Cosmiatria · Dermatologia

9 min de leitura

Pele na adolescência:
acne e oleosidade

Resposta dermatológica

Entenda cuidados com a pele na adolescência, acne, cravos, oleosidade, manchas, cicatrizes, ácidos e tratamento.

Pele na adolescência: quando sair da rotina básica e tratar acne?

O tratamento da acne pode começar pelos cravos e espinhas que já incomodam. Lesões profundas, dolorosas ou que deixam cicatrizes pedem avaliação para escolher uma conduta mais completa.

O plano pode incluir limpeza adequada, ativos antiacne, controle de oleosidade, fotoproteção e medicamentos quando necessário.

Neste artigo
CravosO tratamento favorece a desobstrução dos poros ao longo do uso.
ManchasSurgem com inflamação e sol.
CicatrizControlar novas lesões ajuda a planejar o cuidado das marcas.

Perguntas comuns

Adolescente pode usar ácido?

Sim, há ativos usados para cravos e acne nessa fase. O tipo de lesão, a idade e a sensibilidade orientam a fórmula e o modo de usar.

Lavar várias vezes ajuda?

Lave suavemente de manhã, à noite e depois de suar. Esfregar ou repetir a limpeza várias vezes pode irritar a pele.

Adesivo de acne resolve?

Ajuda lesões pontuais, não trata acne persistente.

Leia também: tipos de acne, adesivo para acne e controle de oleosidade.

Como acompanhar: observe se surgem menos lesões novas, se as antigas estão menos inflamadas e se os produtos deixam a pele confortável. Fotos no mesmo local e iluminação ajudam a comparar a evolução.

Na adolescência, acne e oleosidade podem ser cuidadas com uma rotina simples e tratamento adequado ao tipo de lesão. Limpeza suave, hidratação confortável e proteção solar formam a base; cravos, espinhas inflamadas e marcas podem receber cuidados específicos.

Resposta direta

O que muda entre cravos e espinhas inflamadas?

Cravos são poros obstruídos; espinhas inflamadas acrescentam vermelhidão, inchaço e, às vezes, pus. Retinoides tópicos podem ajudar na desobstrução, enquanto o peróxido de benzoíla é uma das opções para acne inflamatória. A combinação é escolhida conforme as lesões e a tolerância. Quadros mais extensos ou profundos podem precisar de medicamento oral. O plano organiza onde aplicar, com que frequência e quando rever a resposta, para que o tratamento caiba na rotina da escola e das atividades.

Pessoa aplicando produto branco na bochecha, com um pote na outra mão.

A pele na adolescência

Na puberdade, os hormônios aumentam a atividade das glândulas sebáceas. Por isso, cravos, espinhas e excesso de oleosidade na pele podem aparecer no rosto, no peito e nas costas. Essas mudanças têm tratamento e não significam falta de cuidado.

Uma consulta com o dermatologista pode começar quando a acne incomoda, quando há dificuldade para escolher os produtos ou quando as lesões são dolorosas e deixam marcas.

Ao comparar produtos, observe qual função cada um cumpre: limpeza, hidratação, proteção solar ou tratamento da acne. Cada função pode ser atendida por um produto compatível com a tolerância e o tratamento da acne.

Ardor e ressecamento podem pedir ajuste da fórmula ou da frequência. Etapas bem toleradas podem continuar, enquanto o medicamento é escolhido para os cravos, espinhas inflamadas ou lesões profundas.

A melhora é acompanhada por menos lesões novas e mais conforto. O tratamento pode mudar com o tempo, conforme a resposta da pele e as atividades do dia a dia.

Avaliação dermatológica

Controle a acne e cuide da qualidade da sua pele

Cravos, espinhas inflamadas e lesões profundas podem precisar de tratamentos diferentes. Medicamentos tópicos ou orais controlam a acne; limpeza e hidratação ajudam a manter a rotina, e as marcas recebem atenção conforme a inflamação melhora.

