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Tudo o que você precisa saber sobre melasma no pescoço

O melasma no pescoço é a manifestação extra facial mais comum da condição. O melasma é uma doença autoimune que surge principalmente em mulheres (90% dos casos), caracterizada por manchas que aparecem principalmente na face, pescoço, braços e antebraços. 

Apesar de não doer ou coçar, causa um grande desconforto ao paciente, que precisa lidar com manchas que lhe causam vergonha. Por isso muitas pessoas buscam tratamento, cujo objetivo é atenuar e clarear as lesões. 

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Continue lendo o post, entenda mais sobre o melasma no pescoço, porque aparece, qual o melhor tratamento, entre outras informações sobre a condição. Acompanhe!   

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Porque surge o melasma no pescoço?

As máculas hiperpigmentadas aparecem principalmente em regiões expostas ao sol sem proteção. Depois da face, que corresponde a 66% dos casos, o pescoço é a região com maior incidência de melasma e um dos motivos é a sua exposição solar. 

As manchas são escuras, planas, sem crostas, e se distribuem de forma simétrica, ou seja, se no lado esquerdo do pescoço surgir uma mácula, no lado direito outra surgirá com as mesmas características. A intensidade, formato e coloração vai depender da tonalidade da pele, variando conforme a quantidade de melanina depositada no local.  

Além da exposição solar, são fatores de riscos ou catalisadores do melasma:

alterações hormonais devido à gravidez;
uso de anticoncepcionais;
terapia de reposição hormonal;
uso de maquiagens e cosméticos que irritam a pele;
disfunções na tireoide;
exposição a altas temperaturas;
medicamentos para hipertensão, epilepsia e outras enfermidades.

Melasma ou acantose nigricans? Como diferenciar?

Assim como o melasma, a acantose nigricans também surge no pescoço e acomete principalmente pessoas de pele mais escura, como de etnias africanas, indígenas, hispânicas e asiáticas. 

Apesar de serem clinicamente semelhantes, há uma série de diferenças que podem ser evidenciadas em uma consulta para o diagnóstico. A primeira delas é o padrão que nem sempre é simétrico na acantose nigricans. 

Diferente do melasma, as manchas de acantose são mais comuns em pessoas com sobrepeso e histórico de diabetes mellitus. Além disso, as manchas da acantose apresentam uma textura aveludada, podendo ou não coçar. Também podem acometer outros locais que nem sempre são expostos ao sol, como as dobras das axilas ou virilhas. 

O diagnóstico diferencial entre as duas dermatites é essencialmente clínico e avalia também o histórico do paciente. Em geral, pessoas com melasma apresentam predisposição em 55% dos casos gerais, podendo chegar a 80%, dependendo da etnia (no caso a indígena). 

Quais os impactos causados pelo melasma no pescoço?

Muitas mulheres, as mais acometidas pelo melasma, sofrem com um grande impacto negativo na vida social, familiar e profissional. O desconforto causado pelas manchas faze com que recorram a agentes para escondê-las, que vão desde maquiagens à roupas que cobrem o colo e o pescoço. 

De acordo com o estudo “Impacto do Melasma na Autoestima de Mulheres”, o melasma pode afetar a autoestima, reduzindo a qualidade de vida.

A dermatite vem acompanhada de questões que comprometem o bem-estar emocional, as quais contribuem para manifestações de ansiedade, tristeza excessiva e depressão. 

O estudo mostrou que os pacientes sentiam que fatores relacionados a sua vida social, amorosa, recreação, lazer e bem-estar emocional foram afetados pela condição. Um total de 44.4% acreditam que o melasma é responsável por sua baixa autoestima.

Melasma no pescoço tem cura?

Não, o melasma é uma condição crônica, que pode desaparecer por si só e retornar caso o paciente seja exposto novamente ao fator de risco que desencadeia a formação das manchas. 

Apesar de não haver uma cura, existem terapias cujo objetivo é clarear as manchas, fazendo com que fiquem com a tonalidade semelhante à da pele saudável.

Qual o tratamento para tratar o melasma no pescoço?

O melasma é uma disfunção estética que ainda não está completamente elucidada. Isso quer dizer que o tratamento exige o conhecimento detalhado dos possíveis catalisadores, para assim definir a terapia adequada para cada caso. 

Existe uma extensa linha de tratamentos para o melasma no pescoço, começando pela fotoproteção. Muitas vezes, parar de se expor ao sol em determinados horários, utilizar protetor solar adequado, óculos de sol e roupas de fibra natural já é o suficiente para reduzir as manchas. 

No entanto, o dermatologista pode indicar tratamentos que vão desde a aplicação de pomadas e cremes a procedimentos estéticos, como peeling, microagulhamento, laserterapia, luz pulsante, entre outros.

Receitas caseiras funcionam para o melasma no pescoço?

Se você procurar na internet, pode ver algumas receitas caseiras como óleo de rosa mosqueta, babosa, argila branca, entre outras, no entanto, é importante evitá-las, pois cada organismo se comporta de maneira diferente. Somente o dermatologista pode indicar o tratamento para melasma.

Quando consultar um dermatologista?

O dermatologista é o profissional mais indicado para diagnosticar o melasma no pescoço, diferenciá-lo da acantose e definir o tratamento mais eficaz. Portanto, ao identificar manchas no rosto, pescoço, braços ou antebraços, notar sinais que aumentam de tamanho, entre outros sintomas na pele, cabelos ou unhas, não deixe de consultá-lo. 

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UM POUCO SOBRE A DRA.

Dra. Juliana Toma

CRM-SP 156490 / RQE 65521

Médica dermatologista, com Residência Médica pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM).

Especialização em Dermatologia Oncológica pelo Instituto Sírio Libanês. Fellow em Tricologia, Discromias e Acne pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Pós-Graduação em Pesquisa Clínica pela Harvard Medical School – EUA

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Dra. Juliana Toma – Médica Dermatologista pela Universidade Federal de São Paulo – EPM

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Dra. Juliana Toma

Médica Dermatologista - CRM-SP 156490 / RQE 65521 | Médica formada pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM), com Residência Médica em Dermatologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM), com Título de Especialista em Dermatologia. Especialização em Dermatologia Oncológica pelo Instituto Sírio Libanês. Fellow em Tricologias, Discromias e Acne pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Pós-Graduação em Pesquisa Clínica pela Harvard Medical School – EUA. Ex-Conselheira do Conselho Regional de Medicina (CREMESP). Coordenadora da Câmara Técnica de Dermatologia do CREMESP (2018-2023).

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