Hiperplasia sebácea:
o que é, como
diferenciar e tratar

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Jardins, São Paulo · Consulta particular · Plano individual

Bolinhas de hiperplasia sebácea são benignas e podem ser tratadas quando incomodam pela aparência.

Neste artigo

A hiperplasia sebácea é uma condição benigna em que as glândulas sebáceas ficam mais volumosas, formando pequenas elevações amareladas ou da cor da pele, muitas vezes com depressão central. Costuma aparecer na face, especialmente testa, nariz e bochechas, e pode ser confundida com milium, siringoma, acne fechada, verruga ou outras lesões. Por isso, o diagnóstico vem antes de ácidos, pomadas ou tentativas de espremer. Quando há incômodo estético, procedimentos em consultório podem ser discutidos com expectativa realista e cuidado para reduzir risco de manchas ou cicatrizes.

Resposta direta

Como planejar o tratamento das bolinhas no rosto?

Se as bolinhas incomodam pela aparência ou se confundem com acne, o exame identifica o tipo de lesão. Conte quais áreas deseja tratar e se já houve remoção ou uso de ácidos. A consulta compara acompanhamento, cuidados tópicos e procedimentos, com atenção à cicatrização.

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Hiperplasia sebácea: pomada ou procedimento?

O cuidado tópico da textura e da oleosidade tem um alcance diferente da remoção pontual das pápulas. Quando as lesões já formadas incomodam pela aparência, procedimentos em consultório podem ser discutidos. A escolha depende de quantidade, localização, pele, risco de marca, histórico de queloide e expectativa. O planejamento considera o relevo que incomoda e os cuidados para a cicatrização de cada área.

Como diferenciar e tratar

Lesão parecidaPista comumPor que avaliar
MiliumPonto branco firmeTratamento e profundidade são diferentes
SiringomaPequenas lesões perto dos olhosExige cuidado com pele fina
Acne fechadaComedões e oleosidadePlano pode ser tópico
Hiperplasia sebáceaElevação com centro discretoProcedimento pode ser discutido

Perguntas comuns

Hiperplasia sebácea pode voltar?

Pode voltar ou surgir em novos pontos. A avaliação confirma o diagnóstico, diferencia de outras lesões amareladas e define se há indicação de cauterização, laser ou apenas acompanhamento.

Posso espremer?

Não é indicado. Espremer tende a inflamar e não remove a glândula aumentada.

Laser ou eletrocautério ajudam?

Podem ser considerados em casos selecionados, com técnica cuidadosa para reduzir risco de marcas.

Comparar com siringomas e entender quando procurar dermatologista para avaliar lesões do rosto.

Tratamentos relacionados que podem ajudar na avaliação:

  • Lesões pequenas na face ou pálpebras também podem lembrar siringoma, por isso a diferenciação médica é importante.
Detalhe da testa com pequenas elevações arredondadas na pele.
As lesões podem ser únicas ou múltiplas, pequenas, amareladas, com depressão central.

Hiperplasia sebácea

O que são essas bolinhas no rosto?

Pequenas elevações amareladas podem ser hiperplasia sebácea, mas mílios e outras lesões podem se parecer com elas. A Dra. Juliana Toma examina cada bolinha antes de discutir a retirada.

  1. Aspecto de cada bolinha
  2. Quantidade e localização
  3. Marcas após a retirada
O que orienta a remoção das pápulas
Tipo de lesão
Mília, siringoma e hiperplasia sebácea podem se parecer; a origem da bolinha muda a abordagem.
Área e quantidade
A localização e o número de pápulas ajudam a comparar remoção pontual e tratamento em etapas.
Recuperação
Crostas, sensibilidade e cicatrização influenciam os cuidados e a retomada dos produtos habituais.

O que é a hiperplasia sebácea?

São lesões da cor da pele que dão origem a pequenas pápulas que não coçam, nem doem. São causadas pelo aumento das glândulas sebáceas, responsáveis pela produção do sebo da pele. Essas glândulas podem ter um aumento de tamanho ou dilatação o que constitui a hiperplasia da glândula sebácea.

Como se apresentam?