Lesões atuais, rotina e marcas
Rotina diária
Limpeza suave e hidratação ajudam a tolerar os medicamentos, inclusive na pele oleosa.
Tratamento da acne
A escolha entre opções tópicas e orais considera o tipo, a extensão e a persistência das lesões.
Marcas e cicatrizes
Pigmentação e depressões têm tratamentos próprios, distintos do controle de novas espinhas.

Rotina de cuidados diários com a pele na adolescência: passo a passo

O primeiro passo é seguir uma rotina de cuidados. Montamos a seguir uma rotina muito prática e simples, com 3 etapas básicas.
Dermatologia clínica / diagnóstico

Quem examina a sua pele

Sinais parecidos podem ter causas diferentes; a consulta define prioridades, investigação e acompanhamento quando necessário.

Dra. Juliana Toma entrega amostras de dermocosméticos à paciente
Orientação de produtos
Mão alcança xícara de café na bandeja de boas-vindas da clínica
Recepção da clínica
Átrio central da clínica na Alameda Jaú, 695, Jardim Paulista
Átrio da clínica

1. Limpeza

Comece por lavar o rosto com um limpador suave, usando as pontas dos dedos. A limpeza de manhã, à noite e depois de suar ajuda a retirar resíduos sem precisar esfregar com bucha ou esponja.

Ao observar como sua pele responde à rotina, compare brilho, repuxamento e ardor. Uma pele muito seca depois de lavar pode pedir ajuste da fórmula, mesmo quando há acne.

Produtos de limpeza com ativos podem entrar no plano, mas o tratamento da acne não depende apenas do sabonete. Se você usa um medicamento que permanece na pele, a limpeza suave pode ser suficiente para acompanhar essa etapa.

2. Hidratação

O hidratante ajuda a manter a superfície confortável, inclusive quando há oleosidade. Isso é especialmente útil se o tratamento da acne deixa ressecamento. Na face, procure uma fórmula não comedogênica e observe o toque depois da aplicação, para ajustar a textura e a quantidade às regiões mais secas ou oleosas.

No corpo, distribua o hidratante onde a pele fica seca, de preferência depois do banho e da secagem com leves toques. Uma fórmula sem fragrância costuma ser uma escolha simples para pele sensível. O efeito principal é reduzir a perda de água na superfície; aplicar após o banho facilita espalhar o produto nas áreas ressecadas.

No rosto, aplique conforme a rotina do tratamento e use o protetor solar nas áreas expostas durante o dia. Um BB cream pode oferecer cor e algum FPS, mas a proteção depende das características do produto e da quantidade aplicada. Se você gosta de maquiagem, escolha fórmulas compatíveis com pele acneica e retire com suavidade à noite.

3. Proteção solar

Escolha protetor de amplo espectro, com proteção UVA e UVB, FPS 30 ou maior e resistência à água. Uma textura confortável facilita usar a quantidade indicada. Na pele acneica, fórmulas não comedogênicas são uma opção; se um produto incomoda, a textura pode ser ajustada.

A proteção acompanha a exposição: rosto, orelhas, pescoço e outras áreas descobertas também recebem sol em dias nublados. Roupas, chapéu e sombra ajudam a proteger durante o caminho para a escola, esportes e lazer. Isso se soma ao tratamento das manchas que podem ficar depois da acne.

Espalhe uma camada uniforme, cobrindo toda a área exposta conforme o rótulo. Ao ar livre, reaplique aproximadamente a cada duas horas e após nadar ou suar. Levar o produto na mochila facilita essa etapa. Não é necessário lavar o rosto a cada reaplicação; a limpeza acompanha o suor, os resíduos e o conforto da pele.

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Quais problemas mais comuns da pele do adolescente?

Na puberdade, as mudanças hormonais influenciam as glândulas sebáceas e a atividade de estruturas ligadas aos pelos e ao odor corporal. A intensidade dessas mudanças varia entre adolescentes.

