Unha preta pode ser sangue após trauma, micose ou pigmentação. Entenda os padrões da mancha, o exame da unha e as opções de tratamento.
Neste artigo
Uma unha pode ficar preta por sangue após uma pancada, pigmento, infecção ou outras alterações. Melanoníquia é o nome dado à pigmentação por melanina; um hematoma sob a unha tem outro mecanismo. Formato da mancha, número de unhas afetadas, dor e evolução ajudam a separar essas possibilidades.
Depois de uma pancada ou de pressão repetida do calçado, pode haver sangue entre a unha e o tecido que fica abaixo dela. Já uma faixa que acompanha o comprimento da unha pode ter origem na matriz, onde a lâmina é formada. Essa diferença muda o que será examinado e acompanhado.
A consulta compara a unha alterada com as demais e observa a pele ao redor. Fotos anteriores e a data aproximada do início ajudam a entender a mudança. Conforme os achados, o plano pode incluir acompanhamento, coleta para fungos ou investigação de uma lesão pigmentada.
Resposta direta
O que observar em uma unha escura?
A cor pode formar uma mancha localizada, uma faixa ou uma alteração difusa. Impacto, pressão do calçado e alguns medicamentos produzem padrões diferentes. Uma faixa nova, aumento da área pigmentada ou mudança da pele ao redor merecem avaliação dermatológica.
Anatomia da Unha: Entenda Sua Estrutura
Estruturas Principais
Matriz ungueal
Fica na região da base, sob a dobra proximal. Produz a lâmina que cresce para a ponta do dedo.
Leito ungueal
É o tecido sob a lâmina. A cor dessa região pode aparecer através da unha.
Lâmina ungueal
É a parte dura visível. Sua superfície, espessura e transparência ajudam na avaliação.
Hiponíquio
Fica sob a borda livre, na ponta. Ajuda a proteger a passagem entre a unha e a pele.
Onde Ocorrem as Alterações?
Uma lesão na matriz pode alterar a formação da unha nova. Se o dano for temporário, a lâmina pode voltar a crescer com aspecto habitual; uma cicatriz nessa região pode deixar uma deformidade persistente.
No leito, o sangue fica sob a lâmina e pode ser visto através dela. A pressão nesse espaço ajuda a explicar a dor pulsátil após uma pancada.
Unha preta: como reconhecer os padrões
Leia também: listra preta na unha, unha verde.
A unha sem esmalte ou cobertura permite examinar melhor a cor, as bordas e o descolamento da lâmina. O exame também avalia cutícula, sola do pé e outras unhas. Quando a hipótese é micose, uma amostra da unha pode confirmar a presença de fungos e orientar o tratamento.
Cor, superfície e localização da mudança
| Padrão | Pista comum | O que fazer |
|---|---|---|
| Hematoma | História de pancada, sapato apertado ou corrida | Acompanhar se a mancha avança com o crescimento da unha |
| Micose | Unha grossa, quebradiça, descolada ou com mudança de cor | Coleta de material pode orientar a escolha do antifúngico |
| Faixa escura | Listra que nasce na base da unha | Dermatoscopia analisa cor, largura e regularidade da faixa |
| Pigmento na pele ao redor | Cor saindo da unha para cutícula ou lateral | Procurar avaliação com prioridade |
Perguntas comuns
Unha preta é sempre fungo?
Não. Fungo é uma possibilidade, mas trauma, hematoma e pigmento da matriz também podem escurecer a unha.
Quando a listra preta preocupa?
Quando é nova, aumenta, tem bordas irregulares, muda rápido ou pigmenta a pele ao redor da unha.
Laser serve para unha preta?
A indicação se concentra em casos selecionados de onicomicose, com objetivo e acompanhamento definidos. Para sangue ou pigmento da matriz, a conduta é outra.
Ver sinais de alerta em listra preta na unha e entender quando laser para onicomicose pode ser indicado.
Rotas úteis: mancha preta focal, listra preta ou linha, micose na unha, atlas de manchas nas unhas, melanoma em pés, mãos e unhas.

Três perguntas para entender a mudança
Trauma Recente?
Mancha que surge após impacto, com dor inicial e melhora gradual
Múltiplas Unhas?
O exame compara padrões em várias unhas e considera pele, medicamentos e atividades repetitivas
Mudou de aspecto?
Fotos anteriores ajudam a mostrar aumento da faixa, mudança de cor ou alteração na pele ao redor
Informações que orientam a prioridade
A dermatoscopia amplia detalhes da unha e da pele ao redor. Quando uma lesão precisa de análise ao microscópio, a avaliação define o local da biópsia e o encaminhamento adequado.
