Herpes:
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Jardins, São Paulo · Consulta particular · Plano individual

Resposta dermatológica

O tratamento pode aliviar a crise e reduzir sua duração.

Herpes: aliviar a crise e planejar o controle

Antivirais podem aliviar uma crise de herpes e encurtar sua duração. Para quem tem episódios recorrentes, o plano pode deixar definido o que fazer no primeiro ardor ou formigamento e quando considerar prevenção entre as crises. Frequência, local e impacto na rotina orientam essa escolha.

O exame relaciona a aparência da ferida à sua evolução. Conte onde começou, como passou de ardor a bolha ou crosta e quais medicamentos foram usados. Quando necessário, uma coleta da lesão ajuda a confirmar o vírus e orientar o cuidado.

Neste artigo
RecorrênciaCrises no mesmo local e pródromo de ardor favorecem herpes.
ContágioHá maior risco durante lesões ativas, mas orientação depende do local e da fase.
Avaliação mais breveDor ocular, olho vermelho ou mudança da visão pedem avaliação urgente. Imunidade reduzida, febre importante ou feridas extensas também justificam atendimento breve.

Perguntas comuns

O que muda quando as crises são frequentes?

A consulta compara tratar cada episódio com manter um antiviral preventivo por período definido, considerando o impacto das crises e a resposta anterior.

Toda bolha na boca é herpes?

Não. O exame e a história ajudam a diferenciar causas.

Leia também: manchas vermelhas na pele, carocinhos na pele e quando procurar dermatologista.

Quando vale examinar: a frequência das crises, a duração e o impacto na rotina ajudam a definir o tratamento de cada episódio ou uma estratégia de prevenção das recorrências.

Referências usadas na revisão: CDC, herpes simplex e DermNet, herpes simplex.

Próximo passo: leve as datas das crises e o tratamento usado em cada uma para definir como agir no início do próximo episódio.

Resumo:

  • O vírus herpes simplex ou herpes, é categorizado em 2 tipos: herpes simplex vírus tipo 1 (HSV-1) e herpes simplex vírus tipo 2 (HSV-2).
  • HSV-1 é transmitida principalmente pelo contato oral-para-oral para causar herpes oral (que pode incluir sintomas conhecidos como “herpes labial”), mas também pode causar herpes genital.
  • HSV-2 é uma infecção sexualmente transmissível que causa a herpes genital.
  • HSV-1 e HSV-2 permanecem no organismo, mas a frequência das crises varia e há tratamento para controlar os sintomas.
  • O HSV-1 é muito comum e pode estar presente mesmo em quem nunca percebeu uma ferida. Ter o vírus não significa ter crises frequentes.
  • O HSV-2 está associado principalmente ao herpes genital. A orientação considera sintomas, recorrências e formas de reduzir a transmissão entre parceiros.
  • Os sintomas do herpes incluem bolhas dolorosas ou úlceras no local da infecção.
  • Infecções por herpes são mais contagiosas quando os sintomas estão presentes, mas ainda podem ser transmitidos aos outros na ausência de sintomas.
  • No herpes genital, a consulta também inclui prevenção de outras infecções sexualmente transmissíveis e orientação sobre testagem para HIV, pois o HSV-2 aumenta a suscetibilidade a essa infecção.

Resposta direta

Como o tratamento ajuda nas crises de herpes?

Antivirais podem reduzir a intensidade e a duração dos sintomas, principalmente quando iniciados cedo. A consulta confirma a causa das feridas e organiza o que fazer nos primeiros sinais, além de discutir prevenção quando os episódios são frequentes.

Ver avaliação dermatológica

Quando há episódios recorrentes ou lesões com bolhas, a avaliação de herpes simples ajuda a orientar tratamento e prevenção de crises.

Tratamentos relacionados que podem ajudar na avaliação:

Avaliação dermatológica

Herpes: cuidado desde os primeiros sinais

O tratamento pode aliviar a crise e reduzir sua duração. A avaliação confirma a causa das feridas, orienta o uso de antiviral e organiza os cuidados para diminuir recorrências e transmissão conforme o local afetado.

  1. Primeiros sinais reconhecidos
  2. Antiviral conforme a indicação
  3. Cuidados para reduzir transmissão
O que o tratamento procura resolver
Causa da alteração
O aspecto, a distribuição e os contatos recentes ajudam a identificar o problema.
Sintomas presentes
Coceira, dor e sensibilidade precisam ser considerados junto com as lesões.
Recuperação da pele
Produtos e cuidados locais são ajustados à alteração, em vez de repetir uma pomada usada para outra queixa.
Porta com a logomarca Dra. Juliana Toma e médica trabalhando à mesa ao fundo.
Consultório da Dra. Juliana Toma.

