Doenças da pele · Dermatologia

11 min de leitura

Xantelasma: o que é e como tratar

Resposta dermatológica

Placas amareladas nas pálpebras podem ser xantelasma. A avaliação confirma a lesão, conversa sobre as opções de remoção e verifica quais informações do seu histórico ou exames ajudam no planejamento.

Xantelasma: remover a placa ou investigar também?

O tamanho e a espessura da placa, sua posição e a pele disponível na pálpebra orientam a remoção. A consulta também revisa o colesterol e o histórico de saúde quando indicado. Assim, o tratamento local busca melhorar a placa, enquanto o acompanhamento metabólico cuida de outra parte da saúde.

Opções podem incluir laser, cauterização, cirurgia, ácidos ou combinação, conforme tamanho, profundidade, localização e pele. A recidiva pode acontecer, especialmente se houver predisposição.

Neste artigo
Placa amareladaSinal típico em pálpebras, mas precisa diferenciar de outras lesões.
ColesterolPode estar associado; exames ajudam na avaliação global.
Pálpebra delicadaA técnica precisa reduzir risco de marca, retração e recidiva.

Perguntas comuns

Xantelasma é perigoso?

A placa é benigna, mas pode sinalizar alteração metabólica em alguns pacientes.

Volta depois de tirar?

Pode voltar, dependendo de predisposição, técnica e fatores metabólicos.

Creme remove xantelasma?

Em geral, cremes não removem placas estabelecidas.

Leia também: siringomas, hiperplasia sebácea e dermatologista em São Paulo.

Quando vale examinar: mostre quais placas incomodam e informe se já houve retirada anterior. Essa informação ajuda a planejar a área tratada e o acompanhamento da pálpebra.

Xantelasma é uma placa amarelada que costuma aparecer nas pálpebras, relacionada ao depósito de lipídios na pele. Pode ocorrer com colesterol alterado ou mesmo com exames normais. Antes de remover, é importante confirmar o diagnóstico, avaliar extensão, pele da pálpebra e risco de cicatriz ou recidiva.

Resposta direta

Como planejar o cuidado com o xantelasma?

As placas nas pálpebras pedem duas conversas complementares: opções para a lesão local e revisão do contexto de saúde. Leve exames de colesterol já realizados e informe tratamentos anteriores. Para a remoção, pergunte sobre técnica, cicatrização, cuidados com a região dos olhos e acompanhamento.

Quando há placas amareladas nas pálpebras, a avaliação de tratamento para xantelasma define opções e cuidados locais.

Tratamentos relacionados que podem ajudar na avaliação:

  • Na região das pálpebras, o siringoma entra no diagnóstico diferencial de lesões pequenas e persistentes.

O que é xantelasma?

O xantelasma é um tipo de xantoma, ou seja, um distúrbio relacionado ao acúmulo de lipídios sobre a pele, o que dá origem a placas amareladas na região dos olhos, principalmente sobre as pálpebras. 

Pode haver uma ou mais placas, em uma ou nas duas pálpebras, por vezes com distribuição semelhante. Xantelasma não é contagioso. Localização, extensão e relação com a pálpebra orientam a escolha do cuidado. 

O xantelasma pode estar associado a alterações de colesterol. Por isso, a consulta também revisa exames disponíveis e o histórico de saúde, mesmo quando o motivo da visita é a aparência da pálpebra. 

A frequência de alteração lipídica varia nos estudos; xantelasma também pode ocorrer com perfil normal. A placa, por si só, não revela os níveis de colesterol ou triglicérides no sangue. A American Academy of Ophthalmology descreve essa variação. 

O motivo da consulta costuma ser estético. O xantelasma é benigno e geralmente não limita a visão; placas extensas ou em posições específicas podem causar incômodo ao abrir e fechar os olhos. A descrição da American Academy of Ophthalmology contextualiza esse quadro habitual.

xantelasma

Quais são as causas do xantelasma?

O exame também diferencia o xantelasma de outras alterações da pele. Se a sua dúvida for sobre uma pinta ou lesão suspeita, consulte o guia sobre câncer de pele. 

Na placa, macrófagos — células do sistema de defesa — acumulam lipídios em seu interior. Essa observação descreve o depósito na pele, mas não permite deduzir o valor do colesterol no sangue apenas pela aparência da lesão. 

Esses macrófagos são chamados células espumosas pelo seu aspecto ao microscópio. Por isso, avaliar a placa e conferir o perfil lipídico respondem a perguntas diferentes: qual é a lesão da pálpebra e como está o metabolismo das gorduras.

Agende sua consulta

Atendimento de segunda a sexta

Sinais e sintomas do xantelasma

Em geral, não há sintomas além das próprias placas. O exame ajuda a diferenciar o xantelasma de outras alterações perioculares. 

