produtos podem gerar reações fototóxicas assim como alguns medicamentos.
Camas de bronzeamento artificial – A luz ultravioleta emitida por essas câmaras danifica a pele assim como a luz ultravioleta do sol, e às vezes pior.
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Como é feito o diagnóstico?

O primeiro passo é procurar um dermatologista assim que notar qualquer tipo de mancha ou sinal que aumenta de tamanho rapidamente. A partir daí, o profissional irá avaliar a natureza das manchas, inicialmente por análise clínica e histórico do paciente. 

Além disso, pode fazer algumas perguntas, como:

 

  • Quando você notou as manchas na pele?
  • Onde estão localizadas as manchas em seu corpo?
  • Existem outras pessoas na família com melasma?
  • Você está grávida?
  • Que sabonetes você usa?
  • Usa algum tipo de maquiagem ou cosméticos no cotidiano? Se sim, quais?
  • Já teve alguma outra doença de pele?
  • Faz uso de algum método anticonceptivo? Se sim, qual?
  • Faz tratamento hormonal?

 

Essas respostas vão ajudar no diagnóstico, no entanto, se houver alguma dúvida, o profissional pode fazer o uso da lâmpada de Wood que ajuda a entender a natureza das lesões.

Para o diagnóstico diferencial, pode ser solicitado o exame de biópsia.

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Quais os principais tratamentos para atenuar as manchas?

Identificada a possível causa, o passo seguinte é conversar sobre a necessidade de tratamento. Muitas vezes, o melasma desaparece por conta própria em alguns meses, com a mudança de alimentação ou proteção solar. No entanto, é improvável que desapareça dessa forma se a paciente estiver gestante ou tomando anticoncepcionais. 

Se for esse o caso, é possível clarear a mancha com as seguintes terapias:

Fotoproteção

Dependendo do caso, apenas o uso de protetor solar, óculos de sol e evitar a exposição entre 10 da manhã e 4 da tarde já são suficientes para o clareamento das manchas.

Cremes, pomadas e géis

Existem diferentes agentes tópicos que funcionam para o clareamento de melasma, entre eles a hidroquinona, Hidrocortisona, ácido kójico, etc. A ação desses agentes vai inibir a produção de melanina e renovar as camadas de pele.

Peeling

O peeling pode ser químico ou físico. No químico é feita a administração de ácidos como o azelaico para destruir as células comprometidas pela melanina e em seu lugar novas células crescem. O peeling físico possui ação semelhante, mas utiliza aparelhos para a esfoliação controlada da pele.

Laser e luz pulsada

Ambos apresentam ações semelhantes. O calor gerado causa uma reação na pele que em poucos dias se descama, dando lugar a uma nova. Também ajuda no rejuvenescimento facial, eliminação de manchas, redução de rugas e preenchimento dos poros.

Microagulhamento

O microagulhamento utiliza agulhas que fazem suaves perfurações na pele capazes de reduzir a pigmentação das manchas, inclusive as de melasma.

É possível prevenir o melasma?

Em alguns casos sim, em outros não, visto que não se pode evitar a genética ou interromper a produção de hormônios durante a gestação. Atualmente não há nenhum medicamento ou terapia que previna completamente o melasma. 

O que se pode é evitar os fatores que tornam o melasma pior, com medidas como fotoproteção, uma dieta rica em alimentos coloridos, sobretudo os vermelhos, laranjas e amarelos, que concentram maior quantidade de vitamina C, D, E. 

Saiba mais sobre a condição, seus tipos, como é feito o diagnóstico e como funcionam os tratamentos.

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UM POUCO SOBRE A DRA.

Dra. Juliana Toma

CRM-SP 156490 / RQE 65521

Médica dermatologista, com Residência Médica pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM).

Especialização em Dermatologia Oncológica pelo Instituto Sírio Libanês. Fellow em Tricologia, Discromias e Acne pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Pós-Graduação em Pesquisa Clínica pela Harvard Medical School – EUA

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Dra. Juliana Toma – Médica Dermatologista pela Universidade Federal de São Paulo – EPM

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Dra. Juliana Toma

Médica Dermatologista - CRM-SP 156490 / RQE 65521 | Médica formada pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM), com Residência Médica em Dermatologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM), com Título de Especialista em Dermatologia. Especialização em Dermatologia Oncológica pelo Instituto Sírio Libanês. Fellow em Tricologias, Discromias e Acne pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Pós-Graduação em Pesquisa Clínica pela Harvard Medical School – EUA. Ex-Conselheira do Conselho Regional de Medicina (CREMESP). Coordenadora da Câmara Técnica de Dermatologia do CREMESP (2018-2023).

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