Traumas e Contusões
O trauma é a causa mais comum de unhas escuras. Impactos diretos, calçados apertados ou atividades repetitivas (como corrida) podem causar hematoma subungueal – acúmulo de sangue sob a unha.
Características do trauma:
- Aparecimento súbito após impacto
- Coloração roxa a preta
- Dor pulsátil inicial que melhora em dias
- Geralmente afeta uma única unha
- Pode haver descolamento da unha após semanas
Tratamento:
Após confirmação do diagnóstico, um hematoma pode acompanhar o crescimento da unha até a borda; o tempo varia e pode ser de meses. Dor intensa após trauma precisa de avaliação para definir se há necessidade de drenagem ou investigação de outra lesão. Não perfure a unha em casa: a indicação e a técnica são decisões do profissional.
Quando o hematoma se repete, vale revisar a pressão do calçado e a atividade que antecede a dor. Se não houver uma explicação clara, o exame considera também medicamentos e outras causas de sangramento.
Unha escura · registro orientado
Veja como um hematoma pode se deslocar
Depois de avaliar a unha, a dermatologista pode orientar comparação de imagens. A posição da mancha em relação à base também ajuda a descrever a evolução.
Crescimento da unha e posição da mancha
Em um hematoma, o sangue pode avançar em direção à borda livre com o crescimento da unha. A área junto à base tende a ficar livre da mancha; esse deslocamento ajuda no acompanhamento definido após o exame.
A lâmina pode se soltar do leito depois da lesão. A parte descolada perde a aderência e pode parecer mais branca ou opaca, além da mancha de sangue. A avaliação verifica também feridas e dano à matriz.
Onicomicose (Infecção Fúngica)
A onicomicose é uma infecção por fungos que pode causar escurecimento, espessamento e destruição da unha. É mais comum nos pés devido ao ambiente úmido e quente dos calçados.
Sinais característicos:
- Escurecimento amarelado ou amarronzado
- Espessamento da unha
- Fragilidade e quebra fácil
- Acúmulo de debris (restos) sob a unha
- Pode afetar várias unhas simultaneamente
Fatores de risco:
- Idade avançada (mais comum após 60 anos)
- Diabetes mellitus
- Problemas circulatórios
- Imunossupressão
- Frequência a piscinas e academias
- Uso de calçados fechados por longos períodos
Tratamento:
O tratamento combina controle do fungo e acompanhamento do crescimento. O medicamento pode terminar antes de toda a parte alterada sair; por isso, o aspecto melhora gradualmente. As opções incluem:
- Antifúngicos tópicos: Esmaltes medicamentosos (ciclopirox, amorolfina)
- Antifúngicos orais: Terbinafina ou itraconazol, com esquema e duração conforme a unha, o histórico e a formulação
- Laserterapia: pode ser considerada em casos selecionados para melhorar o aspecto da unha. O plano distingue esse objetivo do controle da infecção e define como acompanhar cada um.
- Associação de tratamentos: Pode reunir medicação e redução da espessura da unha, conforme a extensão e a resposta
O diagnóstico envolve exame micológico (coleta de material para análise) antes de iniciar o tratamento.
Medicamentos e Substâncias
Certos medicamentos podem causar hiperpigmentação ungueal como efeito colateral. A relação com o início do tratamento e o padrão em várias unhas ajudam a reconhecer essa possibilidade; qualquer ajuste é combinado com o prescritor.
Medicamentos comuns que causam escurecimento:
- Quimioterápicos: Ciclofosfamida, doxorubicina, bleomicina
- Antimaláricos: Cloroquina, hidroxicloroquina
- Antibióticos: Tetraciclinas, minociclina
- Antirretrovirais: Zidovudina (AZT)
- Psoralênicos: Usados em fototerapia para psoríase
Mecanismo:
Os medicamentos podem pigmentar a unha por:
- Deposição de pigmento em estruturas da unha ou no tecido sob a lâmina
- Estímulo da produção de melanina
- Alterações dos vasos ou descolamento da lâmina, que podem acompanhar sangramento
Conduta:
A minociclina pode produzir uma coloração azul-acinzentada no tecido sob a unha; antimaláricos podem causar pigmentação amarronzada. Zidovudina e alguns quimioterápicos podem estimular faixas de melanina. O local e a cor da mudança ajudam a interpretar o efeito de cada medicamento.
