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Cosmiatria · Dermatologia

17 min de leitura

Pomada para
Melasma –
Quais as melhores
opções?

Resposta direta

Clareadores podem reduzir o contraste do melasma com uma rotina bem ajustada.

Pomada para melasma: clarear com uma rotina bem escolhida

Pomadas para melasma reúnem ativos com funções diferentes: clarear o pigmento, renovar a pele ou melhorar a tolerância à fórmula. Na consulta, ajustamos essa combinação à sua sensibilidade, aos tratamentos anteriores e à rotina de proteção solar.

Neste artigo

Para completar: melasma: guia completo, laser para melasma, manchas na pele.

Qual é a melhor pomada para melasma no rosto?

Hidroquinona, ácido azelaico e fórmulas combinadas estão entre as opções. A escolha considera a intensidade das manchas, a presença de acne ou irritação e se o objetivo é iniciar o clareamento ou manter uma melhora já obtida.

O tratamento tópico costuma ser feito em casa, com acompanhamento da Dra. Juliana Toma. Uma fórmula pode reunir mais de um medicamento; a composição e o período de uso mudam entre a fase de clareamento e a manutenção.

Como escolher o tratamento tópico

SituaçãoO que costuma ser avaliadoCuidado importante
Mancha ativa e escurecendoFotoproteção, gatilhos e clareadores com baixa irritaçãoConforto da pele acompanha o clareamento
Melasma resistenteCombinação de ativos, manutenção e procedimentos selecionadosResposta parcial pode justificar um procedimento complementar
Pele sensívelBarreira cutânea, intervalo de uso e ativos mais toleráveisVermelhidão persistente muda a conduta
Uso de hidroquinona ou corticoideTempo de uso, pausa e acompanhamentoA fase de manutenção pode usar outra composição

Perguntas comuns

Pomada para melasma tira a mancha definitivamente?

O resultado precisa ser acompanhado ao longo do tempo. Melasma pode melhorar, mas tende a recidivar quando há sol, calor, luz visível, hormônios ou irritação.

Posso usar pomada clareadora de farmácia por conta própria?

Um cosmético com clareador e um medicamento com hidroquinona, tretinoína ou corticoide têm indicações diferentes. A fórmula medicamentosa precisa de indicação médica; a venda de um produto como clareador não confirma que ele seja adequado ao seu melasma.

Quando laser entra no plano?

Laser pode ser considerado em casos selecionados, após controlar irritação e fotoproteção. A indicação depende do padrão do melasma e da pele.

Avaliar tratamento para melasma e entender quando clareadores, manutenção, peelings ou Discovery Pico podem ser indicados.

Tratamento tópico

Creme, gel ou fórmula manipulada?

O veículo é a base que carrega os ingredientes até a pele. Creme, gel e loção diferem em textura, espalhabilidade e capacidade de ressecar ou hidratar. Essas características influenciam o conforto e a escolha da apresentação, junto do medicamento.

CremeA base pode favorecer o conforto da pele seca; a tolerância também depende dos ativos associados.
GelCostuma deixar menos resíduo visível, mas algumas bases ressecam ou ardem mais na pele sensibilizada.
ManipuladoPermite uma composição prescrita para o caso; o desempenho depende da fórmula completa, não apenas de um ingrediente.

Rotas úteis: melasma no rosto, cremes e componentes, remédios para melasma, melasma no nariz.

Dois produtos com a mesma porcentagem podem ter veículos e associações diferentes. Por isso, uma mudança de apresentação pode alterar a tolerância mesmo quando o nome do ativo permanece igual.

Evolução: O clareamento é gradual. O contraste das manchas e a saúde da pele são avaliados juntos; descamar mais ou sentir ardor não mede a eficácia do produto.

O melasma costuma formar áreas acastanhadas no rosto. Manchas deixadas por acne ou irritação podem coexistir, mas têm outra origem; distinguir esses padrões ajuda a escolher o tratamento tópico para cada área.

Veja os cuidados conforme o tipo de mancha. Para melasma, conheça tratamento para melasma; para manchas após acne ou inflamação, veja hiperpigmentação pós-inflamatória; para o panorama geral, veja manchas na pele.

Consulta para melasma

Uma fórmula para clarear e cuidar da sua pele.

A Dra. Juliana examina as manchas e a sensibilidade da pele para definir a composição do tratamento. O acompanhamento permite ajustar o clareador e planejar a manutenção conforme a resposta.