As placas variam de pequenas pápulas a áreas maiores, em geral amareladas e planas ou pouco elevadas. A textura e a definição das bordas variam; uma borda escura não é necessária para reconhecer o quadro.

As placas costumam ser macias, mas a consistência pode variar. Dor, coceira e alteração de sensibilidade não são comuns; o incômodo ao abrir e fechar os olhos depende da extensão e da posição da placa. 

O nome xantelasma se refere às placas na região das pálpebras. Depósitos lipídicos em cotovelos, joelhos, mãos, pés ou nádegas pertencem a outros tipos de xantomas, descritos a seguir. 

Diferença entre Xantoma e Xantelasma

O xantelasma é um tipo de xantoma. Outros xantomas também são depósitos de lipídios na pele, mas a relação com alterações metabólicas varia conforme o tipo. A aparência da lesão, por si só, não confirma uma alteração no perfil de gorduras. 

Além do xantelasma existem ainda outros tipos de xantomas, veja:

Dermatologia clínica / diagnóstico

Quem examina a sua pele

Sinais parecidos podem ter causas diferentes; a consulta define prioridades, investigação e acompanhamento quando necessário.

Dra. Juliana Toma em consulta dermatológica no consultório do Jardim Paulista
Consulta dermatológica
Dra. Juliana Toma examina o pescoço da paciente com dermatoscópio
Dermatoscopia
Átrio central da clínica na Alameda Jaú, 695, Jardim Paulista
Átrio da clínica
xantelasma 1
  • 01.Xantomas eruptivos:

    São comumente associados ao aumento dos triglicerídeos, o quadro se caracteriza pela formação de caroços amarelos nas coxas, nas pernas, nas nádegas e nos braços.
  • 02.Xantomas tuberosos:

    São nódulos amarelados formados por gordura, que aparecem principalmente nos cotovelos e calcanhares de indivíduos que possuem colesterol alto.
  • 03.Xantoma tendíneo:

    Como o próprio nome afirma, são lesões formadas em tendões, em especial no calcanhar e nos dedos, também comuns entre pessoas com colesterol alto.
  • 04.Xantomas planos:

    São lesões aplanadas, frequentemente encontradas nas pregas palpebrais, no rosto, no tronco e em cicatrizes.

O cuidado começa na avaliação

Um plano de cuidado que começa pela sua queixa

Uma alteração de pele pode chamar atenção pela cor, pelo relevo ou pelo desconforto. O exame relaciona essas características à evolução da queixa para escolher cuidados, tratamento ou investigação quando ela acrescenta informação.

Da alteração ao tratamento
Entender a alteração
Cor, distribuição, textura e sintomas ajudam a distinguir problemas que parecem semelhantes.
Escolher o cuidado
O tratamento tem um alvo: aliviar sintomas, controlar a causa ou melhorar uma característica da pele.
Rever a resposta
A evolução mostra o que melhorou e se o cuidado precisa continuar ou ser ajustado.
Dra. Juliana Toma durante uma consulta dermatológica.
Dra. Juliana Toma durante uma consulta dermatológica.

Diagnóstico de xantelasma

O diagnóstico costuma ser clínico, com avaliação da história e das características da placa. A necessidade de verificar lipídios depende do histórico e da avaliação global: exames ajudam a conhecer o metabolismo, mas não confirmam sozinhos qual é a lesão da pálpebra. 

Em geral, a consulta tem início com uma breve anamnese, onde o médico fará algumas perguntas sobre seu histórico de saúde, seus hábitos e medicamentos em uso, além de questionar mais alguns detalhes sobre a sua queixa, como quando surgiram as lesões, se há dor ou algum outro sintoma, se há alterações em outras partes do corpo, dentre outras. 

A seguir fará uma inspeção das lesões, estudando as características do quadro e excluindo outros distúrbios similares, como os siringomas, por exemplo, que são pequenos tumores benignos que se formam em decorrência do aumento de ductos intra-epidérmicos responsáveis pela produção de suor.  

As características da placa costumam orientar o diagnóstico no exame. O histórico de diabetes ou colesterol alterado contribui para o cuidado global, mas não substitui a observação da lesão. 

A necessidade de exames de glicose, lipídios ou outros testes é definida pelo histórico e pelo exame, e não apenas pelo tempo de surgimento da placa.

Vídeo sobre Xantelasma

São necessários outros exames?

Quando a história ou o exame indicam, o médico pode considerar perfil lipídico e outros testes, como glicemia ou função hepática. A necessidade e a escolha dos exames são individualizadas. 