O prescritor avalia se o tratamento pode ser mantido, ajustado ou trocado. Em algumas situações, o benefício do medicamento justifica continuar o uso apesar da mudança estética.
A melhora pode demorar meses depois de um ajuste, acompanhando a renovação da unha. Uma coloração situada no leito pode ter evolução diferente da pigmentação incorporada à lâmina.
Unha Encravada (Onicocriptose)
A unha encravada ocorre quando a borda da unha penetra na pele ao redor, causando inflamação, dor e, frequentemente, escurecimento por sangramento.
Estágios da unha encravada:
- Fase inflamatória: Vermelhidão, dor leve, inchaço
- Fase de abscesso: Dor intensa, secreção purulenta, escurecimento
- Fase de granuloma: Formação de “carne esponjosa” (granuloma piogênico)
- Fase crônica: Infecção recorrente, deformidade ungueal
Tratamento conservador (fases iniciais):
- Banhos de água morna com sal
- Proteção da borda e técnica de alívio indicadas pelo profissional, conforme o exame
- Uso de calçados abertos na frente
- Após a fase dolorosa, corte reto, preservando os cantos; evite cavar a lateral
- Antibiótico quando uma infecção é diagnosticada e há indicação clínica
Tratamento cirúrgico (casos avançados ou recorrentes):
- Matrizectomia parcial: Remoção da borda lateral da matriz para prevenir novo encravamento
- Fenolização: Aplicação de fenol para destruir seletivamente a matriz lateral
- Tratamento a laser: O laser de CO2 pode ser uma ferramenta cirúrgica para tratar parte da matriz em casos selecionados
Quem tem diabetes ou circulação comprometida deve procurar orientação desde o início da dor. O cuidado profissional ajuda a escolher a proteção, o curativo e a necessidade de tratar a borda encravada.
Melanoníquia (Listras Escuras)
Melanoníquia é a pigmentação marrom ou preta por melanina. Ela pode formar uma faixa longitudinal ou atingir uma área mais difusa da unha. Pode ocorrer por maior atividade das células produtoras de pigmento ou por aumento dessas células, como em um nevo; algumas lesões exigem investigação de melanoma.
Achados que podem acompanhar pigmentação benigna:
- Múltiplas unhas afetadas
- Listras uniformes, paralelas e regulares
- Cor estável ao longo do tempo
- Mais comum em pessoas de pele morena ou negra
- Pode estar presente desde a infância
Sinais de alerta (podem indicar melanoma):
- Listra única (especialmente no polegar, indicador ou dedão)
- Largura maior que 3 mm, considerada junto com a evolução e os demais achados
- Bordas irregulares ou desfocadas
- Mudança de cor ou largura recente
- Envolvimento da cutícula (sinal de Hutchinson)
- Sangramento ou ulceração
Avaliação dermatológica:
Toda melanoníquia nova em adultos deve ser avaliada com dermatoscopia (exame com lente de aumento especializada). Se houver características suspeitas, é indicada biópsia da matriz ungueal para análise histopatológica.
A documentação fotográfica pode ser usada quando o exame indica acompanhamento. Ela permite comparar a largura e as linhas da faixa em retornos definidos pela dermatologista. O intervalo e a necessidade de colher uma amostra dependem do padrão observado.
Melanoma Ungueal
O melanoma ungueal é um câncer que envolve as células produtoras de pigmento da unidade da unha. Pode aparecer como uma faixa que muda ou como uma lesão sob a lâmina. A investigação se concentra nos achados da própria unha, em pessoas de qualquer tonalidade de pele.
Critérios avaliados em uma faixa pigmentada:
- Idade e início: Quando a faixa apareceu e se é nova na vida adulta
- Banda: Largura, regularidade e proporção da unha ocupada
- Mudança: Evolução da pigmentação ou do formato
- Dedo: Qual unha mudou e como se compara com as demais
- Extensão: Pigmentação na cutícula ou nas laterais
- Histórico: Melanoma pessoal ou na família
Diagnóstico:
- Dermatoscopia: Ampliação dos detalhes da faixa e da pele ao redor
- Biópsia: Necessária para confirmação histológica
- Exame anatomopatológico: Define espessura e características do tumor
Tratamento:
O tratamento padrão é cirúrgico:
- Retirada da lesão: A cirurgia remove o tumor com margens; em alguns casos, pode exigir retirada de parte do dedo
- Biópsia de linfonodo sentinela: Pode ser indicada conforme a espessura e outras características do melanoma para investigar disseminação
- Terapias adjuvantes: Imunoterapia ou terapia-alvo se necessário
O resultado da biópsia informa a espessura e outras características que orientam o tratamento. A equipe explica a extensão da cirurgia, a necessidade de reconstrução e se exames adicionais fazem sentido. Essas decisões são tomadas após a confirmação, conforme o estágio da doença.