Resposta direta

Quando a mancha não melhora com o creme?

Uma resposta pequena pode estar ligada ao tipo e à profundidade do pigmento, à irritação da pele ou à persistência dos fatores que estimulam o melasma. A avaliação diferencia uma fórmula mal tolerada de uma mancha que precisa de outra abordagem, antes de aumentar a intensidade do tratamento.

Ver laser para manchas

pomada para melasma

Quais produtos pioram o melasma?

Ardor que persiste, pele repuxando e vermelhidão depois de aplicar um produto mostram que a rotina precisa ser ajustada. Esse desconforto indica irritação, que pode acrescentar pigmentação inflamatória à mancha já existente.

Irritação por esfoliantes, sabonetes perfumados ou combinação de vários ativos pode acentuar manchas. Uma limpeza suave e um hidratante tolerado ajudam a manter o plano de clareamento; acrescentar outro ácido enquanto a pele arde pode dificultar essa adaptação.

Fatores hormonais, incluindo alguns contraceptivos, podem favorecer o melasma. Quando existe essa associação, o dermatologista e o médico responsável pelo método avaliam alternativas e os benefícios de mantê-lo. A mudança de contraceptivo precisa preservar a proteção contraceptiva e não deve ser feita por conta própria.

Tecnologia e avaliação

Clareamento do melasma com cuidado e tecnologia

O cuidado do melasma combina clareamento e manutenção. Clareadores e fotoproteção formam a base da rotina; o Discovery Pico pode integrar o tratamento em casos selecionados, como complemento para a pigmentação.

Como as etapas se complementam
Clareadores
Ativos para reduzir o contraste das manchas, com aplicação ajustada à tolerância da pele.
Discovery Pico
Laser de picossegundos considerado como complemento em situações selecionadas.
Fotoproteção
Proteção diária acompanha o clareamento e ajuda a sustentar a melhora.

Qual é o melhor creme para melasma?

O mesmo rosto pode ter áreas com pigmento mais superficial e outras mais difíceis de clarear. O tom da pele, a extensão do melasma e a presença de sensibilidade ajudam a definir quais ativos serão combinados.

O exame observa o padrão e a distribuição das manchas para diferenciar melasma de outras pigmentações. A lâmpada de Wood ou o dermatoscópio podem ajudar a avaliar onde o pigmento se encontra na pele; essa informação complementa a avaliação clínica e orienta o tratamento.

O acompanhamento compara a resposta de cada região, pois as manchas podem clarear em ritmos diferentes. A composição pode ser mantida, simplificada ou substituída conforme essa evolução.

Os ativos possíveis incluem ácido tranexâmico, ácido azelaico, ácido kójico, niacinamida, cisteamina, hidroquinona, vitamina A ou vitamina C.

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Fotoproteção na rotina

Use protetor de amplo espectro diariamente. No melasma, fórmulas com cor e óxidos de ferro ajudam na proteção contra a luz visível do sol; escolha textura e tonalidade que facilitem manter o cuidado.

Hidroquinona

A hidroquinona é uma substância comumente utilizada em cremes e pomadas para o clareamento de manchas. Com ela é possível tratar não só o melasma, como também sardas, lentigos senis, entre outras condições que causam a hiperpigmentação pela produção em excesso de melanina[1]Rendon M, Berneburg M, Arellano I, Picardo M. Treatment of melasma. Journal of the American Academy of Dermatology. 2006 May 1;54(5):S272-81.. 

A hidroquinona reduz a formação de melanina ao interferir na atividade da tirosinase. Pode ser prescrita sozinha ou em uma combinação na qual cada componente tem uma função, como favorecer a renovação ou melhorar a tolerância da pele.

A redução do pigmento pode diminuir o contraste das manchas em relação à pele ao redor, de forma gradual. 

A hidroquinona atua durante o período de tratamento; a manutenção combina fotoproteção e uma rotina ajustada. Seu mecanismo envolve a formação e o metabolismo do pigmento nos melanossomas, estruturas que armazenam e transportam pigmento dentro das células[2]Sehgal VN, Verma P, Srivastava G, Aggarwal AK, Verma S. Melasma: treatment strategy. Journal of Cosmetic and Laser Therapy. 2011 Dec 1;13(6):265-79.. 

A hidroquinona pode causar efeitos adversos, como irritação, ardência e dermatite de contato e, em uso prolongado ou sem acompanhamento, escurecimento paradoxal da pele (ocronose).