Normalmente existe o aparecimento de pápulas amareladas, com 2-5 mm de diâmetro, com uma depressão no centro. Elas são macias e superficiais, podem ter coloração amarelada, rosada ou cor da pele. É comum aparecer no rosto, testa nariz e bochechas, porém, pode surgir no tórax e o pescoço. Frequentemente encontrada na face sendo mais comum nos pacientes idosos, porém, os jovens também podem apresentar.

A hiperplasia sebácea pode ser confundida, em raros casos, com carcinoma basocelular (câncer de pele mais comum), principalmente se for única. Neste sentido, é fundamental marcar uma consulta com o seu dermatologista para fazer o diagnóstico correto.

AGENDAMENTO ONLINE

Consulta para as bolinhas da hiperplasia sebácea

Dra. Juliana Toma – Médica Dermatologista pela Universidade Federal de São Paulo – EPM

Clínica no Jardim Paulista – Al. Jaú 695 – São Paulo – SP

Diagnóstico

O diagnóstico é realizado através do exame clínico pelo médico especialista. Em alguns casos, pode ser necessária a realização da biópsia da lesão e exame anatomopatológico para confirmar o diagnóstico. Diversas lesões podem ser parecidas com a hiperplasia sebácea e fazem diagnóstico diferencial, são eles: 

Xantelasma

O xantelasma é formado pela deposição de gordura nas células da pele, resultando em pápulas ou placas, amareladas ou alaranjadas, localizado na região ao redor dos olhos. Frequentemente associado a dislipidemia.  Leia mais sobre xantelasma aqui.

Mílios

As mílias ou mílios ou milium são pequenos cistos localizados na epiderme, região mais superficial da pele. Essas lesões são compostas por queratina. Também aparecem predominantemente ao redor dos olhos, mas podem surgir em qualquer lugar do corpo. As lesões podem ocorrer em recém-nascidos e resolve-se espontaneamente nas primeiras semanas de vida. Podem ocorrer quando por algum motivo a pele passa um processo de cicatrização, após procedimentos estéticos. 

Siringoma

Siringomas são pequenos tumores benignos que se originam nas glândulas sudoríparas, responsáveis pela produção de suor. Caracteriza-se pelo aparecimento de pequenas pápulas, cor da pele, que podem ser múltiplas ou isoladas. Essas lesões aparecem principalmente na face, em especial na região ao redor dos olhos. Leia mais sobre siringoma aqui.

Carcinoma basocelular

É o câncer de pele mais prevalente, surgem nas regiões mais expostas ao sol, como face, orelhas, pescoço, couro cabeludo, ombros e costas. Se apresenta como uma lesão na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida, podendo ter uma crosta central e sangrar facilmente.

Dermatologia clínica / diagnóstico

Quem examina a sua pele

Sinais parecidos podem ter causas diferentes; a consulta define prioridades, investigação e acompanhamento quando necessário.

Dra. Juliana Toma aponta atlas de dermatologia durante explicação
Atlas de dermatologia na consulta
Dra. Juliana Toma realiza dermatoscopia em paciente reclinada
Dermatoscopia
Jardim interno da Clínica Dra. Juliana Toma no Jardim Paulista
Jardim interno da clínica

Como tratar a Hiperplasia sebácea?

A hiperplasia sebácea confirmada é benigna e pode ser acompanhada. Quando as pápulas incomodam pela aparência ou irritação, é possível discutir sua remoção em consultório. Existem diferentes abordagens utilizadas que visam a destruição ou remoção das lesões de hiperplasia sebácea. Dentre os principais métodos utilizados podemos citar: Eletrocauterização, Cauterização Química, Laser e Remoção Cirúrgica.  A escolha do mais adequado método, que podem, inclusive, serem associados, depende de alguns fatores:

localização das lesões
número de lesões
tamanho das lesões
cor da pele

No planejamento, o processo de cicatrização é individual. Algumas pessoas podem evoluir com uma mancha residual, cicatriz hipertrófica ou cicatriz deprimida. Na remoção por ‘laser’, eletrocauterização ou destruição química com ácido, algumas sessões podem ser necessárias para que as lesões sejam totalmente eliminadas. Novas lesões podem aparecer; o retorno permite observar a resposta e discutir a necessidade de outra etapa.

Vamos entender melhor como funcionam cada um desses tratamentos?