Carcinoma Espinocelular
O carcinoma espinocelular também pode ocorrer na região da unha. Uma apresentação possível é uma área ulcerada ou semelhante a verruga que permanece apesar do cuidado local. O exame e, quando indicado, a biópsia esclarecem a alteração.
Características clínicas:
- Lesão ulcerada ou verrucosa na borda da unha
- Sangramento fácil
- Destruição progressiva da unha
- Pode simular verruga ou infecção fúngica crônica
- Mais comum em homens acima de 50 anos
Fatores de risco:
- Exposição prévia à radiação ionizante (raios X), como em radiologistas e dentistas de exposição antiga
- Infecção por HPV (papilomavírus humano)
- Imunossupressão
- Exposição a carcinógenos (arsênio, hidrocarbonetos)
- Trauma crônico ou inflamação persistente
Tratamento:
O tratamento principal é cirúrgico, com margens adequadas. Em casos selecionados, pode-se utilizar:
- Cirurgia de Mohs (para preservação de tecido)
- Radioterapia (para pacientes não candidatos a cirurgia)
- Criocirurgia: opção excepcional para doença in situ, com evidência limitada; a escolha considera a dificuldade de confirmar a eliminação de toda a lesão
O controle depende da retirada completa e da extensão da lesão. O acompanhamento procura recorrência local; quando há suspeita de invasão mais profunda, exames de imagem podem esclarecer o comprometimento do osso.
Doenças Sistêmicas
Algumas doenças sistêmicas podem manifestar alterações ungueais, incluindo escurecimento.
Doenças endócrinas:
- Doença de Addison: Hiperpigmentação difusa incluindo unhas
- Síndrome de Cushing: Estrias e alterações de pigmentação
- Hipertireoidismo: Unhas quebradiças com estrias
Doenças reumatológicas:
- Lúpus eritematoso: Manchas vermelhas sob a unha
- Psoríase: Manchas amareladas ou avermelhadas, descolamento e pequenas depressões na superfície
- Doença de Reiter: Ceratodermia e alterações ungueais
Doenças nutricionais e metabólicas:
- Deficiência de vitamina B12: Hiperpigmentação
- Hemossiderose: Deposição de ferro
- Porfiria: Fotossensibilidade e alterações ungueais
Avaliação:
Quando há suspeita de doença sistêmica, além do exame dermatológico completo, podem ser solicitados:
- Exames laboratoriais específicos
- Avaliação por outros especialistas (endocrinologista, reumatologista)
- Monitoramento das alterações ungueais como marcador de atividade da doença
A investigação é direcionada pelos achados do exame e pelo histórico. A aparência da unha, isoladamente, não indica quais exames de sangue ou avaliações especializadas serão úteis.
Traumas Repetitivos (Corrida, Esportes)
Atletas, especialmente corredores, frequentemente desenvolvem unhas escuras devido a microtraumas repetitivos. O impacto constante dos dedos contra a frente do tênis causa hematomas subungueais crônicos.
Mecanismo nos corredores:
- Descida dos dedos durante a passada
- Impacto contra a parte anterior do calçado
- Compressão dos vasos sanguíneos subungueais
- Extravasamento de sangue e formação de hematoma
Prevenção para atletas:
- Calçados adequados: 1-1,5 cm de espaço entre o dedo mais longo e a ponta; teste com a meia usada no treino. O pé não deve deslizar e bater na frente durante descidas
- Técnica de amarração: Evitar compressão na região dos dedos
- Meias técnicas: Materiais que ajudam a retirar umidade da pele e reduzir atrito, como poliéster ou lã merino. O algodão puro retém suor e pode aumentar o atrito
- Manutenção das unhas: Cortar retas, sem arredondar os cantos ou deixar muito rentes à pele; após o banho, ficam mais macias
- Conforto durante a corrida: Rever pressão e atrito se o mesmo dedo machuca em treinos repetidos
Tratamento:
Além das medidas preventivas, o tratamento é similar a outros hematomas subungueais. Atletas profissionais podem se beneficiar de avaliação por podólogo esportivo para ajuste de calçados e palmilhas.