Onde a hidroquinona atua e como acompanhar a resposta

A ação da hidroquinona se concentra no pigmento da epiderme, a camada mais superficial da pele. Quando há pigmento mais profundo, o clareamento pode ser parcial. Essa diferença ajuda a explicar por que aumentar a concentração nem sempre resolve uma área resistente.

A aplicação é direcionada às manchas delimitadas na prescrição. O alcance muda conforme o produto: hidroquinona isolada e combinações prontas podem ter orientações diferentes para a pele ao redor. O medicamento é distribuído em camada fina na região indicada.

Durante o tratamento, a redução do contraste pode aparecer antes de a cor ficar mais uniforme em toda a área. A comparação clínica considera a pigmentação residual e se há vermelhidão ou descamação interferindo na aparência. Uma mancha que escurece enquanto a pele está irritada merece reavaliação, em vez de simplesmente prolongar o mesmo esquema.

A etapa de manutenção pode reduzir a frequência da hidroquinona ou utilizar outros clareadores. O objetivo é acompanhar a tendência de retorno do melasma, com fotoproteção contínua. Uma melhora inicial não determina, sozinha, quanto tempo a fórmula deve permanecer: o tempo já usado e a condição da pele entram nessa decisão.

Quando a laserterapia ou um peeling fazem parte do plano, a hidroquinona também pode ser empregada no preparo. Pausa e retomada dependem do procedimento e da recuperação, para evitar aplicar um clareador irritante sobre uma superfície ainda sensibilizada.

Tretinoína 

A tretinoína é um derivado da vitamina A usado em cremes e outras formulações dermatológicas. No melasma, participa de esquemas que favorecem a renovação da epiderme e o clareamento do pigmento superficial. Pode ser associada a outros ativos para atuar em diferentes etapas da pigmentação. 

A concentração e o veículo influenciam a forma de uso e a tolerância. Uma fórmula para aplicação domiciliar e uma preparação usada em peeling no consultório têm modos de aplicação diferentes; a porcentagem isolada não define qual tratamento é adequado.

Existem medicamentos industrializados e preparações manipuladas sob prescrição, com composições distintas. 

A tretinoína pode compor uma fórmula para melasma, inclusive a associação tripla com hidroquinona e fluocinolona.

O uso deve seguir prescrição e acompanhamento médico, já que o retinoide pode causar irritação inicial.[3]Neagu N, Conforti C, Agozzino M, Marangi GF, Morariu SH, Pellacani G, Persichetti P, Piccolo D, Segreto F, Zalaudek I, Dianzani C. Melasma treatment: a systematic review. Journal of Dermatological … Continue reading. 

  

Como a tretinoína entra na rotina

  1. Aplicação noturna: A pele deve estar limpa e seca antes do medicamento. A quantidade prescrita é distribuída em camada fina nas áreas indicadas; cantos do nariz, lábios e região dos olhos são mais suscetíveis à irritação e exigem cuidado na delimitação.
  2. Adaptação: O início pode ser espaçado para acomodar a sensibilidade da pele. Hidratação e ajuste de frequência ajudam a reduzir ressecamento. A tolerância às primeiras aplicações orienta a progressão, sem necessidade de provocar uma descamação intensa para obter clareamento.
  3. Outros tratamentos: Produtos para acne, esfoliantes e séruns com ácidos podem somar irritação ao retinoide. A revisão da composição evita duplicar tretinoína ou retinol em produtos diferentes e permite separar os horários quando a associação faz sentido.
  4. Gestação e amamentação: Retinoides tópicos não são usados durante a gestação. O planejamento de gravidez pede revisão prévia do esquema; na amamentação, a escolha dos produtos também deve ser avaliada pelo dermatologista e pelo obstetra.

Corticoides

Os corticoides são medicamentos anti-inflamatórios; em determinadas fórmulas para melasma, integram uma combinação com clareadores.

 

O acompanhamento inclui a espessura da pele e a presença de vasos mais aparentes. Uso prolongado de um corticoide inadequado para o rosto pode causar afinamento e outras alterações locais.

No melasma, a aplicação segue a prescrição da combinação escolhida. Frequência e duração variam conforme a fórmula e a resposta, com revisão no retorno[4]Salem A, Gamil H, Ramadan A, Harras M, Amer A. Melasma: treatment evaluation. Journal of Cosmetic and Laser Therapy. 2009 Jan 1;11(3):146-50..

