O exame distingue a cor da pele das alterações do relevo abaixo dos olhos.
O Discovery Pico é uma opção de laser de picossegundos para pigmentação selecionada.
Quando há mais de uma causa, o tratamento pode ser dividido em etapas.
A aplicação próxima aos olhos exige proteção ocular específica.
Avaliação das olheiras na consulta
A consulta dura uma hora e inclui avaliação dos sintomas e o exame da pele de todo o corpo antes de definir tratamentos.
Na região dos olhos, a médica examina a distribuição da cor, o sulco e a condição da pele.
Os retornos são acompanhados pela mesma médica, com comparação da evolução da área tratada.
Como acontece a aplicação
A sessão é realizada na área delimitada pelo exame. A extensão tratada e os recursos de conforto variam conforme a técnica escolhida.
Limpeza da região
A pele é limpa e os resíduos de maquiagem são removidos para permitir a aplicação sobre a região avaliada.
Proteção dos olhos
São utilizados protetores próprios para o laser. Quando a aplicação fica próxima à pálpebra, a proteção é escolhida para cobrir o olho e permitir acesso à pele que será tratada.
Sensação durante os disparos
Os pulsos podem causar pequenas picadas, ardor ou sensação de calor. Resfriamento local ou anestésico tópico podem ser utilizados conforme a técnica e a sensibilidade da região.
Sessões e evolução do tratamento
Clareamento e melhora da textura
Uma aplicação voltada ao pigmento busca clarear a cor da pele. Quando linhas finas ou irregularidade da superfície também fazem parte da queixa, pode ser avaliada uma técnica fracionada, que estimula a reparação e o colágeno para melhorar a textura da pele. A escolha da ponteira e da forma de aplicação muda o efeito pretendido e a recuperação.
Número de aplicações
A quantidade de sessões considera a extensão e a profundidade da pigmentação, o fototipo e a técnica utilizada. A revisão do efeito das primeiras aplicações ajuda a estimar a continuidade.
O intervalo deve permitir que vermelhidão, sensibilidade e edema se resolvam. Uma região ainda irritada pode precisar de mais tempo antes de receber novo tratamento.
O que muda ao longo do acompanhamento
A redução do escurecimento pode ocorrer de forma gradual. A textura é acompanhada pela regularidade da superfície e pelas linhas finas; essas mudanças não precisam acontecer no mesmo ritmo.
Quando a cor deixa de melhorar, o exame revê o pigmento que permanece e os demais fatores que compõem a olheira. Essa revisão pode levar a uma pausa, a um ajuste da técnica ou à escolha de outra abordagem.
Se a pele escurece ou permanece irritada após uma aplicação, a prioridade passa a ser recuperar a região e avaliar essa reação antes de continuar.
Dra. Juliana Toma, médica dermatologista, CRM-SP 156490 / RQE 65521.
Como o Discovery Pico atua no pigmento
Pulsos curtos e fragmentação
A energia do laser é absorvida pelo pigmento. Os pulsos muito curtos do Discovery Pico produzem um efeito fotoacústico, que fragmenta os depósitos pigmentares. Esse mecanismo permite direcionar o tratamento à cor escura identificada no exame.
A seleção do comprimento de onda e da energia considera a profundidade do pigmento e a cor natural da pele. A melanina da pele ao redor também pode absorver luz, por isso o fototipo e a tendência a manchas influenciam a escolha dos parâmetros.
Em algumas situações, uma pequena área de teste ajuda a observar a reação da pele antes de tratar uma região maior.
Assista: tratamentos dermatológicos para olheiras
A Dra. Juliana Toma explica por que o tipo de olheira orienta a escolha do tratamento.
Atendimento particular no Jardim Paulista para comparar opções de clareamento e contorno da região dos olhos.

Dra. Juliana Toma

Formação médica e especialidade
Médica formada pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM), com Residência Médica em Dermatologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM), com Título de Especialista em Dermatologia pela Associação Médica Brasileira (AMB)
Especializações e pesquisa
Especialização em Dermatologia Oncológica pelo Instituto Sírio Libanês. Fellow em Tricologias, Discromias e Acne pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Pós-Graduação em Pesquisa Clínica pela Harvard Medical School – EUA.
Sociedade e atuação profissional
Atualmente é membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia(SBD).
Ex-Conselheira do Conselho Regional de Medicina (CREMESP).
Coordenadora da Câmara Técnica de Dermatologia do CREMESP (2018-2023).
Atuação editorial
Editora-Chefe do Portal Dermatologia.net.br.