Outras Causas
Neoplasias benignas:
- Nevo da matriz ungueal: “Sinal” benigno na unha, geralmente estável
- Glomus tumor: Tumor vascular benigno, causa dor intensa e desproporcional ao toque
- Cisto mixoide: Relacionado a osteoartrite, pode deformar a unha
Infecções:
- Paroníquia crônica: Inflamação da cutícula que pode escurecer a unha
- Infecção por Pseudomonas: Pigmentação esverdeada (mais que escura)
- Hanseníase: Pode causar atrofia e pigmentação ungueal
Outros padrões de alteração ungueal:
- Melanoníquia longitudinal congênita: Presente desde a infância, geralmente benigna
- Síndrome da unha amarela: Unhas amareladas e espessas, associada a linfedema
Exposição a metais e diferenças de pigmentação:
- Prata (argiria): Pigmentação azul-acinzentada
- Ouro (crisíase): Ligada sobretudo a antigos tratamentos com sais de ouro, produz pigmentação azul-acinzentada na pele; as unhas normalmente não são afetadas
- Mercúrio: Pigmentação acinzentada
A avaliação dermatológica diferencia estas condições. Na Clínica Dra. Juliana Toma, utilizamos dermatoscopia e, quando necessário, exames complementares para diagnóstico preciso.
Consulta médica
Entenda a mudança de cor da sua unha.
Na consulta, a cor, a textura e a evolução da unha são analisadas para definir se o cuidado será acompanhamento, tratamento de micose ou investigação de uma faixa pigmentada.
Recuperação depois do trauma
Depois do trauma: o que muda em cada etapa
Dor e pressão podem predominar. Uma compressa fria protegida por pano e repouso do impacto ajudam no conforto.
A dor pode melhorar antes da cor. Pressão forte, ferida ou suspeita de fratura pedem avaliação.
No hematoma acompanhado, a mancha se desloca para a borda. Parte da unha pode se soltar.
A substituição leva meses e é mais lenta nos pés. O aspecto final depende também do dano à matriz.
Dor intensa após uma pancada, pus ou febre pedem avaliação. Leve em conta também se há dificuldade para apoiar o pé ou mover o dedo.
Cuidado individual
Cuidados para a unha e acompanhamento da melhora.
O exame da cor, da superfície e da pele ao redor define o cuidado da unha. Conforme o padrão, a investigação pode incluir coleta para fungos ou dermatoscopia, além do acompanhamento da unha nova.
Onicomicose: Entenda a Infecção Fúngica
Como Ocorre a Infecção
- Contato com o fungo: Ambientes úmidos (piscinas, vestiários)
- Penetração: Através de microlesões na pele ou unha
- Colonização: Fungo se alimenta da queratina da unha
- Propagação: Destruição progressiva da estrutura ungueal
- Cronicidade: Pode persistir e comprometer conforto e aparência da unha
Como o tratamento chega à unha
Atuam na superfície e precisam penetrar a lâmina. Reduzir a espessura pode facilitar essa passagem.
A escolha considera extensão da infecção, outros remédios e função do fígado. A duração varia com o medicamento e a unha.
A melhora visual e a presença do fungo são avaliadas separadamente no acompanhamento.
O que a coleta de material esclarece
Trauma e psoríase podem se parecer com micose. A coleta de fragmentos ou material sob a unha ajuda a identificar fungos. O resultado é interpretado junto com o exame para escolher a medicação e acompanhar o crescimento da parte nova.
Como é feita a biópsia da unha
A biópsia retira uma pequena amostra da região que precisa ser investigada. O local é escolhido de acordo com a origem da alteração: uma faixa produzida na matriz exige uma amostra que represente essa região. A análise microscópica esclarece quais células estão causando a mudança.
O procedimento costuma ser feito com anestesia local no dedo. Conforme o local da amostra, pode ser necessário levantar ou retirar parte da lâmina para alcançar o tecido. A técnica procura obter material suficiente e preservar o crescimento da unha.
Após a coleta, a área recebe proteção e orientações de curativo. Sangramento, infecção e cicatriz são possíveis complicações. Uma cicatriz na matriz pode modificar o formato da unha que crescerá depois; por isso, o local e o tamanho da amostra são planejados antes do procedimento.
O que muda depois do diagnóstico
O exame micológico analisa material da unha para procurar fungos. A biópsia examina tecido e células de uma lesão. São exames com objetivos diferentes: a escolha depende do que foi encontrado na consulta, e o resultado orienta a conduta.






