Tinea corporis:
sintomas, causas
e tratamento

Resposta dermatológica

Manchas em anel com descamação e coceira podem ser micose. O exame orienta o antifúngico, a duração e os cuidados com roupas, toalhas e contatos para acompanhar a melhora e reduzir novas exposições.

Tinea corporis: micose no corpo

Tinea corporis é uma micose da pele do corpo que costuma formar manchas arredondadas, avermelhadas, descamativas e com coceira. O exame da borda e da descamação, às vezes complementado por um raspado, ajuda a confirmar a micose e escolher o antifúngico.

O tratamento pode ser tópico ou oral conforme extensão, localização e resposta. Também é importante cuidar de roupas, toalhas, suor e contato com animais para reduzir recorrência.

Neste artigo
Borda ativaVermelhidão e descamação na periferia sugerem crescimento do fungo.
Coceira variávelPode coçar muito ou pouco; aparência e evolução ajudam mais.
RecorrênciaPode envolver novo contato com o fungo ou outra área afetada, como pés e unhas.

Perguntas comuns

Tinea corporis é contagiosa?

Pode ser, principalmente por contato direto, toalhas, roupas e animais.

Pomada com corticoide ajuda?

Pode aliviar coceira, mas piora ou mascara micose se usada sem antifúngico adequado.

Quando precisa comprimido?

Lesões extensas, recorrentes ou em certas áreas podem exigir avaliação para tratamento oral.

Para comparar sintomas: micose na virilha, manchas redondas na pele, coceira nos pés.

Guia principal

Aplicação e duração do antifúngico

Aplicação: O princípio ativo, a apresentação e a área tratada orientam a frequência e a duração prescritas. Cremes com ativos diferentes não seguem necessariamente o mesmo esquema.

Área de aplicaçãoA aplicação inclui a lesão e a margem de pele ao redor indicada na prescrição.
Dias de usoO início e o término do esquema delimitam o período de uso prescrito para aquele produto.
RespostaCoceira, descamação e tamanho da área mostram a evolução ao longo do tratamento.

Rotas úteis: micose na virilha, manchas redondas, mancha branca e micose, infecções fúngicas.

Imagem e diagnóstico

Fotos para comparar a evolução da micose

A foto da região inteira mostra a extensão; o detalhe da borda registra a descamação e o contorno da lesão. Posição, distância e iluminação semelhantes tornam as imagens comparáveis. A data e o período de uso do antifúngico ajudam a interpretar cada registro.

Mesma regiãoUma referência anatômica, como cotovelo ou joelho, ajuda a comparar a extensão da mesma região.
Antes e duranteData e produto em uso situam cada imagem na fase correspondente do tratamento.

Leitura relacionada: Manchas redondas na pele: o que pode ser?, Infecções fúngicas da pele: sinais e tratamento.

Efeito do corticoide: O corticoide pode reduzir a vermelhidão e a descamação sem eliminar o fungo. A borda fica menos nítida, e a área pode se espalhar com aspecto diferente do anel típico. Esse padrão, chamado tinea incógnita, explica por que uma pomada que aliviou a coceira nem sempre resolveu a micose.

Ponto prático: Organize uma toalha de uso individual e separe a roupa que ficou úmida após o exercício. Lave as mãos depois de aplicar o produto. Se outras pessoas da casa têm lesões parecidas, informe isso na consulta; se o animal apresenta falhas de pelo, procure orientação veterinária. Esses detalhes ajudam a cuidar das possíveis fontes de novo contato enquanto você completa o tratamento. Ver caminho relacionado.

Tinea corporis é uma micose da pele causada por dermatófitos. Pode aparecer como manchas avermelhadas, descamativas, com bordas mais ativas e crescimento em formato de anel. O nome descreve a região afetada: corporis se refere à pele do corpo, especialmente tronco e membros. Micoses nos pés, na virilha e no couro cabeludo recebem nomes e cuidados próprios.

Resposta direta

Como acompanhar o início do tratamento?

Observe se a coceira e a descamação diminuem e se a borda deixa de avançar. A cor pode levar mais tempo para voltar ao habitual. Continue pelo período prescrito; lesões novas ou em expansão justificam reavaliar o esquema.

tinea corporis

O que é tinea corporis?

A tinea corporis é uma dermatofitose, popularmente chamada de impinge. Trata-se de uma infecção cutânea (micose superficial) causada por fungos denominados genericamente de dermatófitos dos gêneros Trichophyton, Epidermophyton e Microsporum. Esses fungos se alimentam de queratina e por isso se concentram em regiões do corpo humano em que há maior concentração da proteína, como pele, unhas, cabelos e pelos em geral.  Outras micoses podem ser causadas por leveduras ou outros fungos, mas recebem diagnósticos próprios. Tinea corporis se refere à infecção por dermatófitos. 

O contato próximo em esportes, o compartilhamento de toalhas e o convívio com animais infectados podem facilitar a transmissão. Roupas úmidas e suor favorecem o ambiente para o fungo. A avaliação também considera diabetes, medicamentos que reduzem a imunidade e infecções em outras regiões, porque esses fatores podem mudar a extensão e o cuidado necessário.