Qual corticoide entra no tratamento do melasma?

A potência e o veículo são escolhidos para a pele do rosto. A absorção é maior em áreas finas, como as pálpebras; por isso, a região de aplicação faz parte da prescrição.

Ardor e descamação persistentes durante o uso da combinação podem exigir ajuste dos clareadores ou da frequência. Já o afinamento da pele e o aparecimento de vasos levam à revisão do corticoide. Essa diferença orienta qual componente precisa ser modificado.

Fluocinolona de acetonida

A fluocinolona acetonida integra uma combinação fixa com hidroquinona e tretinoína. Os três componentes vêm no mesmo creme: a hidroquinona interfere na produção do pigmento, a tretinoína favorece a renovação da epiderme e a fluocinolona ajuda a controlar a inflamação. 

A combinação fixa de fluocinolona, hidroquinona e tretinoína é indicada para tratamento de curto prazo do melasma facial moderado a intenso. Depois do controle, a manutenção é reavaliada; essa apresentação não é destinada ao uso contínuo como creme habitual de manutenção.

Em combinações como fluocinolona, hidroquinona e tretinoína, a aplicação costuma ser noturna; siga o esquema e o período definidos para a fórmula prescrita.

O clareamento obtido com a combinação pode ser seguido de novo escurecimento, pois o melasma conserva sua tendência à recorrência. Nessa fase, o dermatologista decide se há necessidade de outro ciclo ou de uma composição diferente, conforme a resposta anterior e a condição atual da pele. 

Ácido azelaico

O ácido azelaico é comumente usado no tratamento de acnes e manchas na pele, sobretudo nos casos de hiperpigmentação pós-inflamatória. Sua ação contribui para evitar o surgimento de acnes, a aspereza da pele e o espessamento das células da pele que obstruem os poros. Pode ser considerado na gestação, com indicação do dermatologista e do obstetra.

O azelaico é aplicado em camada fina na pele limpa, evitando olhos, boca e mucosas. A frequência é definida para a formulação; a apresentação em creme ou gel considera a oleosidade, o ressecamento e os outros produtos já usados.

 

A melhora é gradual e acompanhada em semanas a meses. Acne ativa e pigmentação residual podem responder em momentos diferentes; a redução das espinhas não significa que todas as manchas já tenham clareado. 

 

O ácido azelaico também pode causar pequenas reações como coceira, queimação, descamação e vermelhidão.

Quando o azelaico pode compor a rotina

Acne junto das manchas: O azelaico atua na obstrução dos poros e na inflamação da acne, além de interferir na produção de pigmento. Quando espinhas e melasma coexistem, esse conjunto de ações pode ser útil. As marcas deixadas pelas espinhas, porém, são avaliadas separadamente das áreas de melasma.

Opção de clareador: Pode integrar um esquema sem hidroquinona quando a indicação ou a tolerância favorecem essa escolha. A seleção considera a intensidade do pigmento e os outros tratamentos em uso. O fato de ser uma opção para pele sensível não elimina a possibilidade de ardor ou descamação.

Continuidade do cuidado: Em quem tem acne, tratar a inflamação também reduz a formação de novas marcas pós-inflamatórias; as manchas antigas precisam de tempo para perder contraste.

Procedimentos associados: A laserterapia ou um peeling podem ser considerados para pigmentação persistente em casos selecionados. O azelaico pode continuar no plano domiciliar, com pausa e retomada ajustadas à recuperação da pele após o procedimento.

Dermocosméticos

Alguns dermocosméticos também podem ser utilizados para reduzir as manchas de melasma, entre eles:

Vitamina C

A vitamina C, ou ácido ascórbico, tem ação antioxidante e pode ajudar a reduzir a pigmentação. No melasma, costuma ser considerada como complemento ou opção quando se procura um clareador mais bem tolerado.

O ácido ascórbico puro e seus derivados são usados em diferentes formulações. A estabilidade na base e a penetração na pele influenciam a atividade do produto. O ácido ascórbico pode se degradar em contato com o oxigênio do ar. Um sérum pode ser incorporado como complemento ao clareamento, enquanto cremes podem reunir a vitamina a outros ingredientes.

Ácido tranexâmico

O ácido tranexâmico atua em sinais que estimulam a produção de pigmento, incluindo respostas da pele à radiação ultravioleta. A formulação tópica pode entrar em esquemas sem hidroquinona ou complementar outros ativos.

