Dermatologia

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Pitiríase rósea: O que é, sintomas e tratamento

Evolução e conforto da pele

A pitiríase rósea costuma desaparecer ao longo de semanas.

Pitiríase rósea: entenda a evolução e alivie a coceira

A pitiríase rósea costuma melhorar espontaneamente ao longo de semanas. O exame reconhece o padrão das placas e orienta cuidados para aliviar coceira, ressecamento e incômodo durante essa fase.

Neste artigo
Sequência das manchasUma placa maior pode aparecer primeiro; as menores costumam surgir depois, sobretudo no tronco.
Conforto no dia a diaCalor, banho quente e atrito da roupa podem intensificar a coceira durante a erupção.
Recuperação das placasAs placas ficam mais planas e perdem as escamas; uma diferença de cor pode permanecer depois.

Perguntas comuns

Dá para resolver em casa?

Após confirmar o diagnóstico, muitos casos pedem apenas hidratação e alívio da coceira. O acompanhamento orienta quando rever a evolução.

Preciso faltar à escola ou ao trabalho?

A pitiríase rósea confirmada não costuma exigir afastamento. Ajuste as atividades se o calor ou o atrito da roupa incomodarem.

Leia também: alergia na pele e dermatologista no Jardim Paulista.

Fontes consultadas: AAD condições de pele · DermNet condições de pele.

Imagem e diagnóstico

Pitiríase rósea em fotos: placas ovais e distribuição no tronco

Imagens podem mostrar placas ovais, avermelhadas ou descamativas, mas alergias, micose e psoríase podem entrar no diferencial.

Lesão inicialUma placa maior pode anteceder lesões menores em algumas pessoas.
EvoluçãoTempo de aparecimento e sintomas associados ajudam mais que uma foto isolada.

No tronco, o eixo das placas ovais pode acompanhar as linhas das costelas, formando um desenho semelhante a ramos nas costas. A escama fina costuma ficar um pouco para dentro da borda.

Alívio da coceira: o emoliente suaviza a pele ressecada; quando a inflamação ou a coceira são mais intensas, o tratamento pode incluir medicamentos escolhidos para esse incômodo.

Surgiram algumas manchas avermelhadas na pele, primeiro uma e depois de alguns dias surgiram mais? Pode ser pitiríase rósea. É uma erupção relativamente comum, reconhecida pela sequência de placas e pela descamação fina. A coloração pode ser rósea, avermelhada ou mais acastanhada conforme o tom de pele[1]Miranda SM, Delmaestro D, Miranda PB, Filgueira AL, Pontes LF. Pitiríase rósea. Anais Brasileiros de Dermatologia. 2008 Oct;83(5):461-9. Disponível em: … Continue reading. 

Surge uma mancha grande, chamada mancha mãe, e ao redor dela se manifestam algumas lesões menores. A principal área do corpo afetada é o tronco e as alterações tendem a desaparecer sozinhas após um período de 6 a 12 semanas[2]Drago F, Broccolo F, Rebora A. Pityriasis rosea: an update with a critical appraisal of its possible herpesviral etiology. Journal of the American Academy of Dermatology. 2009 Aug 1;61(2):303-18.. 

O distúrbio pode afetar pessoas de todas as idades, porém, é mais comum em indivíduos de 10 a 35 anos. Muitas pessoas têm um único episódio. A recorrência é possível. Quando as manchas reaparecem, uma nova avaliação verifica se mantêm o padrão da pitiríase rósea[3]Drago F, Ciccarese G, Rebora A, Broccolo F, Parodi A. Pityriasis rosea: a comprehensive classification. Dermatology. 2016;232(4):431-7. Reconhecer a evolução ajuda a separar a fase de novas placas da fase em que resta apenas uma diferença de cor na pele.

O cuidado costuma se concentrar no que incomoda durante essas semanas: coceira, ressecamento e atrito nas áreas cobertas por roupa. 

Resposta direta

Quando procurar dermatologista?

A avaliação esclarece uma erupção nova e oferece alívio quando a coceira dificulta o sono ou as atividades. Uma placa ainda elevada e descamativa tem aspecto diferente da marca plana que pode ficar depois. Essa distinção ajuda a reconhecer a fase da pele.

Pitiríase rósea com placas ovaladas avermelhadas na pele

O que é pitiríase rósea?