Eletrocauterização 

A eletrocauterização é um procedimento utilizado para tratar hiperplasias sebáceas, xantelasma e siringomas.  O procedimento tem início com a limpeza do local, seguida pela injeção de um anestésico. Em alguns casos, é aplicado também um vasoconstritor, que ajuda a conter possíveis sangramentos. A lesão é então carbonizada por eletricidade e calor.   Normalmente, o paciente pode retornar as suas atividades rotineiras no mesmo dia, sendo ele orientado a ter alguns cuidados com o ferimento.

Esses cuidados são simples, uma limpeza cautelosa da região tratada, evitar exposição solar e suspender a utilização de qualquer produto abrasivo.  Posteriormente, formam-se pequenas crostas que caem sozinhas. As lesões cicatrizam em torno de 7 a 10 dias.

Cauterização química

A cauterização química remove a lesão com uma substância cáustica ou ácida, como o ácido tricloroacético, em casos selecionados.

Após a aplicação, a área pode ficar esbranquiçada, avermelhada, irritada ou com crosta. A cicatrização costuma exigir limpeza cuidadosa, fotoproteção e evitar produtos abrasivos.

A indicação depende do tipo de lesão, área, profundidade, risco de mancha e necessidade de mais de uma sessão.

Laser 

Normalmente os ‘lasers’ mais usados são o CO2 ou o Erbium YAG. Na hiperplasia sebácea, a comparação começa pelas pápulas: quantas são, qual o relevo e em que pontos do rosto incomodam. Tratar lesões delimitadas e fazer um procedimento em uma área maior exigem planejamentos diferentes.  O CO₂ ou Erbium YAG pode remover a lesão por ablação: o laser vaporiza o tecido tratado. Na hiperplasia sebácea, o objetivo é reduzir a pápula, com controle da profundidade aplicada.  A escolha considera o tom da pele, a profundidade da lesão e a tendência a manchas após procedimentos, para ajustar a técnica e o cuidado posterior. 

O procedimento é realizado em consultório, com anestesia definida conforme a área e a técnica escolhida. O planejamento também considera quantas lesões serão tratadas e como cuidar de cada ponto durante a recuperação.  Embora cada organismo responda ao tratamento a sua maneira, a recuperação costuma ser o fator limitante. Visto que a pele pode ficar edemaciada nos primeiros dias, com uma textura e coloração diferentes. Depois inicia-se um processo de renovação celular e descamação. O período de recuperação da pele pode demorar 7 a 10 dias.

O uso de protetor solar e hidratação da pele é muito importante no período pós laser. Como a pele pode ficar sensibilizada, o uso de água termal ou compressas com água gelada são recomendadas para aliviar desconfortos.

Remoção cirúrgica

Após infiltração anestésica, consiste em excisar a lesão por completo, através de shaving, tesoura de castroviejo ou bisturi. Nem sempre há necessidade de suturar as bordas. Pode-se deixar cicatrizar por segunda intenção, isto é, espontaneamente. A recuperação dura de 7 a 14 dias. Dependendo do número de lesões, se forem muito numerosas, o tratamento pode ser realizado em uma ou mais etapas. O planejamento considera o tamanho, o número e a localização das lesões. Quando há muitas, o tratamento em etapas permite acompanhar a cicatrização antes de abordar outras áreas.  No retorno, a médica acompanha gradualmente o fechamento da pele, a cor e o relevo da cicatriz, e orienta a retomada dos produtos habituais.

Isotretinoína

A isotretinoína oral atua sobre as glândulas sebáceas e pode reduzir o número de lesões. Pode ser considerada quando há muitas pápulas, enquanto procedimentos locais tratam pontos delimitados. Essa diferença ajuda a comparar as opções. A prescrição exige acompanhamento médico, e novas lesões podem surgir depois da suspensão; o retorno avalia a resposta e a necessidade de outra estratégia.

Retinol

Retinol e outros retinoides têm papéis diferentes conforme a formulação e a indicação. O cuidado tópico da textura e da oleosidade tem um alcance diferente da remoção pontual de cada pápula. A médica pode discutir o cuidado tópico da pele e comparar seu alcance com procedimentos direcionados às lesões.

É possível prevenir?

Ainda não há um recurso capaz de impedir que novas lesões apareçam em pacientes predispostos ao problema. Uma rotina bem tolerada pode cuidar da oleosidade e da textura, mas não garante prevenir hiperplasia sebácea. Leve os produtos usados e conte se houve ardor ou descamação para ajustar o cuidado da pele.