Como ela age no corpo humano?

Os dermatófitos utilizam queratina e costumam crescer na camada mais externa da pele. A reação local provoca coceira, mudança de cor e descamação. O crescimento pode ficar mais evidente na borda da mancha, enquanto o centro parece menos inflamado. Essa diferença ajuda a orientar o exame e o local de um raspado, quando necessário. Mudanças de extensão ou aparência após uma pomada também ajudam a interpretar a evolução da lesão.

As espécies de fungos dividem-se conforme seu habitat primário. Os zoofílicos vivem em mamíferos (exceto o ser humano), os antropofílicos vivem no ser humano e os geofílicos vivem livremente no solo.  Animais com lesões ou falhas de pelo podem participar da origem do contato, e sua espécie ajuda na investigação. Essa informação pode orientar também a avaliação veterinária.  Casos semelhantes entre pessoas da casa ou de um mesmo grupo esportivo também ajudam a localizar fontes de contato e orientar os cuidados para reduzir novas exposições.

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Como é feita a transmissão?

A transmissão se dá pelo contato com outras pessoas, animais ou objetos contaminados, além do solo em que há crescimento fúngico e o contato com partículas de pele que contêm o fungo.  É comum a transmissão pelo contato de objetos contaminados como escovas de cabelo, roupas de cama, carpetes, além de vestiários públicos e piscinas, entre outras superfícies contaminadas.

Quais os sintomas?

Os sintomas específicos vão depender principalmente da região da pele em que os fungos estão provocando a inflamação. A infecção geralmente se inicia com uma ou mais placas eritematosas arredondadas com coloração entre vermelho e rosa, e bordas escamosas, que tendem a ser mais claras na parte central. 

A mancha pode crescer para fora, com a borda mais inflamada e descamativa que o centro. Algumas lesões formam anéis; outras se encontram e desenham áreas maiores, com contornos irregulares. Coceira pode acompanhar esse crescimento, mesmo quando a pele permanece fechada. Em peles mais escuras, a alteração pode parecer acastanhada ou acinzentada, além de avermelhada. 

A infecção pode se desenvolver em qualquer parte da pele e se alastra para outras regiões do corpo ou para outras pessoas com quem o infectado tenha contato corporal próximo. 

Na tinea corporis, tronco e membros são locais comuns. Se também há descamação nos pés, alteração nas unhas ou lesões na virilha, mostre essas áreas: podem precisar de cuidados próprios junto do tratamento da micose no corpo.

Fita métrica junto a uma área avermelhada e descamativa na pele.

O cuidado começa na avaliação

Um plano de cuidado que começa pela sua queixa

Uma alteração de pele pode chamar atenção pela cor, pelo relevo ou pelo desconforto. O exame relaciona essas características à evolução da queixa para escolher cuidados, tratamento ou investigação quando ela acrescenta informação.

Da alteração ao tratamento
Entender a alteração
Cor, distribuição, textura e sintomas ajudam a distinguir problemas que parecem semelhantes.
Escolher o cuidado
O tratamento tem um alvo: aliviar sintomas, controlar a causa ou melhorar uma característica da pele.
Rever a resposta
A evolução mostra o que melhorou e se o cuidado precisa continuar ou ser ajustado.

Como é conduzido o diagnóstico?

O diagnóstico da tinea corporis e de outras dermatofitoses costuma ser baseado no quadro clínico do paciente. O dermatologista, inicialmente, avalia as características das lesões e se for necessário pode solicitar exames laboratoriais, como:

  • Exame micológico direto – utiliza um raspado superficial da pele para procurar estruturas do fungo ao microscópio.
  • Cultura – pode identificar o fungo a partir do material coletado; o crescimento em laboratório costuma levar mais tempo.

Uma mancha em anel não confirma sozinha a micose. Eczema discoide, psoríase e a lesão inicial da pitiríase rósea podem entrar no diagnóstico diferencial. Quando o aspecto deixa dúvida, o raspado procura estruturas do fungo; a cultura ajuda a identificá-lo. Esses exames respondem a perguntas diferentes e não têm necessariamente o mesmo prazo de resultado. 

A coleta é superficial e utiliza a descamação da borda da lesão, onde o fungo pode ser encontrado. Outros quadros de coceira têm exames e condutas diferentes, como a sarna humana (escabiose).  A lâmpada de Wood é uma luz especial usada para observar algumas alterações da pele e dos pelos. Na suspeita de tinea corporis, o exame clínico e o raspado têm papel mais direto. A necessidade de outro teste depende do padrão encontrado; uma lesão persistente pode exigir nova coleta ou revisão do diagnóstico. 

Qual é o tratamento?

Na maioria dos casos o tratamento de tinea corporis é tópico, ou seja, o dermatologista receita somente a aplicação de cremes, pomadas ou géis contendo algum agente antifúngico, a depender do local e gravidade das lesões. No entanto, lesões mais extensas podem exigir o uso de antifúngicos orais. Entre os antifúngicos usados na pele estão a terbinafina e os derivados imidazólicos, em apresentações escolhidas conforme a área. Quando há indicação de comprimidos, a receita considera extensão, idade, outros medicamentos e condições de saúde.