Introdução

A herpes é uma infecção ocasionada pelo vírus Herpes simplex (HSV). Este vírus causa pequenas bolhas avermelhadas, além de lesões que podem arder e coçar[1]Whitley RJ, Roizman B. Herpes simplex virus infections. The lancet. 2001 May 12;357(9267):1513-8. A herpes oral provoca feridas ao redor da boca ou rosto. A herpes genital é uma infecção sexualmente transmissível (IST), que afeta os órgãos genitais, nádegas ou região anal. Outras infecções de herpes podem afetar os olhos, pele ou outras partes do corpo[2]Liesegang TJ. Herpes simplex virus epidemiology and ocular importance. Cornea. 2001 Jan 1;20(1):1-3. Disponível em: … Continue reading.

Esta doença pode ser cuidada durante as crises ou com prevenção entre elas, conforme o padrão dos episódios. Durante herpes labial ativo, não beije recém-nascidos e lave as mãos antes de cuidar do bebê. Na gestação, informe à equipe obstétrica qualquer histórico ou sintoma de herpes genital. Pessoas com imunidade reduzida devem buscar orientação mais cedo ao surgir uma crise. Este vírus pode atravessar a pele e percorrer o nervo e se instalar de forma latente até que volte a ser ativado.

O vírus retorna devido a diversos fatores que pode ser exposição à luz solar intensa, fadiga física e mental, estresse emocional, febre ou outras infecções que diminuam a resistência orgânica[3]Widener RW, Whitley RJ. Herpes simplex virus. InHandbook of clinical neurology 2014 Jan 1 (Vol. 123, pp. 251-263). Elsevier.. A infecção pode permanecer sem sintomas percebidos. A ausência de feridas não significa necessariamente ausência do vírus; o histórico de lesões e os exames indicados são avaliados em conjunto[4]Morfin F, Thouvenot D. Herpes simplex virus resistance to antiviral drugs. Journal of Clinical Virology. 2003 Jan 1;26(1):29-37..

No herpes labial, alimentos muito ácidos, salgados ou picantes podem aumentar o desconforto. Durante a cicatrização, escolha alimentos que consiga comer confortavelmente e bebidas frescas ou em temperatura ambiente; isso ajuda a manter a alimentação e a hidratação.

Consulta médica

Organize o cuidado desde os primeiros sinais.

A frequência e a duração das crises ajudam a escolher o antiviral e a decidir se o cuidado será apenas nos episódios ou também entre eles.

Detalhe do canto da boca com áreas avermelhadas e crostas amareladas.

Tipos de HSV

Existem dois tipos de HSV:

  • Tipo 1 mais comumente causa herpes labial. Também pode causar herpes genital. 
  • Tipo 2 é a causa usual do herpes genital, mas também pode infectar a boca.

HSV se espalha através do contato direto. Algumas pessoas não apresentarão sintomas. Outros podem apresentar pequenas feridas perto da área onde o vírus entrou no corpo, e transformar-se em bolhas, tornar-se pruriginosas e dolorosas, e depois curar.

Algumas pessoas têm crises recorrentes e outras raramente percebem sintomas. A frequência pode diminuir com o tempo, mas o padrão de cada pessoa orienta o acompanhamento. O tratamento pode ser episódico, iniciado no começo dos sintomas, ou supressivo, usado regularmente para reduzir recorrências em situações selecionadas. A escolha considera o local, a frequência e como as crises afetam você. 

Dermatologia clínica / diagnóstico

Quem examina a sua pele

O exame das feridas e o histórico das crises orientam o antiviral, os cuidados locais e a estratégia para episódios recorrentes.

Dra. Juliana Toma entrega amostras de dermocosméticos à paciente
Orientação de produtos
Mão alcança xícara de café na bandeja de boas-vindas da clínica
Recepção da clínica
Átrio central da clínica na Alameda Jaú, 695, Jardim Paulista
Átrio da clínica

Manifestações

Geralmente a herpes pode surgir nos lábios e a região genital, porém, pode aparecer em qualquer lugar, portanto, quando ele é reativado ele se apresenta:

  • Como coceira e ardência no local onde surgirão as lesões.
  • Pode formar pequenas bolhas agrupadas como num buquê sobre área avermelhada e inchada.
  • Quando as bolhas se rompem, libera o líquido com o vírus e forma a ferida. Esta fase pode transmitir a doença.
  • A lesão seca e pode formar uma crosta, que se solta conforme a pele se recupera.
  • Uma crise recorrente pode melhorar em cerca de 5 a 10 dias[5]Weiss H. Epidemiology of herpes simplex virus type 2 infection in the developing world. Herpes: the journal of the IHMF. 2004 Apr 1;11:24A-35A..
Detalhe do lábio inferior com crosta amarelada e vermelhidão ao redor.

