Descamação da pele: Como tratar e como evitar

Sua pele começou a descamar e você não sabe o que pode ser? A verdade é que muitos fatores podem desencadear a descamação da pele, que vão desde um ressecamento temporário de uma parte da pele a algo mais sério como dermatites graves a exemplo da psoríase

A boa notícia é que a descamação, na maioria dos casos, quando não há outros sintomas, é causada pela exposição excessiva ao sol. Quando isso acontece, a prevenção e tratamento são feitos com medidas simples como hidratação diária ou adequação aos produtos de higiene que podem estar facilitando o processo. 

No entanto, casos que duram mais de uma semana ou se a descamação vier acompanhada de grande incômodo ou dores, o dermatologista deve ser consultado para identificar as possíveis causas e definir o tratamento. 

Este artigo visa ajudar na identificação dos sintomas que exigem acompanhamento profissional. Boa leitura!

Como ocorre a descamação da pele?

Basicamente, a descamação ocorre quando há a renovação das camadas mais superficiais em um processo comum. A descamação também pode acontecer quando há o ressecamento causado pelo calor ou pelo sol. 

Entre as possíveis causas da descamação da pele, podemos ressaltar ainda:

  • Exposição excessiva ao sol;
  • Uso inadequado de sabonetes com elementos nocivos;
  • Banhos quentes com frequência;
  • Doenças crônicas dermatológicas;
  • Má alimentação e falta de água.

Como tratar?

Para os casos mais simples de descamação, não há um tratamento específico, além da hidratação. Como a causa está relacionada aos hábitos diários, algumas mudanças na rotina evitam o problema. 

Nos casos mais graves, é necessário aplicar as técnicas de tratamentos, entretanto, vai depender do diagnóstico, daí a necessidade de acompanhamento médico adequado.

Quais cuidados tomar com a pele descamada?

Após notar a pele descamada é importante tomar alguns cuidados para não agravar a condição. Vamos a eles:

Não remova as casquinhas 

Evite passar as mãos, escovas ou usar qualquer substância esfoliante. O indicado é procurar hidratar a pele, pois dessa forma é possível minimizar os efeitos da descamação. Além disso, evite produtos que não sejam os destinados ao seu tipo de pele ou aqueles que você já notou algum tipo de agressividade. 

Evite banhos com água quente

Durante o período de descamação, não tome banhos muito quentes, visto que a água em alta temperatura pode deixar a pele ainda mais ressecada e espessada. O indicado são banhos frios ou mornos, além de hidratante corporal do tipo pós-banho. 

Use cremes anestésicos

Se durante a descamação surgir algum tipo de coceira ou ardência leve, o uso de loções com base de calamina e de vera são as mais indicadas devido à sensação anestésica e de alívio que proporcionam.

Idosos precisam de maior atenção, pois com a idade, a pele perde sua elasticidade, levando a uma sensação de secura e estiramento, o que causa uma textura mais áspera. Essa condição é comum com o envelhecimento, já que as glândulas sebáceas diminuem o ritmo de produção de gordura da pele.

A sensibilidade da pele acaba gerando a descamação na velhice, portanto, é recomendado o uso de hidratantes e óleos diariamente.

Como prevenir?

É possível prevenir a descamação acentuada da pele com ações simples adicionadas ao cotidiano. São elas:

Evite a exposição excessiva ao sol

Esse é o principal cuidado para evitar não só a descamação, mas também diversas doenças que acometem a epiderme. Os raios violetas são mais fortes entre as 10 e as 16 horas, portanto, se puder evite a exposição nesse intervalo de tempo. 

Apesar disso, não quer dizer que você tenha que se afastar do sol o tempo todo. Nos horários fora dos citados, ele faz bem ao organismo por conta do estímulo à produção de vitamina D. Então escolha os períodos certos para tomar um “banho de sol”.

Use filtro solar 

Mesmo em dias em que o sol está escondido atrás das nuvens e está “meio nublado” é importante utilizar protetor solar, visto que os raios ultravioletas passam da mesma forma pelas nuvens e podem causar danos à pele. 