A pitiríase rósea é uma doença eruptiva benigna que acomete a pele. A condição pode afetar crianças, adultos e idosos saudáveis, principalmente durante a primavera e o outono, estações marcadas por climas temperados.  O quadro melhora espontaneamente e apresenta placas com características próprias: de forma arredondada ou ovalada, avermelhadas, levemente elevadas e com descamação, distribuídas principalmente no tronco, geralmente com lesões menores ao redor de uma mancha maior.  O nome pode sugerir uma cor rosada, mas em peles mais pigmentadas as placas podem parecer acastanhadas, acinzentadas ou arroxeadas. A sequência e a descamação ajudam a reconhecê-las. 

Causas

A causa exata ainda não é conhecida. Uma hipótese envolve a reativação dos herpesvírus humanos 6 e 7. A pitiríase rósea não costuma ser transmitida pelo contato cotidiano.

Alguns medicamentos e vacinas podem estar associados a erupções semelhantes. A avaliação médica diferencia esses quadros e revisa os tratamentos em uso com a equipe responsável pela prescrição. Os medicamentos não devem ser interrompidos por conta própria.

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Sintomas de pitiríase rósea

As placas costumam ter descamação fina. A primeira pode ser maior; depois surgem placas menores pelo tronco e, às vezes, próximas aos braços e às coxas. O tamanho e a cor variam, por isso a distribuição e a sequência de aparecimento ajudam a reconhecer o quadro.  Além disso, podem surgir outros sintomas, como: 

  • Coceira ao redor das lesões
  • Febre ou mal-estar importante pedem avaliação para confirmar a causa
  • Dor de cabeça leve antes da erupção, em algumas pessoas
  • Discreto mal-estar antes de surgirem as placas

As manifestações clínicas da doença se dividem em dois estágios.

Lesões de pitiríase rósea com descamação discreta

Lesão clínica inicial

A primeira lesão, chamada medalhão ou placa mãe, costuma aparecer como uma placa maior, geralmente ovalada, que aumenta durante alguns dias antes das menores. Esse início pode variar entre pessoas.  Seu tamanho varia; pode medir alguns centímetros e apresentar uma região mais clara no centro. Sua borda é rósea e com escamas finas.  Este primeiro estágio dura de 7 a 14 dias, quando começam a surgir lesões menores ao redor da primeira. 

Erupção secundária

Também conhecida como rash secundário ou período eruptivo, a fase da erupção secundária é na verdade marcada pelo aparecimento de várias manchinhas, que medem entre 0,5 e 1,5 cm.  São lesões avermelhadas, levemente elevadas e com descamação de aspectos semelhantes aos da placa mãe. As placas surgem em grupos e vão perdendo relevo e descamação ao longo das semanas. A duração do episódio é contada a partir das primeiras manchas, e não de cada nova placa.  Em casos crônicos, o quadro pode se prolongar por até cinco meses, podendo restar marcas mais claras ou escuras por algum tempo; cicatriz não é o desfecho habitual.

Diagnóstico

Dermatologia clínica / diagnóstico

Quem examina a sua pele

A descamação, a distribuição no tronco e o aparecimento das placas em etapas orientam o exame. Quando o desenho é diferente do habitual, a avaliação considera micoses e outras erupções que podem ter aparência semelhante.

Dra. Juliana Toma aponta atlas de dermatologia durante explicação
Atlas de dermatologia na consulta
Dra. Juliana Toma realiza dermatoscopia em paciente reclinada
Dermatoscopia
Jardim interno da Clínica Dra. Juliana Toma no Jardim Paulista
Jardim interno da clínica

O diagnóstico considera tanto a placa maior inicial como o conjunto de manchas menores. A primeira pode já estar desaparecendo quando as demais ficam mais evidentes, por isso as lesões nem sempre têm o mesmo tamanho e aspecto no momento do exame. 

Em casos de sintomas atípicos (não aparecimento da mancha mãe, por exemplo), ou quando a mancha maior estiver em fase inicial, o exame procura outros padrões que ajudem a esclarecer o diagnóstico. Quando o padrão deixa dúvida, os exames respondem a uma hipótese específica: uma raspagem pode pesquisar fungos, por exemplo. Exames de sangue ou biópsia são escolhidos conforme o aspecto, o histórico e a persistência; não formam um pacote obrigatório para todos.