O uso tópico e o uso por via oral são decisões diferentes. Comprimidos podem ser considerados em situações selecionadas de melasma persistente, mas exigem avaliação do histórico de saúde, especialmente de trombose e outros fatores de risco.

Ácido kójico

O ácido kójico reduz a atividade da tirosinase, enzima envolvida na formação de melanina. Pode ser usado em fórmulas para pigmentação superficial, sozinho ou associado a outros clareadores. Em uma combinação com ácido glicólico, o kójico atua sobre a formação de pigmento, enquanto o glicólico favorece a renovação da superfície.

2

Como combinar clareadores, maquiagem e proteção solar

✔
1. Medicamento para melasma, quando prescrito para esse horário
✔
2. Protetor solar com cor, após o tratamento tópico
✔
3. Maquiagem, se desejar disfarçar o contraste das manchas

Medicamentos e dermocosméticos têm indicações diferentes. A receita do dermatologista organiza os ativos escolhidos, a quantidade, a frequência e o período de revisão. 

A maquiagem pode disfarçar o contraste enquanto o tratamento faz efeito. O protetor forma uma etapa própria dessa sequência, mesmo quando a base também informa FPS. Para dias de piscina ou atividades ao ar livre, a resistência à água e a reaplicação do protetor continuam necessárias.

A persistência de uma área escura pode levar à revisão do diagnóstico e da estratégia. O exame diferencia melasma de outras formas de hiperpigmentação , como a hiperpigmentação pós-inflamatória.

Em casos selecionados, o dermatologista pode associar Laser Picossegundos, para complementar o tratamento do pigmento, com parâmetros e acompanhamento definidos para o melasma.

O dermatologista considera o laser quando o tratamento tópico não oferece controle suficiente das manchas. A escolha dos parâmetros e a manutenção após o procedimento fazem parte dessa decisão[5]Arora P, Sarkar R, Garg VK, Arya L. Lasers for treatment of melasma and post-inflammatory hyperpigmentation. Journal of cutaneous and aesthetic surgery. 2012 Apr;5(2):93..

Tretinoína vs Retinol para tratamento de melasma

Tretinoína e retinol são produtos à base de vitamina A que podem ser usados ​​para clarear a pele e induzir a renovação celular.

Tretinoína e retinol pertencem à família dos retinoides, mas são moléculas diferentes. A tretinoína atua diretamente; o retinol passa por conversões na pele. A troca entre eles muda a molécula usada e precisa considerar o objetivo do tratamento.

Retinol e tretinoína não têm equivalência direta de percentual. A escolha não pode ser feita multiplicando ou reduzindo o número do rótulo, porque a ação depende da molécula e da formulação.

Qual protetor solar FPS deve ser usado por pacientes com melasma?

O protetor solar reduz o estímulo da luz sobre a produção de pigmento e acompanha tanto o clareamento quanto a manutenção. Para melasma, a escolha reúne FPS 50, proteção de amplo espectro e cor com óxidos de ferro.

O FPS descreve principalmente a proteção contra UVB. A indicação de amplo espectro inclui UVA; a cor com óxidos de ferro acrescenta proteção contra a luz visível. São características complementares na mesma fórmula.

A proteção é necessária mesmo quando o clareador é aplicado apenas à noite, porque a exposição que estimula o melasma acontece durante o dia.

Parte da radiação UVA atravessa vidros comuns. A exposição junto de janelas também entra na avaliação da fotoproteção, além do tempo passado ao ar livre.

Quando os pacientes passam muito tempo ao ar livre, a orientação de fotoproteção inclui reaplicar o protetor solar a cada duas horas para manter a proteção durante a exposição, junto com sombra e chapéu.

Existem dois tipos principais de protetor solar disponíveis: o protetor solar químico, que contém ingredientes ativos como oxibenzona, avobenzona e cinamatos para proteger contra os raios UVA e UVB, e o protetor solar mineral, com filtros como óxido de zinco e dióxido de titânio. Os termos “mineral” e “com cor” descrevem características diferentes: o primeiro se refere aos filtros UV; o segundo, aos pigmentos da fórmula.

A escolha considera proteção de amplo espectro, cor bem adaptada à pele e textura confortável para manter o uso.