A proteção solar faz parte do cuidado da pele, inclusive após tratar hiperplasia sebácea. Planeje sombra, chapéu e proteção nas áreas expostas durante sua rotina. Quando você estiver ao sol, use um protetor solar com um FPS de pelo menos 30 e use um chapéu para proteger seu couro cabeludo e seu rosto. Se as pápulas incomodam pela aparência ou pelo atrito, uma consulta permite confirmar o diagnóstico e escolher entre acompanhar ou remover as lesões.

Referências Bibliográficas

Schönermark MP, Schmidt C, Raulin C. Treatment of sebaceous gland hyperplasia with the pulsed dye laser. Lasers in Surgery and Medicine: The Official Journal of the American Society for Laser Medicine and Surgery. 1997;21(4):313-6. Tagliolatto S, Santos Neto OD, Alchorne MM, Enokihara MY. Sebaceous hyperplasia: systemic treatment with isotretinoin. Anais brasileiros de dermatologia. 2015 Apr;90(2):211-5.

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Quais bolinhas vale a pena tratar?

Se a hiperplasia sebácea for confirmada, você pode acompanhar as lesões ou conversar sobre tratar as que irritam ou incomodam pela aparência. A escolha considera também como a pele cicatriza.

Dra. Juliana TomaDermatologista · CRM-SP 156490 · RQE 65521Formação e residência em Dermatologia pela UNIFESP-EPM.

Consulta particular de 1 hora, com avaliação dos sintomas e exame da pele de todo o corpo antes de qualquer tratamento. Os retornos são realizados com a mesma médica.

Porta com a logomarca Dra. Juliana Toma e médica trabalhando à mesa ao fundo.

Fotografia · ConsultaConsultório da Dra. Juliana Toma.

Dra. Juliana Toma

UNIFESP-EPM
Medicina e Dermatologia
AMB / SBD
Especialista e sociedade médica
Sírio-Libanês
Dermatologia Oncológica
HC-FMUSP
Tricologias, Discromias e Acne
Harvard Medical School
Pesquisa Clínica
CREMESP
Câmara Técnica 2018-2023
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Perguntas frequentes

Toda hiperplasia sebácea precisa ser removida?

Lesões confirmadas como hiperplasia sebácea são benignas e podem ser acompanhadas. A remoção pode ser discutida quando incomodam pela aparência ou irritação, considerando a área, a quantidade de pápulas e a cicatrização.

Quando uma bolinha pode precisar de biópsia?

O exame clínico costuma orientar o diagnóstico. Quando a aparência deixa dúvida com outra lesão, inclusive carcinoma basocelular, a médica pode indicar biópsia para esclarecer a natureza da alteração antes de escolher o tratamento.

Lago interno, parede de seixos e janela circular da clínica.
Fotografia da clínica · AmbienteJardim interno da clínica na Alameda Jaú.
Foto e descrição

Lago interno, parede de seixos e janela circular da clínica.

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Atendimento particularCom hora marcada
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Alameda Jaú, 695Jardim Paulista · São Paulo
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Estacionamento cobertocom manobrista gratuito
Autoria do artigo e formação
Autoria médica
Dra. Juliana Toma

Dra. Juliana Toma

Dermatologia clínica, cosmiatria e tecnologias dermatológicas com avaliação médica individualizada.

Canais oficiais
Médica DermatologistaCRM-SP 156490 / RQE 65521

Médica formada pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM), com Residência Médica em Dermatologia pela UNIFESP-EPM, Título de Especialista em Dermatologia pela AMB e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Tem formação complementar em Dermatologia Oncológica pelo Instituto Sírio-Libanês, fellow em Tricologias, Discromias e Acne pelo Hospital das Clínicas da FMUSP, e pós-graduação em Pesquisa Clínica pela Harvard Medical School.

Foi Conselheira do CREMESP e Coordenadora da Câmara Técnica de Dermatologia do CREMESP (2018-2023).

UNIFESP-EPMMedicina e DermatologiaAMB / SBDEspecialista e sociedade médicaSírio-LibanêsDermatologia OncológicaHC-FMUSPTricologias, Discromias e AcneHarvard Medical SchoolPesquisa ClínicaCREMESPCâmara Técnica 2018-2023

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