Qual o período de incubação do vírus?

Para o herpes oral, a quantidade de tempo entre o contato com o vírus e o aparecimento dos sintomas (período de incubação) é de 2-12 dias[6]Corey L, Adams HG, Brown ZA, Holmes KK. Genital herpes simplex virus infections: clinical manifestations, course, and complications. Annals of internal medicine. 1983 Jun 1;98(6):958-72.. A maioria das pessoas tem um período de incubação em média com cerca de 4 dias. No primeiro episódio, sinais e sintomas podem durar mais, chegando a algumas semanas. Febre, cansaço, irritabilidade e dores musculares podem ocorrer.

Cuidado individual

Um plano para aliviar e reduzir recorrências.

Registre quando surgem ardor, bolhas e crostas e como respondeu aos tratamentos anteriores. A avaliação usa essa história para organizar os próximos episódios.

Tratamento

O plano define o medicamento, quando começar e o período de uso. Nas recorrências, deixe a orientação acessível antes da próxima crise:

  • Deve iniciar nos primeiros sintomas para ajudar a reduzir a intensidade e a duração do episódio[7]Brady RC, Bernstein DI. Treatment of herpes simplex virus infections. Antiviral research. 2004 Feb 1;61(2):73-81..
  • Deixe as bolhas e crostas se recuperarem sem perfurá-las ou arrancá-las. Se há dor, combine também a forma de aliviar o desconforto.
  • Durante a crise de herpes labial, evite beijos e contato oral direto até a cicatrização. Conversar perto de alguém não é a via habitual de transmissão.
  • No herpes genital, evite contato sexual durante lesões ou sintomas iniciais. Fora das crises, preservativos e, quando indicado, tratamento supressivo ajudam a reduzir a transmissão.
  • Lave as mãos antes e depois de aplicar o medicamento. Para herpes labial, um aplicador limpo pode facilitar a aplicação localizada, conforme a orientação do produto; evite levar o mesmo aplicador a outras áreas.

Aciclovir, valaciclovir e famciclovir estão entre os antivirais usados em situações selecionadas. A receita considera o local da infecção e a necessidade de tratar o episódio ou prevenir recorrências. Leve o esquema anterior e diga em que momento da crise começou a usá-lo.

Herpes – Verdades e Mitos

Verdades

O vírus da herpes é transmitido por meio de objetos?

O contato direto com pele, mucosa ou saliva é a principal via. Durante o herpes labial, evite compartilhar itens que tocaram a saliva ou a lesão. No herpes genital, objetos como talheres e toalhas não são a via de transmissão; a orientação se concentra no contato íntimo.

Estresse e raios solares podem ocasionar lesões? Verdade

Os gatilhos variam entre pessoas e nem toda crise tem um fator identificável. O estresse, a exposição solar excessiva, alguma doença ou até o período menstrual podem precipitar a crise. Para evitar o surgimento dessas bolinhas, observe os gatilhos que se repetem nas suas crises e mantenha a proteção solar. Um registro dos primeiros sinais ajuda a iniciar o tratamento no momento indicado.

Quem contraiu herpes terá o vírus pelo resto da vida? Verdade.

O vírus herpes tem grande afinidade pelas terminações nervosas. Quando a crise vem à tona, significa que o vírus “acordou” e começa a se multiplicar novamente. A frequência de reativação varia, e o tratamento pode reduzir o desconforto e o número de episódios.

Mitos

A primeira crise de lesões é a mais grave? Mito

O primeiro episódio percebido pode ter intensidade variável e não permite datar sozinho quando o vírus foi adquirido. No herpes labial, o contato inicial muitas vezes ocorre na infância; no herpes genital, a história é diferente. Recorrências costumam ser mais breves, mas o exame e a evolução definem o cuidado de cada episódio. Algumas pessoas reconhecem formigamento ou ardor antes das bolhas. Anote esse primeiro sinal e siga o plano de início do antiviral combinado na consulta.

O risco de transmissão só ocorre enquanto as lesões estão expostas? Mito

A transmissão ocorre principalmente por contato direto e pode acontecer mesmo sem feridas visíveis. O risco é maior durante as lesões e os sintomas iniciais, quando evitar beijos ou contato sexual, conforme o local, faz parte do cuidado.