O filtro solar auxilia na proteção dos tecidos epiteliais, pois cria uma camada extra com substâncias que evitam a passagem dos raios, desacelerando o envelhecimento e prevenindo outros males que acometem a pele, inclusive o câncer

A dica aqui é buscar o produto ideal para seu tipo de pele e fazer a aplicação sempre que for sair de casa, reaplicando a cada duas horas quando tomar banho de piscina, ducha ou mar nos dias quentes.

Cuide da alimentação

O ideal é manter uma dieta balanceada, com baixo teor de gordura, açúcares e alimentos industrializados. Além disso, dê preferência a alimentos ricos em betacaroteno (cenoura, brócolis, pimentão amarelo, maçã, laranja, couve, etc) que são convertidos em Vitamina A, muito importante para o bom funcionamento das células epiteliais.

Beba bastante líquido

A quantidade mínima é 2 litros de água por dia. Essa quantidade vai ajudar na hidratação das células epiteliais e ainda vai prevenir diversos problemas. Você pode substituir por sucos ou chás, mas sempre tenha cuidado com o exagero no açúcar.

Evite produtos danosos à pele

Além de produtos que possuem álcool na composição, é recomendado escolher sabonetes, cremes e outros adequados ao seu tipo de pele. Sabonetes com uma composição muito forte podem prejudicar mais do que ajudar, pois retiram a proteção natural da pele. 

Mantenha a Hidratação e limpeza em dias

O uso de cremes hidratantes é indicado após o banho. É importante que eles apresentem nutrientes que proporcionem uma aparência mais saudável e macia à pele. Quando for escolher, fique longe daqueles que possuem álcool em sua fórmula. 

Se preferir, pode fazer uso de máscaras caseiras como as de argila vermelha, verde ou preta. Opte por hidratantes reparadores com duração de 24 horas. O mais importante é manter a hidratação, pois ela é fundamental para evitar a descamação da pele.

Quais doenças podem causar a descamação da pele?

Vale ressaltar que quando acompanhada de sintomas como dor, vermelhidão, coceira ou inchaço, a descamação pode ser algo mais severo, a exemplo de dermatites, infecção por fungos como tínea corporis e até lúpus. Veja quais são as mais comuns:

  • Alergia de contato (dermatite de contato) – ocorre quando a pele entra em contato com alguma substância alergênica como cosméticos, produtos de limpeza ou beleza. Causa vermelhidão, coceira, feridas e erupções na pele, surgindo imediatamente ou até 12 horas após a exposição. 
  • Psoríase – é uma doença inflamatória que causa placas de cor rosa ou vermelha com descamações brancas. As dimensões variam e podem surgir em qualquer parte do corpo, contudo, os locais mais comuns são joelhos, cotovelos e couro cabeludo. 
  • Dermatite atópica – é uma doença inflamatória que causa o ressecamento da pele devido à dificuldade de reter água e pela produção insuficiente de gordura pelas glândulas sebáceas, que causa a descamação. Manifesta-se principalmente em cotovelos, joelhos, costas das mãos, pulsos, pés e virilhas. 
  • Infecção por fungos – a infecção por fungos é transmissível pelo contato direto com outras pessoas e objetos contaminados como roupas, pente, entre outros utensílios de uso pessoal. 
  • Lúpus eritematoso cutâneo – é uma doença caracterizada por lesões avermelhadas com bordas de coloração marrom e descamação da área afetada. Geralmente, as lesões surgem em áreas comumente expostas ao sol como rosto, couro cabeludo, ombros, etc. 

 

Devido à complexidade dessas doenças, é importante buscar atendimento dermatológico para o diagnóstico e tratamento correto.

Como mencionado, a descamação da pele pode ser algo mais simples, que pode ser tratado em casa ou mais complexo, daí a necessidade de avaliação profissional. Fique atento aos sintomas!

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Dra. Juliana Toma – Médica Dermatologista pela Universidade Federal de São Paulo – EPM

Clínica no Jardim Paulista – São Paulo – SP

Dra. Juliana Toma

CRM-SP: 156490 / RQE: 65521. Médica Especialista em Dermatologia pela SBD. Residência Médica em Dermatologia pela UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo. Pós-Graduação em Dermatologia Oncológica pelo Instituto Sírio Libanês. Pós-Graduação em Pesquisa Clínica - Principles and Practice of Clinical Research - Harvard Medical School (EUA).

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