Siringomas são pequenas elevações benignas, comuns ao redor dos olhos. Quando incomodam pela textura, procedimentos locais podem suavizar seu aspecto.
O exame diferencia siringoma de milium, xantelasma, verrugas e outras lesões palpebrais.
As lesões podem aparecer isoladas ou em grupos, principalmente nas pálpebras inferiores. Também podem surgir em outras áreas da face e do corpo.
A remoção ou destruição das elevações é feita em pontos delimitados da pele.
A área tratada precisa cicatrizar antes da avaliação do resultado.
Tratamento
Avaliação do siringoma na consulta
A consulta dura uma hora e inclui avaliação dos sintomas e da pele de todo o corpo antes de definir tratamentos. Na região das pálpebras, a Dra. Juliana examina as lesões e o histórico de tratamentos. Os retornos são com a mesma médica, que acompanha a evolução da pele.
Entenda as lesões nas pálpebras: o que é siringoma, milium no rosto, xantelasma.
Como diferenciar pequenas lesões nas pálpebras
O milium costuma parecer um pequeno ponto branco e contém queratina, uma proteína da pele. O siringoma é uma elevação firme, geralmente da cor da pele ou amarelada.
O xantelasma costuma formar áreas amareladas e mais achatadas, que podem se ampliar nas pálpebras.
O formato, a cor e a distribuição das lesões orientam o diagnóstico. A dermatoscopia amplia a imagem da pele para examinar detalhes que podem não ser visíveis a olho nu.
Como são realizados os procedimentos
Anestesia e área de aplicação
Antes de tratar, a pele é limpa e a área de aplicação é delimitada. A anestesia local reduz a sensibilidade nos pontos escolhidos para a remoção ou cauterização.
Diferenças entre remoção, cauterização e laser
- Remoção cirúrgica: Depois da anestesia injetada no local, a lesão é retirada com lâmina, bisturi ou uma pequena tesoura cirúrgica. O shaving é uma retirada por corte rente à superfície. Conforme a profundidade e o tamanho da abertura, podem ser usados pontos ou a pele pode fechar por segunda intenção: a ferida cicatriza gradualmente, sem aproximar as bordas com sutura.
- Eletrocauterização: O calor produzido por eletricidade é aplicado para destruir o tecido da lesão. Com a pele anestesiada, a médica trata cada ponto escolhido. Em alguns casos, o anestésico contém um vasoconstritor, que estreita os pequenos vasos e ajuda a reduzir o sangramento durante o procedimento.
- Cauterização química: A aplicação localizada de uma substância, como o ácido tricloroacético, provoca destruição controlada do tecido. A concentração e a extensão da aplicação são definidas pela médica para alcançar a lesão e preservar a pele ao redor.
- Laser: Lasers ablativos, como CO2 e Erbium YAG, removem tecido por vaporização. A energia é dirigida às elevações, com controle da profundidade e proteção adequada para a região próxima aos olhos. A pele tratada passa por uma fase de reparação; a extensão da aplicação influencia os cuidados e o tempo de recuperação.
É possível prevenir?
Não há um tratamento preventivo que impeça o aparecimento de novos siringomas em pessoas predispostas. Mesmo depois da remoção de lesões existentes, outras podem surgir em pontos diferentes.

Dra. Juliana Toma

Formação médica e especialidade
Médica formada pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM), com Residência Médica em Dermatologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM), com Título de Especialista em Dermatologia pela Associação Médica Brasileira (AMB)
Especializações e pesquisa
Especialização em Dermatologia Oncológica pelo Instituto Sírio Libanês. Fellow em Tricologias, Discromias e Acne pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Pós-Graduação em Pesquisa Clínica pela Harvard Medical School – EUA.
Sociedade e atuação profissional
Atualmente é membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia(SBD).
Ex-Conselheira do Conselho Regional de Medicina (CREMESP).
Coordenadora da Câmara Técnica de Dermatologia do CREMESP (2018-2023).
Atuação editorial
Editora-Chefe do Portal Dermatologia.net.br.
Colunista no Portal AtivoSaúde e Portal PEBMED.
Cicatrização e retorno após o tratamento
A remoção pode deixar pequenos pontos de pele aberta, vermelhidão ou crostas. A recuperação varia conforme a técnica, a profundidade e a extensão tratada; o aspecto dos primeiros dias ainda não representa o resultado final.
A limpeza suave e a proteção da área favorecem a cicatrização. O produto e o curativo são indicados para a técnica utilizada, sem esfregar ou retirar crostas. Depois que a pele fecha, a proteção solar ajuda a reduzir o escurecimento da marca.
No retorno, a médica examina se a superfície fechou, como está a cor da pele e quais elevações permanecem. Dor crescente, secreção ou uma ferida que não cicatriza precisam ser avaliadas antes da próxima etapa.
Agendar avaliaçãoClínica localizada na região dos Jardins em São Paulo
A clínica atende em Jardim Paulista, com estacionamento coberto e manobrista gratuito, estrutura para procedimentos dermatológicos e tecnologias selecionadas conforme indicação.