Limpeza e depilação:

Uma limpeza suave remove protetor, maquiagem e resíduos sem a esfoliação intensa que pode irritar a pele. A depilação também considera a sensibilidade da área: a cera quente e o atrito podem provocar inflamação e acentuar manchas, especialmente durante o uso de clareadores irritantes.

Juliana Toma Medica
UM POUCO SOBRE A DRA.

Dra. Juliana Toma

CRM-SP 156490 / RQE 65521

Médica formada pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM), com Residência Médica em Dermatologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM), com Título de Especialista em Dermatologia pela Associação Médica Brasileira (AMB)

Especialização em Dermatologia Oncológica pelo Instituto Sírio Libanês. Fellow em Tricologias, Discromias e Acne pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Pós-Graduação em Pesquisa Clínica pela Harvard Medical School – EUA.

Atualmente é membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia(SBD).

Ex-Conselheira do Conselho Regional de Medicina (CREMESP).

Coordenadora da Câmara Técnica de Dermatologia do CREMESP (2018-2023).

Editora-Chefe do Portal Dermatologia.net.br.

Colunista no Portal AtivoSaúde e Portal PEBMED.

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Paciente com protetores oculares durante laser facial
Proteção ocular durante o laser
Mãos com uma amostra de dermocosmético durante a consulta
Produtos e cuidados da pele discutidos em consulta
Lago do jardim interno da Clínica Dra. Juliana Toma
Jardim interno

Referências Bibliográficas

Referências Bibliográficas
↑1Rendon M, Berneburg M, Arellano I, Picardo M. Treatment of melasma. Journal of the American Academy of Dermatology. 2006 May 1;54(5):S272-81.
↑2Sehgal VN, Verma P, Srivastava G, Aggarwal AK, Verma S. Melasma: treatment strategy. Journal of Cosmetic and Laser Therapy. 2011 Dec 1;13(6):265-79.
↑3Neagu N, Conforti C, Agozzino M, Marangi GF, Morariu SH, Pellacani G, Persichetti P, Piccolo D, Segreto F, Zalaudek I, Dianzani C. Melasma treatment: a systematic review. Journal of Dermatological Treatment. 2021 Apr 14
↑4Salem A, Gamil H, Ramadan A, Harras M, Amer A. Melasma: treatment evaluation. Journal of Cosmetic and Laser Therapy. 2009 Jan 1;11(3):146-50.
↑5Arora P, Sarkar R, Garg VK, Arya L. Lasers for treatment of melasma and post-inflammatory hyperpigmentation. Journal of cutaneous and aesthetic surgery. 2012 Apr;5(2):93.

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Perguntas frequentes

Por que a mancha pode escurecer de novo?

O melasma tende a variar ao longo do tempo, e a exposição à luz pode favorecer novo escurecimento. A manutenção cuida dessa tendência mesmo depois de a mancha clarear.

O laser substitui os cremes e o protetor?

Ele tem outro papel. Quando indicado, complementa o tratamento da pigmentação; a rotina domiciliar continua cuidando da pele e da manutenção entre as sessões.

Manutenção significa usar sempre os mesmos clareadores?

A rotina pode mudar conforme a melhora e a tolerância. A fotoproteção permanece, enquanto ativos e frequência são revistos para manter o controle com um cuidado viável no dia a dia.

Átrio da clínica com escada, cobogó e claraboia.
Fotografia da clínica · AmbienteÁtrio da clínica no Jardim Paulista.
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Átrio da clínica com escada, cobogó e claraboia.

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Autoria médica
Dra. Juliana Toma

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Médica DermatologistaCRM-SP 156490 / RQE 65521

Médica formada pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM), com Residência Médica em Dermatologia pela UNIFESP-EPM, Título de Especialista em Dermatologia pela AMB e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Tem formação complementar em Dermatologia Oncológica pelo Instituto Sírio-Libanês, fellow em Tricologias, Discromias e Acne pelo Hospital das Clínicas da FMUSP, e pós-graduação em Pesquisa Clínica pela Harvard Medical School.

Foi Conselheira do CREMESP e Coordenadora da Câmara Técnica de Dermatologia do CREMESP (2018-2023).

UNIFESP-EPMMedicina e DermatologiaAMB / SBDEspecialista e sociedade médicaSírio-LibanêsDermatologia OncológicaHC-FMUSPTricologias, Discromias e AcneHarvard Medical SchoolPesquisa ClínicaCREMESPCâmara Técnica 2018-2023

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