Diagnóstico diferencial

Algumas condições podem produzir placas parecidas. A lista abaixo reúne possibilidades comparadas pelo exame; o padrão da sua pele e a evolução definem quais realmente precisam ser investigadas: 

  • Dermatofitoses, como tinea corporis, e outras micoses superficiais, como pitiríase versicolor
  • Sífilis secundária 
  • Psoríase gutata 
  • Erupção por fármacos
  • Parapsoríase
  • Pitiríase liquenoide crônica
  • Líquen plano

Avaliação dermatológica

Cuidado direcionado para melhorar sua pele

Vermelhidão, coceira e descamação podem aparecer em problemas diferentes. O tratamento procura aliviar o desconforto e cuidar da causa, distinguindo inflamação, irritação e infecção conforme o aspecto e a evolução da pele.

O que o tratamento procura resolver
Causa da alteração
O aspecto, a distribuição e os contatos recentes ajudam a identificar o problema.
Sintomas presentes
Coceira, dor e sensibilidade precisam ser considerados junto com as lesões.
Recuperação da pele
Produtos e cuidados locais são ajustados à alteração, em vez de repetir uma pomada usada para outra queixa.
Porta com a logomarca Dra. Juliana Toma e médica trabalhando à mesa ao fundo.
Consultório da Dra. Juliana Toma.

Como é feito o tratamento da pitiríase rósea

Pelo menos na maioria dos casos a doença regride mesmo sem intervenção, curando-se espontaneamente em algumas semanas. O tratamento é indicado quando os sintomas se tornam mais incômodos ou mesmo para casos crônicos[4]Chuh AA, Dofitas BL, Comisel G, Reveiz L, Sharma V, Garner SE, Chu FK. Interventions for pityriasis rosea. Cochrane Database of Systematic Reviews. 2007(2). Disponível em: … Continue reading.  Veja abaixo quais são as opções terapêuticas para pitiríase rósea:

Loções Tópicas

Geralmente são compostas por pomadas e cremes à base de corticoides de potência escolhida para a região e o incômodo, como hidrocortisona, mometasona ou triancinolona. Loções com mentol ou calamina podem aliviar a coceira como opções do plano[5]Drago F, Rebora A. Treatments for pityriasis rosea. Skin Therapy Lett. 2009 Mar 1;14(3):6-7.. 

Anti-histamínicos

Anti-histamínicos via oral também podem ser indicados. Eles podem aliviar a coceira quando ela dificulta o descanso. A escolha considera o alívio noturno e o efeito sobre a atenção durante o dia, pois algumas opções provocam sonolência.

Cremes emolientes

Os emolientes reduzem o ressecamento e deixam a pele mais confortável. Aplique a opção sem fragrância após o banho e reaplique nas áreas que repuxam, conforme necessidade. 

Tratamento com raios UVB

Quando os sintomas não melhoram com a utilização dos produtos e medicamentos citados acima, o dermatologista pode recomendar o tratamento com UVB[6]Arndt KA, Paul BS, Stern RS, Parrish JA. Treatment of pityriasis rosea with UV radiation. Archives of dermatology. 1983 May 1;119(5):381-2..  A fototerapia usa doses controladas de luz em sessões programadas, para quadros selecionados com incômodo importante. Exposição solar por conta própria não equivale a esse tratamento. 

Como tornar a rotina mais confortável

Ajuste primeiro o que encosta na pele: uma roupa mais solta reduz o atrito sobre as placas, e um banho morno tende a ser mais confortável do que água quente. Na higiene, use as mãos e um produto suave, sem esfregar as áreas descamativas. Se o calor aumenta a coceira, escolha horários e ambientes mais frescos para as atividades. Para aliviar uma área que coça, coloque sobre ela um pano limpo umedecido com água fria por alguns minutos. Nos dias quentes, reduza o superaquecimento e mantenha as placas cobertas com roupa solta; nas áreas expostas, use protetor suave, sem fragrância. Essas medidas complementam a hidratação enquanto a erupção melhora.

Prevenção

Por não haver uma causa definida, não é possível determinar meios de prevenção. 

Quando procurar um dermatologista?

Algumas características ajudam a definir se a pele segue o curso esperado ou precisa de nova avaliação:

Uma placa maior pode anteceder a erupção no tronco.
O padrão habitual predomina no tronco e próximo aos braços e coxas.
Coceira que interrompe o sono pode justificar tratamento para alívio.
Erupções semelhantes podem estar relacionadas a medicamentos ou vacinas.
A redução do relevo e das escamas costuma preceder o desaparecimento completo da diferença de cor.