Na prática, oleosidade, acne, descamação do couro cabeludo e odor depois de suar podem aparecer juntos, mas os cuidados são diferentes. Um shampoo trata o couro cabeludo; o medicamento da acne atua nas lesões; o antitranspirante é usado para reduzir suor.

A seguir, cada queixa é relacionada ao cuidado da região: rosto, couro cabeludo, áreas de suor e pés.

Pele oleosa na adolescência
Acne na adolescência
Dermatite seborreica na adolescência
Suor excessivo e odor desagradável nas axilas adolescência (bromidrose)
Odor desagradável nos pés

Pele oleosa

O aumento da oleosidade é comum na puberdade porque as glândulas sebáceas ficam mais ativas. O sebo aparece como brilho na face e deixa a raiz do cabelo oleosa com maior rapidez.

A limpeza ajuda a retirar o excesso acumulado, sem precisar deixar a pele repuxando. Se há cravos ou espinhas, o tratamento da acne é acrescentado conforme as lesões. No couro cabeludo, a frequência de lavagem acompanha a oleosidade e o uso de produtos.

Brilho, descamação e coceira indicam necessidades diferentes: controle de resíduos, cuidado da barreira e tratamento da inflamação quando presente.

Acne

A acne é comum na adolescência e pode aparecer como cravos, espinhas, nódulos ou cistos, principalmente no rosto e no tronco. A quantidade de lesões e o desconforto ajudam a escolher a intensidade do tratamento.

O plano pode reunir medicamentos tópicos e, em quadros mais extensos ou profundos, opções orais. Retinoides tópicos e peróxido de benzoíla são exemplos de recursos usados conforme a indicação. A aplicação é organizada para tratar a área afetada, seguindo o modo de uso prescrito.

A melhora costuma começar após algumas semanas; muitos tratamentos precisam de pelo menos seis a oito semanas para mostrar menos lesões novas. Menos espinhas novas, redução da inflamação e boa tolerância mostram a resposta ao cuidado. Se houver ardor importante, o plano pode ser ajustado para manter o tratamento mais confortável.

Dermatite seborreica

O couro cabeludo possui glândulas que produzem sebo. Na dermatite seborreica, a descamação e a inflamação aparecem em áreas ricas nessas glândulas, como couro cabeludo, sobrancelhas e laterais do nariz.

A caspa pode ser uma apresentação mais leve no couro cabeludo. O exame considera a distribuição e a aparência das escamas, pois outras alterações também podem descamar. A dermatite seborreica não é contagiosa nem sinal de falta de higiene.

O tratamento pode incluir shampoo medicamentoso e produtos para as áreas da face, conforme a intensidade. Distribua o shampoo no couro cabeludo e respeite o tempo de contato indicado. Quando a descamação melhora, a frequência pode ser ajustada para manutenção e controle das áreas que voltam a inflamar.

Suor excessivo

Suor e odor são queixas diferentes. O cheiro pode surgir quando microrganismos da pele atuam sobre secreções, especialmente em regiões úmidas como as axilas. Limpeza, secagem e troca de roupa ajudam na rotina.

Desodorantes atuam sobre o odor; antitranspirantes reduzem a quantidade de suor. Alguns produtos combinam as duas funções. A aplicação acompanha o rótulo e a região indicada, sobre pele seca e íntegra.

Depois de esporte ou de um dia quente, retire a roupa úmida e observe se o desconforto melhora. Se o suor molha roupas com frequência ou atrapalha escola e atividades, a avaliação pode identificar hiperidrose e discutir outras opções de tratamento.

Bromidrose plantar (Chulé)

O odor dos pés costuma estar relacionado à umidade, aos microrganismos da pele e ao tempo dentro de calçados fechados. A estratégia combina cuidado dos pés com secagem de meias e sapatos.

Lave os pés diariamente e depois de atividades que deixem muito suor, conforme a necessidade. Seque bem, inclusive entre os dedos, com toques suaves. Use meias limpas e troque quando estiverem úmidas.

