Corticoides para dermatite – entenda mais

Os corticoides para dermatite são fármacos sintéticos produzidos em laboratório. A base desses remédios são os hormônios produzidos pelas glândulas supra renais, que naturalmente apresentam grande ação anti-inflamatória.

Também conhecidos como corticosteroides ou cortisona, os corticoides reduzem a inflamação ou a atividade do sistema imunológico do organismo, dessa forma tratam as principais dermatites causadas por algum tipo de resposta do corpo a agentes externos. 

Amplamente usados ao longo das décadas, os corticoides foram aprimorados para oferecer um maior potencial e reduzir os riscos aos pacientes. Seus efeitos foram documentados, permitindo que a indústria farmacêutica pudesse desenvolver fórmulas eficazes para diferentes fins. 

Sua ação pode ser leve, reversível ou irreversível, daí a importância de usar esse tipo de medicamento apenas com prescrição e acompanhamento médico. A título de curiosidade, entenda mais como esses medicamentos agem na pele, em quais casos eles são recomendados, entre outras informações sobre o tema. Acompanhe!

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Corticoides para dermatite

Os corticoides são uma classe de medicamentos com ação anti-inflamatória e imunossupressora, em outras palavras, são substâncias empregadas em diversos tratamentos com o objetivo de suprimir os mecanismos de defesa do organismo. 

Em geral, os efeitos alteram a ação do hormônio cortisol, que influencia diretamente no funcionamento das células da epiderme, tecido gorduroso ou ossos. 

Essa classe é produzida a partir do próprio cortisol, sendo um de seus derivados sintéticos. Mesmo que apresente o mesmo núcleo, sua estrutura geral foi modificada para agir de forma potencializada no corpo. 

A desvantagem dos corticoides é justamente sua natureza, pois agem não apenas onde há o problema, mas também alteram o funcionamento do organismo como um todo. Por isso eles são tão sérios e exigem muita atenção. 

Tipos de corticoide para dermatite

Os corticoides foram introduzidos no mercado em diferentes formas farmacêuticas e indicações de uso. Em geral, o fármaco é encontrado em soluções orais (xarope, comprimidos), na forma tópica (pomadas, cremes e géis), como colírio, via inalatória e injetável. 

Para o tratamento de dermatites em geral, são usados os seguintes:

Hidrocortisona

Disponível em creme e pomada, a hidrocortisona é usada para o alívio das manifestações inflamatórias e pruriginosas de diferentes tipos de dermatites. Esse medicamento ajuda a reduzir a vermelhidão, irritação e inchaço da pele. 

Está disponível em cremes, indicados para lesões úmidas, em pomada para as lesões secas e descamativas, e em loções especialmente indicadas para o tratamento em regiões cobertas por pelos ou cabelo, ou quando é necessária uma aplicação mínima para grandes áreas.

Betametasona

A betametasona apresenta uma ótima ação anti-inflamatória, antialérgica e anti-reumática. É especialmente indicada para dermatites graves, além de problemas que afetam as mucosas, ossos, músculos, glândulas ou sistema respiratório. 

No tratamento para pele, age no alívio de sintomas como vermelhidão, prurido, inchaço ou dor. Pode ser encontrada na forma de pomada, creme ou gel, mas para outras condições também está disponível na forma de xarope e comprimidos. 

Mometasona 

A Mometasona é um dos mais potentes corticoides, apresentando ação exsudativa e anti-inflamatória em dermatoses e dermatites. Na forma de xarope também é usada no tratamento de rinite alérgica, asma alérgica, entre outras doenças respiratórias.

Dexametasona

A Dexametasona é um glicocorticóide com alto poder anti-inflamatório e imunossupressor. Assim como os demais fármacos da classe dos corticoides, é a forma sintética do hormônio cortisol. 

É comumente indicada para alergias de pele e dermatites graves, como lúpus, em associação a outros medicamentos como os anti-histamínicos. Também é indicada para o tratamento de doenças reumatológicas, problemas oculares, pulmonares, glandulares, sanguíneos, neurológicos e alergias. 

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Quais dermatites são tratadas com corticoides

Em geral, a maioria das dermatites é resultado de alguma ação anormal do sistema imunológico. As mais comuns são:

Prurigo nodular – é uma dermatite crônica rara, que afeta principalmente idosos. Está associada a outra dermatite não tratada, como dermatite atópica. Manifesta-se como múltiplas lesões circulares nos braços, pernas, costas e dorso.
Miliária – comumente conhecida como brotoeja e é uma dermatite que atinge principalmente os bebês. É causada pela obstrução das glândulas sudoríparas, impedindo a saída do suor. As lesões são circulares, avermelhadas e aparecem no tronco, pescoço, nas axilas e nas dobras de pele.
Liquenificação – é o espessamento da pele resultado de outra dermatite, como a atópica, atrito ou fricção da pele.

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos são mínimos na maioria dos pacientes, no entanto, quando usados por longos períodos, os corticoides podem gerar:

  • Cansaço ou insônia;
  • Aumento dos níveis de glicose no sangue;
  • Alterações no sistema imunológico;
  • Nervosismo e ansiedade;
  • Aumento do apetite;
  • Má digestão;
  • Gastrite ou úlcera gástrica; 
  • Inflamação de órgãos como pâncreas e esófago;
  • Aumento da pressão nos olhos, o que pode levar à catarata. 

Vale ressaltar que apesar das diversas possibilidades, os corticoides devem ser usados apenas sob orientação médica. Em alguns casos, o paciente pode apresentar hipersensibilidade à substância, sobretudo aquelas pessoas com infecções fúngicas sistêmicas ou infecções não controladas.

Pessoas que apresentam quadros de glaucoma, diabetes, epilepsia, glaucoma, obesidade, pressão alta, insuficiência cardíaca ou insuficiência renal devem ter um cuidado ainda maior. 

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Dra. Juliana Toma – Médica Dermatologista pela Universidade Federal de São Paulo – EPM

Clínica no Jardim Paulista – São Paulo – SP

Dra. Juliana Toma

CRM-SP: 156490 / RQE: 65521. Médica Especialista em Dermatologia pela SBD. Residência Médica em Dermatologia pela UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo. Pós-Graduação em Dermatologia Oncológica pelo Instituto Sírio Libanês. Pós-Graduação em Pesquisa Clínica - Principles and Practice of Clinical Research - Harvard Medical School (EUA).

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