Colunista no Portal AtivoSaúde e Portal PEBMED.
Preparação da pele para o laser
A pele é examinada antes da sessão para identificar vermelhidão, descamação, lesões ou irritação. Uma dermatite ativa ou uma área ainda não recuperada pode exigir adiamento e tratamento prévio.
O bronzeamento recente aumenta a quantidade de pigmento também na pele que não se pretende tratar. A proteção solar e o tempo para a pele voltar à sua condição habitual fazem parte da preparação.
Procedimentos anteriores na região, incluindo preenchimentos e cirurgias, ajudam a definir a área de aplicação. O preparo também considera medicamentos e produtos que estejam provocando sensibilidade local.
Agendar avaliaçãoClínica localizada na região dos Jardins em São Paulo
A clínica atende em Jardim Paulista, com estacionamento coberto e manobrista gratuito, estrutura para procedimentos dermatológicos e tecnologias selecionadas conforme indicação.
Pele e contorno
O que existe abaixo da aparência escura
A pele das pálpebras é fina e deixa transparecer parte dos vasos e do músculo que estão abaixo dela. Por isso, uma região azulada ou arroxeada pode ter pouca pigmentação marrom na superfície.
A melanina é o pigmento que dá cor à pele. Também podem existir depósitos de pigmentos derivados do sangue. A combinação dessas cores com a transparência da pele ajuda a explicar por que duas olheiras igualmente escuras podem responder de modo diferente ao clareamento.
Quando a dermatoscopia ajuda
A dermatoscopia amplia a imagem da pele para examinar o padrão do pigmento e dos vasos. Pode complementar o exame das pálpebras quando a origem da cor escura precisa ser esclarecida e ajudar a documentar essas características ao longo do tratamento.
Como funcionam as outras opções
Tecnologia vascular
Lasers dirigidos aos vasos usam luz absorvida pelo sangue para reduzir vasos selecionados. A região pode ficar arroxeada após algumas dessas aplicações; essa reação faz parte da programação da recuperação e difere da mudança de pigmentação buscada com o Discovery Pico.
Preenchimento do sulco
O ácido hialurônico pode adicionar suporte na depressão entre a pálpebra inferior e a bochecha, suavizando a transição do contorno. O exame considera a cobertura da pele e a tendência a inchaço, porque a região fina pode evidenciar irregularidades do produto.
Clareadores e peelings
Os medicamentos tópicos podem reduzir a formação de pigmento, enquanto o peeling promove uma renovação controlada da superfície. A escolha da substância e da intensidade considera a sensibilidade palpebral. Ardor e descamação excessivos indicam necessidade de rever a aplicação.
Cirurgia das pálpebras
Na blefaroplastia, o tratamento é direcionado ao excesso de pele ou gordura que forma as bolsas. A cirurgia pode envolver retirada ou reposicionamento de tecidos, conforme a anatomia. Seu objetivo é modificar o relevo da região, com planejamento e recuperação cirúrgicos próprios.
Como a região dos olhos se recupera
Pele sensível
Após o laser, a região pode ficar avermelhada, inchada ou sensível. O aspecto inicial reflete a reação ao procedimento; a avaliação da mudança da olheira é feita depois que essa reação diminui.
Irritação e atrito
A limpeza deve ser suave, sem esfregar a pele. Produtos que ardem e ácidos podem precisar de pausa até a recuperação. O controle de alergias reduz a coceira e o atrito que podem voltar a escurecer a região.
Maquiagem e exposição solar
A maquiagem é retomada quando a pele está íntegra e conforme a orientação da técnica aplicada. A proteção solar acompanha a recuperação para reduzir o risco de manchas após a inflamação.
Como comparar a olheira sob a mesma luz
Pigmento
A pigmentação castanha pode continuar visível sob luz frontal e uniforme. Observar a pele nessas condições ajuda a reconhecer a parcela de cor que permanece mesmo quando a sombra do relevo diminui.
Sombra
Uma luz vinda de cima acentua a depressão abaixo dos olhos; luz frontal e difusa reduz essa sombra. O exame compara as duas situações para avaliar quanto da aparência escura vem do sulco.
Maquiagem
O corretivo disfarça a cor percebida. Na avaliação e nas fotografias de acompanhamento, a pele sem maquiagem permite observar a pigmentação real e a mudança obtida com o tratamento.
Fotografias no retorno
As imagens são comparadas com iluminação, posição do rosto, olhar e distância semelhantes. Isso permite acompanhar separadamente a cor, a textura e o contorno, sem confundir um novo ângulo de fotografia com resultado do procedimento.



