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Dermatofibroma: o que é, sintomas, causas e tratamento

Aparecerem pequenos nódulos protuberantes de tons vermelhos, marrons indo para o vinho? Pode ser dermatofibroma, mas não se preocupe, pois se trata de uma manifestação cutânea benigna, que dificilmente evolui para uma lesão maligna ou câncer

No entanto, é importante consultar o dermatologista para avaliar sua natureza e definir o tratamento adequado. 

Continue lendo o post, entenda mais sobre o assunto, quais os sintomas, possíveis causas e tratamento. Boa leitura!

O que é dermatofibroma?

Também chamado de histiocitoma fibroso, o dermatofibroma se manifesta como uma pequena saliência na pele com uma coloração que vai do vermelho ao castanho escuro. Trata-se do acúmulo de células da derme que crescem “fora do normal” por conta de uma reação imunológica causada por cortes, feridas e até picadas de inseto.

São formados por colágeno desordenado produzido por fibroblastos, células que atuam na cicatrização, cuja função é manter a integridade do tecido conjuntivo. Em termos não técnicos, é um pedaço de carne que cresceu na pele. 

Ocorre principalmente em pessoas com sistema imunológico comprometido, sobretudo mulheres ou quem já possui alguma condição como diabetes ou HIV. 

Os nódulos são firmes, com dimensões que variam entre 7 a 15 milímetro de diâmetro. Ficam mais enrijecidos ao toque, estando associados a um sinal de ondulação. Ao aplicar pressão lateral, ocorre uma pressão central do nódulo, que fica com uma cor mais vibrante. 

Podem surgir em qualquer parte do corpo, no entanto, s]ao mais comuns em braços, pernas, dorso e costas. 

Na maioria dos casos, os dermatofibromas são assintomáticos, mas podem gerar coceira ou sensibilidade e não exigem tratamento, contudo, por questões estéticas, muitas pessoas têm o desejo de eliminar as saliências, que podem ser removidas com cirurgia, por exemplo.

Como é conduzido o diagnóstico?

O diagnóstico de dermatofibroma é feito principalmente com análise de suas características clínicas e o toque. Os nódulos são classificados como lesões benignas da pele, ou seja, são inofensivos, no entanto, podem ser confundidos com uma série de tumores subcutâneos, principalmente aqueles com penetração profunda. Daí a necessidade de se realizar exames diferenciais:

Dermatoscopia

A dermatoscopia é um tipo de exame não invasivo para avaliar a natureza das lesões pigmentadas da pele. É utilizado um dermatoscópio, instrumento que permite visualizar precisamente eventuais lesões cutâneas. Nesses casos, o exame visa testar o padrão característico da pigmentação reticular a partir da identificação de um ponto branco central.

Biópsia

A biópsia de excisão pode ser solicitada nos casos em que há mais de um nódulo próximo a outro, visto que ele se manifesta sempre sozinho em determinada região do corpo.

Exame imuno-histoquímico 

É o teste diferencial de câncer, somente solicitado se houver dores no nódulo, sangramento ou hipersensibilidade. O exame imuno-histoquímico é feito a partir da análise do tecido retirado e revela anticorpos para fatorar XIIIa no nódulo.

Há diversas condições que apresentam características clínicas similares, e devem ser consideradas no diagnóstico diferencial. Veja alguns exemplos:

  • Xantogranuloma juvenil – pode apresentar sensação ao toque semelhante.
  • Protuberans de Dermatofibrosarcoma – pode apresentar nódulos duros semi-escamosos. 
  • Carcinoma de pilha Squamous ou fibroxantoma atípico – caso os nódulos apresentem ulcerações ou contaminações. 

Outras condições incluem:

  • Melanoma maligno
  • Nevo melanocítico intradérmico
  • Nevo azul
  • Nevo de Spitz
  • Keratoacanthoma (tumor de pele raro)
  • Cicatriz de queloide
  • Carcinoma metastática da pele
  • Glioma periférico

Como é feito o tratamento?

Alguns pacientes preferem ter os dermatofibromas removidos. Geralmente quando o crescimento é desagradável, está em um local inconveniente, a exemplo do pescoço ou nuca e acaba sendo cortado durante o barbear ou corte de cabelo, ou quando o inconveniente é estético. 

Os principais tratamentos são:

Cirurgia convencional 

O procedimento é feito a partir da remoção com bisturi e anestesia local no consultório dermatológico. Na maioria dos casos, é preciso realizar sutura com pontos e a cicatriz é mínima. É semelhante à retirada de nevos, verrugas, entre outras lesões benignas e pré-malignas.

Cirurgia a laser

Existem diferentes técnicas, no entanto, se utiliza da luz pulsada para queimar as lesões superficiais dos nódulos, destruindo as células. A sessão é rápida, sendo necessária anestesia local.

Crioterapia 

Utiliza o nitrogênio líquido para baixar a temperatura e destruir os tecidos. O dermatologista faz a aplicação em jatos, com equipamento próprio, por dez a vinte minutos, no máximo.  Também pode ser aplicada em outras doenças de pele.

Ácidos

Os ácidos abrasivos corroem a lesão de forma superficial, mas é o suficiente para que ela fique desidratada e caia. O método pode deixar cicatrizes e exige preparação prévia, como higienização.

Eletrocauterização

Utiliza uma sonda com corrente elétrica para destruir as camadas de tecido da lesão, que desidrata e cai. É eficaz, contudo, pode deixar pequenas cicatrizes.

Eletrocoagulação

Processo semelhante ao anterior, porém, a remoção dos fibromas se dá a partir da evaporação pelo calor. É utilizada uma ponteira de metal para a destruição das células. Requer anestesia local. 

É possível prevenir?

Esses nódulos são comuns conforme a idade avança, mas são raros em crianças. Muitas pessoas apresentam predisposição a desenvolver os dermatofibromas, não havendo possibilidade de prever ou preveni-los.

Além disso, os motivos pelos quais as pessoas apresentam esses nódulos após pequenos traumas são desconhecidos.

Quando consultar um médico?

O médico deve ser consultado para obtenção do diagnóstico correto quando for identificado qualquer novo crescimento na pele, sobretudo de coloração marrom escuro ou preto, quando muda de cor, quando causa coceira, dor ou que aumenta de tamanho subitamente.

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Dra. Juliana Toma – Médica Dermatologista pela Universidade Federal de São Paulo – EPM

Clínica no Jardim Paulista – São Paulo – SP

Dra. Juliana Toma

CRM-SP: 156490 / RQE: 65521. Médica Especialista em Dermatologia pela SBD. Residência Médica em Dermatologia pela UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo. Pós-Graduação em Dermatologia Oncológica pelo Instituto Sírio Libanês. Pós-Graduação em Pesquisa Clínica - Principles and Practice of Clinical Research - Harvard Medical School (EUA).

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