Referências Bibliográficas

Referências Bibliográficas
↑1Whitley RJ, Roizman B. Herpes simplex virus infections. The lancet. 2001 May 12;357(9267):1513-8
↑2Liesegang TJ. Herpes simplex virus epidemiology and ocular importance. Cornea. 2001 Jan 1;20(1):1-3. Disponível em: https://citeseerx.ist.psu.edu/viewdoc/download?doi=10.1.1.643.4853&rep=rep1&type=pdf
↑3Widener RW, Whitley RJ. Herpes simplex virus. InHandbook of clinical neurology 2014 Jan 1 (Vol. 123, pp. 251-263). Elsevier.
↑4Morfin F, Thouvenot D. Herpes simplex virus resistance to antiviral drugs. Journal of Clinical Virology. 2003 Jan 1;26(1):29-37.
↑5Weiss H. Epidemiology of herpes simplex virus type 2 infection in the developing world. Herpes: the journal of the IHMF. 2004 Apr 1;11:24A-35A.
↑6Corey L, Adams HG, Brown ZA, Holmes KK. Genital herpes simplex virus infections: clinical manifestations, course, and complications. Annals of internal medicine. 1983 Jun 1;98(6):958-72.
↑7Brady RC, Bernstein DI. Treatment of herpes simplex virus infections. Antiviral research. 2004 Feb 1;61(2):73-81.

Centro de Excelência em Dermatologia

Tenha um plano antes da próxima crise

Anote frequência, duração e os primeiros sinais dos episódios. Esse padrão ajuda a definir quando iniciar o medicamento e se vale manter uma estratégia de prevenção entre as crises.

Dra. Juliana TomaDermatologista · CRM-SP 156490 · RQE 65521Formação e residência em Dermatologia pela UNIFESP-EPM.

Consulta particular de 1 hora, com avaliação dos sintomas e exame da pele de todo o corpo antes de qualquer tratamento. Os retornos são realizados com a mesma médica.

Dra. Juliana Toma explica uma imagem no monitor à paciente.

Fotografia · ConsultaExplicação de imagens durante a consulta.

Dra. Juliana Toma

UNIFESP-EPM
Medicina e Dermatologia
AMB / SBD
Especialista e sociedade médica
Sírio-Libanês
Dermatologia Oncológica
HC-FMUSP
Tricologias, Discromias e Acne
Harvard Medical School
Pesquisa Clínica
CREMESP
Câmara Técnica 2018-2023
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Perguntas frequentes

Coceira significa alergia?

Coceira é um sintoma, não um diagnóstico. Ela pode acompanhar ressecamento, inflamação ou outras alterações; a distribuição das lesões e o que aconteceu antes ajudam a diferenciar essas situações.

Posso usar a mesma pomada que resolveu outra lesão?

O mesmo aspecto pode ter causas diferentes. O tratamento precisa corresponder ao problema atual; melhorar a coceira por algum tempo não confirma que a causa da lesão foi tratada.

Átrio da clínica com escada de concreto, ripado de madeira e cobogó.
Fotografia da clínica · AmbienteÁtrio da clínica na Alameda Jaú, 695.
Foto e descrição

Átrio da clínica com escada de concreto, ripado de madeira e cobogó.

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Alameda Jaú, 695Jardim Paulista · São Paulo
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Estacionamento cobertocom manobrista gratuito
Autoria do artigo e formação
Autoria médica
Dra. Juliana Toma

Dra. Juliana Toma

Dermatologia clínica, cosmiatria e tecnologias dermatológicas com avaliação médica individualizada.

Canais oficiais
Médica DermatologistaCRM-SP 156490 / RQE 65521

Médica formada pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM), com Residência Médica em Dermatologia pela UNIFESP-EPM, Título de Especialista em Dermatologia pela AMB e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Tem formação complementar em Dermatologia Oncológica pelo Instituto Sírio-Libanês, fellow em Tricologias, Discromias e Acne pelo Hospital das Clínicas da FMUSP, e pós-graduação em Pesquisa Clínica pela Harvard Medical School.

Foi Conselheira do CREMESP e Coordenadora da Câmara Técnica de Dermatologia do CREMESP (2018-2023).

UNIFESP-EPMMedicina e DermatologiaAMB / SBDEspecialista e sociedade médicaSírio-LibanêsDermatologia OncológicaHC-FMUSPTricologias, Discromias e AcneHarvard Medical SchoolPesquisa ClínicaCREMESPCâmara Técnica 2018-2023

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