Agende uma avaliação para confirmar o diagnóstico, especialmente se a erupção for diferente do habitual, a coceira dificultar o sono ou as manchas persistirem além do período esperado. Gestantes devem comunicar o quadro ao obstetra e ao dermatologista. Febre importante, dor intensa ou mal-estar precisam de atendimento mais rápido. Na maioria dos casos confirmados, o foco é atravessar essa fase com conforto e acompanhar a melhora.

Referências Bibliográficas

Referências Bibliográficas
↑1Miranda SM, Delmaestro D, Miranda PB, Filgueira AL, Pontes LF. Pitiríase rósea. Anais Brasileiros de Dermatologia. 2008 Oct;83(5):461-9. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=s0365-05962008000500011&script=sci_arttext
↑2Drago F, Broccolo F, Rebora A. Pityriasis rosea: an update with a critical appraisal of its possible herpesviral etiology. Journal of the American Academy of Dermatology. 2009 Aug 1;61(2):303-18.
↑3Drago F, Ciccarese G, Rebora A, Broccolo F, Parodi A. Pityriasis rosea: a comprehensive classification. Dermatology. 2016;232(4):431-7
↑4Chuh AA, Dofitas BL, Comisel G, Reveiz L, Sharma V, Garner SE, Chu FK. Interventions for pityriasis rosea. Cochrane Database of Systematic Reviews. 2007(2). Disponível em: https://www.cochranelibrary.com/cdsr/doi/10.1002/14651858.CD005068.pub2/full
↑5Drago F, Rebora A. Treatments for pityriasis rosea. Skin Therapy Lett. 2009 Mar 1;14(3):6-7.
↑6Arndt KA, Paul BS, Stern RS, Parrish JA. Treatment of pityriasis rosea with UV radiation. Archives of dermatology. 1983 May 1;119(5):381-2.

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A Dra. Juliana Toma avalia a alteração e orienta tratamento e acompanhamento conforme o diagnóstico.

Dra. Juliana TomaDermatologista · CRM-SP 156490 · RQE 65521Formação e residência em Dermatologia pela UNIFESP-EPM.

Consulta particular de 1 hora, com avaliação dos sintomas e exame da pele de todo o corpo antes de qualquer tratamento. Os retornos são realizados com a mesma médica.

Dra. Juliana Toma durante uma consulta dermatológica.

Fotografia · ConsultaDra. Juliana Toma durante uma consulta dermatológica.

Dra. Juliana Toma

UNIFESP-EPM
Medicina e Dermatologia
AMB / SBD
Especialista e sociedade médica
Sírio-Libanês
Dermatologia Oncológica
HC-FMUSP
Tricologias, Discromias e Acne
Harvard Medical School
Pesquisa Clínica
CREMESP
Câmara Técnica 2018-2023
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Perguntas frequentes

Coceira significa alergia?

Coceira é um sintoma, não um diagnóstico. Ela pode acompanhar ressecamento, inflamação ou outras alterações; a distribuição das lesões e o que aconteceu antes ajudam a diferenciar essas situações.

Posso usar a mesma pomada que resolveu outra lesão?

O mesmo aspecto pode ter causas diferentes. O tratamento precisa corresponder ao problema atual; melhorar a coceira por algum tempo não confirma que a causa da lesão foi tratada.

Átrio da clínica com escada de concreto, ripado de madeira e cobogó.
Fotografia da clínica · AmbienteÁtrio da clínica na Alameda Jaú, 695.
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Átrio da clínica com escada de concreto, ripado de madeira e cobogó.

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Autoria médica
Dra. Juliana Toma

Dra. Juliana Toma

Dermatologia clínica, cosmiatria e tecnologias dermatológicas com avaliação médica individualizada.

Canais oficiais
Médica DermatologistaCRM-SP 156490 / RQE 65521

Médica formada pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM), com Residência Médica em Dermatologia pela UNIFESP-EPM, Título de Especialista em Dermatologia pela AMB e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Tem formação complementar em Dermatologia Oncológica pelo Instituto Sírio-Libanês, fellow em Tricologias, Discromias e Acne pelo Hospital das Clínicas da FMUSP, e pós-graduação em Pesquisa Clínica pela Harvard Medical School.

Foi Conselheira do CREMESP e Coordenadora da Câmara Técnica de Dermatologia do CREMESP (2018-2023).

UNIFESP-EPMMedicina e DermatologiaAMB / SBDEspecialista e sociedade médicaSírio-LibanêsDermatologia OncológicaHC-FMUSPTricologias, Discromias e AcneHarvard Medical SchoolPesquisa ClínicaCREMESPCâmara Técnica 2018-2023

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