Alternar os pares de calçados permite que cada um seque antes do próximo uso. Observe também palmilhas e o interior das chuteiras, que podem continuar úmidos depois do treino.

Pós próprios para os pés ou antitranspirantes podem ser considerados conforme o rótulo. Se há coceira, descamação ou fissuras entre os dedos, vale examinar a pele para identificar uma possível micose. Odor persistente, mesmo com essa rotina, também pode pedir um tratamento específico.

Para uma espinha inflamada, mantenha o tratamento indicado e poupe a região de apertos e atrito. Isso ajuda a limitar a irritação. Se há uma lesão profunda e dolorosa, a dermatologista pode avaliar uma conduta específica para aliviar o quadro.

Acne, oleosidade e descamação têm cuidados próprios. A avaliação define o tratamento das lesões e ajusta os produtos que provocam desconforto. Etapas bem toleradas podem continuar, com acompanhamento da resposta e da evolução da pele ao longo do tempo.

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Dra. Juliana TomaDermatologista · CRM-SP 156490 · RQE 65521Formação e residência em Dermatologia pela UNIFESP-EPM.

Consulta particular de 1 hora, com avaliação dos sintomas e exame da pele de todo o corpo antes de qualquer tratamento. Os retornos são realizados com a mesma médica.

Dra. Juliana Toma explica uma imagem no monitor à paciente.

Fotografia · ConsultaExplicação de imagens durante a consulta.

Dra. Juliana Toma

UNIFESP-EPM
Medicina e Dermatologia
AMB / SBD
Especialista e sociedade médica
Sírio-Libanês
Dermatologia Oncológica
HC-FMUSP
Tricologias, Discromias e Acne
Harvard Medical School
Pesquisa Clínica
CREMESP
Câmara Técnica 2018-2023
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Perguntas frequentes

O mesmo tratamento serve para cravos e espinhas profundas?

Alguns medicamentos atuam em mais de um tipo de lesão, mas o plano muda quando há inflamação intensa, nódulos ou áreas extensas. Por isso, duas pessoas com acne podem receber combinações diferentes.

Como perceber se o tratamento está ajudando?

A redução de lesões novas costuma ser mais útil do que observar uma espinha isolada. A resposta aparece ao longo de semanas; marcas antigas podem permanecer enquanto a acne já está mais controlada.

Área de espera junto à escada e ao átrio da clínica.
Fotografia da clínica · AmbienteÁrea de espera junto ao átrio da clínica.
Foto e descrição

Área de espera junto à escada e ao átrio da clínica.

Área de espera junto à escada e ao átrio da clínica.
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Consulta
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Localização
Alameda Jaú, 695Jardim Paulista · São Paulo
Chegada
Estacionamento cobertocom manobrista gratuito
Autoria do artigo e formação
Autoria médica
Dra. Juliana Toma

Dra. Juliana Toma

Dermatologia clínica, cosmiatria e tecnologias dermatológicas com avaliação médica individualizada.

Canais oficiais
Médica DermatologistaCRM-SP 156490 / RQE 65521

Médica formada pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM), com Residência Médica em Dermatologia pela UNIFESP-EPM, Título de Especialista em Dermatologia pela AMB e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Tem formação complementar em Dermatologia Oncológica pelo Instituto Sírio-Libanês, fellow em Tricologias, Discromias e Acne pelo Hospital das Clínicas da FMUSP, e pós-graduação em Pesquisa Clínica pela Harvard Medical School.

Foi Conselheira do CREMESP e Coordenadora da Câmara Técnica de Dermatologia do CREMESP (2018-2023).

UNIFESP-EPMMedicina e DermatologiaAMB / SBDEspecialista e sociedade médicaSírio-LibanêsDermatologia OncológicaHC-FMUSPTricologias, Discromias e AcneHarvard Medical SchoolPesquisa ClínicaCREMESPCâmara Técnica 2018-2023

Participação na imprensaUOL VivaBem · Cuidados com a pele oleosa · 2024