Exames de imagem como a ultrassonografia e a tomografia computadorizada raramente são indicados para avaliação de xantelasma. 

A biópsia da lesão na pele pode ser indicada. O procedimento, realizado sob anestesia local, consiste na remoção de partes da lesão para uma análise mais aprofundada.

Tratamento de xantelasma – como é feito?

O tratamento do xantelasma tem como objetivo destruir as lesões, o que pode ser feito por diferentes métodos, inclusive por meio de retirada cirúrgica, se assim for necessário. 

Geralmente, a escolha da melhor técnica fica a cargo do dermatologista, que analisará a extensão das lesões e as características particulares de cada caso. 

Se houver uma alteração metabólica ou outra condição de saúde, ela merece acompanhamento próprio. Esse cuidado é importante para a saúde geral, mas não costuma remover sozinho uma placa já formada. 

Remoção cirúrgica

Após infiltração anestésica, consiste em excisar a lesão por completo, e suturar as bordas ou deixar cicatrizar por segunda intenção, isto é, espontaneamente.

O cuidado inicial pode ocupar uma a duas semanas, conforme a extensão e a técnica. A cor e a cicatriz continuam evoluindo depois do fechamento da pele.

Dependendo do número de lesões, se forem muito numerosas, o tratamento pode ser realizado em uma ou mais etapas.

A extensão e a profundidade das placas influenciam a escolha e o número de etapas. No retorno, a médica observa a cicatrização e se há alguma área que ainda precisa de cuidado. 

A evolução da pálpebra é acompanhada gradualmente, observando a cicatriz, a cor e o conforto ao abrir e fechar os olhos.

Eletrocauterização 

A eletrocauterização é um procedimento utilizado para tratar hiperplasias sebáceas, siringomas e xantelasma. 

O procedimento tem início com a limpeza do local da incisão, seguida pela injeção de um anestésico. Em alguns casos, é aplicado também um vasoconstritor, que ajuda a conter possíveis sangramentos. O profissional controla a ação do aparelho para remover ou destruir o tecido da placa. 

 A retomada da rotina considera a região tratada, o curativo e as atividades do paciente. Antes de sair, confirme a limpeza do ferimento e quais tarefas podem ser retomadas naquele dia.

Esses cuidados são simples, uma limpeza cautelosa da região tratada, evitar exposição solar e suspender a utilização de qualquer produto abrasivo. 

Pequenas crostas podem se formar e cair sozinhas; o tempo de cicatrização varia conforme a área tratada e a profundidade. Siga as orientações da equipe e compareça ao retorno indicado.

Cauterização química

A cauterização química também remove o tecido por uma ação controlada, mas utiliza uma substância cáustica ou ácida — geralmente, ácido tricloroacético — em vez de eletricidade e calor.

Após a limpeza da área, o profissional aplica a substância escolhida. É comum que a lesão se torne esbranquiçada ou amarelada devido à ação da substância. 

Nos dias seguintes, a pele pode ficar vermelha, irritada ou inchada e formar uma crosta. O fechamento da pele e a redução da vermelhidão podem ocorrer em tempos diferentes; o retorno permite acompanhar a cor, a cicatriz e a recuperação da pálpebra. 

Os cuidados depois do procedimento seguem a orientação da equipe. Dependendo da placa e da resposta da pele, pode ser indicada mais de uma sessão.  

Laser 

Normalmente os lasers mais usados são o CO2 ou o Erbium YAG.

A terapia com laser é muito utilizada nos mais diversos tratamentos para pele. Você provavelmente já ouviu falar nela como um método de rejuvenescimento cutâneo. 

O CO₂ ou Erbium YAG pode remover a placa por ablação do tecido. A aplicação controla a área e a profundidade tratadas, com cuidado específico para a pálpebra e proteção dos olhos. 

O tom da pele e a tendência a manchas após procedimentos entram na escolha da técnica e nos cuidados posteriores. 

A anestesia depende da técnica e da localização da placa e é definida pela equipe. A proteção dos olhos é planejada para o procedimento. 

Nos primeiros dias, a pele pode ficar inchada e mudar de textura ou cor, seguida de descamação. O tempo de recuperação varia conforme a técnica, a extensão e a profundidade tratadas; a equipe orienta os cuidados e o momento de retomar cada atividade. 

O uso de protetor solar e hidratação da pele é muito importante no período pós laser. Como a pele pode ficar sensibilizada, o uso de água termal ou compressas com água gelada são recomendadas para aliviar desconfortos.

Se novas placas aparecerem, a consulta pode discutir se há incômodo e interesse em outra abordagem.

Quais são as complicações possíveis do xantelasma?