O antifúngico tópico é aplicado na área e na margem indicada, seguindo a frequência e a duração do produto prescrito. O período varia entre medicamentos e situações clínicas. A coceira pode melhorar antes de a infecção estar resolvida, por isso o plano deve deixar claro até quando continuar e quando retornar.

Interrupções e irritação durante as aplicações entram na revisão do esquema. O nome do princípio ativo e a apresentação permitem conferir o tratamento usado.  Quando há muitas lesões, acometimento extenso ou resposta insuficiente, o médico pode considerar tratamento oral, como terbinafina ou itraconazol. A escolha e a duração acompanham o diagnóstico, os outros medicamentos e a saúde da pessoa. Se o quadro persiste, confirmar o fungo e revisar como o produto foi aplicado ajuda a definir o próximo passo.

Durante o tratamento, manter a pele seca, trocar a roupa úmida após exercício e usar toalha individual ajuda no cuidado. Se a lesão não melhora com o esquema indicado, a revisão confere o diagnóstico, a aplicação e possíveis fontes de novo contato, como outras áreas do corpo ou animais com lesões.

Como prevenir a tinea corporis?

Alguns cuidados reduzem o contato com o fungo e a umidade que favorece sua permanência na pele. Adapte-os às tarefas, ao esporte e às pessoas com quem convive:

  • Manter a pele sempre limpa e seca, sobretudo nas dobras (axilas, virilhas e pescoço);
  • Usar chinelos em chuveiros e vestiários compartilhados;
  • Evitar o compartilhamento de objetos de uso pessoal como toalha, escovas de cabelo e roupas;
  • Lavar as mãos depois de aplicar o antifúngico na região;
  • Trocar roupas úmidas após atividade física e procurar orientação veterinária se um animal de estimação apresentar falhas de pelo ou lesões.

Quando ir ao médico?

Procure orientação se a mancha cresce, se espalha, volta após tratamento ou não melhora com o antifúngico indicado. Produto e tempo de uso entram nessa revisão. Dor importante, secreção ou piora rápida também precisam de exame. A consulta confirma a causa e ajusta o tratamento junto aos cuidados da rotina.

Dermatologia clínica / diagnóstico

Quem examina a sua pele

A consulta organiza o antifúngico, a duração e os cuidados para completar o tratamento da micose no corpo.

Dra. Juliana Toma analisa fotos da pele da paciente no tablet
Avaliação fotográfica da pele
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Dra. Juliana TomaDermatologista · CRM-SP 156490 · RQE 65521Formação e residência em Dermatologia pela UNIFESP-EPM.

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Dra. Juliana Toma durante uma consulta dermatológica.

Fotografia · ConsultaDra. Juliana Toma durante uma consulta dermatológica.

Dra. Juliana Toma

UNIFESP-EPM
Medicina e Dermatologia
AMB / SBD
Especialista e sociedade médica
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Dermatologia Oncológica
HC-FMUSP
Tricologias, Discromias e Acne
Harvard Medical School
Pesquisa Clínica
CREMESP
Câmara Técnica 2018-2023
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Perguntas frequentes

Preciso chegar com um diagnóstico ou tratamento escolhido?

Não. A avaliação pode começar pela alteração que você percebeu e pelo que deseja melhorar. O diagnóstico e as opções são discutidos a partir do exame da pele.

Toda queixa precisa de exames complementares?

A avaliação clínica já esclarece muitas alterações. Um exame adicional é escolhido quando pode responder a uma dúvida específica e mudar a conduta; não existe um pacote único para todas as queixas.

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Chegada
Estacionamento cobertocom manobrista gratuito
Autoria do artigo e formação
Autoria médica
Dra. Juliana Toma

Dra. Juliana Toma

Dermatologia clínica, cosmiatria e tecnologias dermatológicas com avaliação médica individualizada.

Canais oficiais
Médica DermatologistaCRM-SP 156490 / RQE 65521

Médica formada pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM), com Residência Médica em Dermatologia pela UNIFESP-EPM, Título de Especialista em Dermatologia pela AMB e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Tem formação complementar em Dermatologia Oncológica pelo Instituto Sírio-Libanês, fellow em Tricologias, Discromias e Acne pelo Hospital das Clínicas da FMUSP, e pós-graduação em Pesquisa Clínica pela Harvard Medical School.

Foi Conselheira do CREMESP e Coordenadora da Câmara Técnica de Dermatologia do CREMESP (2018-2023).

UNIFESP-EPMMedicina e DermatologiaAMB / SBDEspecialista e sociedade médicaSírio-LibanêsDermatologia OncológicaHC-FMUSPTricologias, Discromias e AcneHarvard Medical SchoolPesquisa ClínicaCREMESPCâmara Técnica 2018-2023

Editora-Chefe do Portal Dermatologia.net.br. Colunista no Portal AtivoSaúde e Portal PEBMED.

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