O xantelasma costuma ser benigno e assintomático. O histórico e os exames já disponíveis ajudam a decidir se há fatores metabólicos a avaliar, mesmo quando o objetivo principal é tratar a placa da pálpebra. 

O perfil de colesterol ajuda a conhecer a saúde cardiovascular. Conforme o histórico, podem ser solicitados outros exames, como glicemia e avaliação da função hepática. O resultado, os sintomas e os antecedentes orientam o cuidado; a placa isolada não diagnostica uma doença do fígado.

É possível prevenir o xantelasma?

Não existe uma forma completamente efetiva para prevenção no xantelasma. Tratar colesterol ou triglicérides elevados é importante quando essas alterações existem. Esse cuidado é importante para a saúde geral, mas não garante impedir novas placas nem costuma apagar uma lesão já formada; pessoas com exames normais também podem ter xantelasma. 

O cuidado metabólico pode incluir alimentar-se bem, ou seja, manter uma dieta balanceada, praticar atividade física regularmente e manter os exames recomendados para seu histórico de saúde. 

Como as placas também ocorrem com taxas lipídicas normais, o acompanhamento metabólico e o tratamento local têm objetivos complementares. 

Para conversar sobre a retirada, mostre as placas que mais incomodam e seus exames disponíveis. A consulta permite comparar técnicas e combinar os cuidados com a região dos olhos. 

Centro de Excelência em Dermatologia

Cuide da sua pele com orientação individual

Agende sua consulta particular com a Dra. Juliana Toma no Jardim Paulista para avaliar a alteração e conhecer as opções de cuidado para a sua pele.

Dra. Juliana TomaDermatologista · CRM-SP 156490 · RQE 65521Formação e residência em Dermatologia pela UNIFESP-EPM.

Consulta particular de 1 hora, com avaliação dos sintomas e exame da pele de todo o corpo antes de qualquer tratamento. Os retornos são realizados com a mesma médica.

Porta com a logomarca Dra. Juliana Toma e médica trabalhando à mesa ao fundo.

Fotografia · ConsultaConsultório da Dra. Juliana Toma.

Dra. Juliana Toma

UNIFESP-EPM
Medicina e Dermatologia
AMB / SBD
Especialista e sociedade médica
Sírio-Libanês
Dermatologia Oncológica
HC-FMUSP
Tricologias, Discromias e Acne
Harvard Medical School
Pesquisa Clínica
CREMESP
Câmara Técnica 2018-2023
Conhecer a formação da médica

Perguntas frequentes

Preciso chegar com um diagnóstico ou tratamento escolhido?

Não. A avaliação pode começar pela alteração que você percebeu e pelo que deseja melhorar. O diagnóstico e as opções são discutidos a partir do exame da pele.

Toda queixa precisa de exames complementares?

A avaliação clínica já esclarece muitas alterações. Um exame adicional é escolhido quando pode responder a uma dúvida específica e mudar a conduta; não existe um pacote único para todas as queixas.

Átrio da clínica com escada de concreto, ripado de madeira e cobogó.
Fotografia da clínica · AmbienteÁtrio da clínica na Alameda Jaú, 695.
Foto e descrição

Átrio da clínica com escada de concreto, ripado de madeira e cobogó.

Átrio da clínica com escada de concreto, ripado de madeira e cobogó.
Abrir imagem original (nova aba)
Consulta
Atendimento particularCom hora marcada
Localização
Alameda Jaú, 695Jardim Paulista · São Paulo
Chegada
Estacionamento cobertocom manobrista gratuito
Autoria do artigo e formação
Autoria médica
Dra. Juliana Toma

Dra. Juliana Toma

Dermatologia clínica, cosmiatria e tecnologias dermatológicas com avaliação médica individualizada.

Canais oficiais
Médica DermatologistaCRM-SP 156490 / RQE 65521

Médica formada pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM), com Residência Médica em Dermatologia pela UNIFESP-EPM, Título de Especialista em Dermatologia pela AMB e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Tem formação complementar em Dermatologia Oncológica pelo Instituto Sírio-Libanês, fellow em Tricologias, Discromias e Acne pelo Hospital das Clínicas da FMUSP, e pós-graduação em Pesquisa Clínica pela Harvard Medical School.

Foi Conselheira do CREMESP e Coordenadora da Câmara Técnica de Dermatologia do CREMESP (2018-2023).

UNIFESP-EPMMedicina e DermatologiaAMB / SBDEspecialista e sociedade médicaSírio-LibanêsDermatologia OncológicaHC-FMUSPTricologias, Discromias e AcneHarvard Medical SchoolPesquisa ClínicaCREMESPCâmara Técnica 2018-2023

Na mídiaConhecer participações na imprensa