Queratose seborreica:
diagnóstico e remoção

Resposta dermatológica

A queratose seborreica é uma lesão benigna que pode incomodar pelo atrito ou pela aparência.

Queratose seborreica: por que examinar antes de remover?

Queratose seborreica costuma ser uma lesão benigna, elevada, áspera ou com aparência de crosta colada na pele. Mesmo assim, lesões escuras, irregulares, que mudam, sangram ou crescem rápido precisam ser diferenciadas de melanoma e outras lesões antes de remover.

Quando a lesão prende na roupa, irrita ou incomoda pela aparência, a consulta compara as opções de retirada e os cuidados com a cicatrização. A remoção deve ser feita por profissional após confirmar o diagnóstico.

Neste artigo
BenignaÉ comum, mas deve ser reconhecida corretamente.
DermatoscopiaAjuda a distinguir de lesões pigmentadas suspeitas.
RemoçãoPode ser feita por incômodo, estética ou atrito.

O que orienta a escolha

Uma decisão para cada lesão

Lesão típica e confortável

A retirada não é obrigatória para uma queratose benigna.

Na práticaInforme há quanto tempo está presente e leve fotos antigas.

Lesão diferente ou em mudança

Cor, crescimento e sangramento justificam exame específico.

Na práticaMostre a lesão que mudou, mesmo que existam outras semelhantes.

Atrito ou incômodo estético

Espessura e local influenciam técnica e recuperação.

Na práticaPergunte como cuidar da área e quando retomar os produtos habituais.

Detalhes práticos

Para a consulta
Mostre quais lesões prendem na roupa, irritam ou incomodam pela aparência. Antes da retirada, pergunte como a região ficará durante a cicatrização, quais cuidados precisará e se haverá análise do material.
Próxima etapa
Pergunte como cuidar da área e quando retomar os produtos habituais.

Perguntas comuns

É verruga?

Pode parecer, mas não é a mesma coisa.

Vira câncer?

É benigna; o exame diferencia outras lesões que podem se parecer com ela.

Dá para retirar?

Sim, quando há indicação.

Leia também: crostas e ceratose actínica, melanoma, pinta: quando se preocupar.

Nota médica: A dermatoscopia ajuda a decidir se a lesão é segura para remoção estética ou se precisa de investigação.

Queratose seborreica é uma lesão benigna comum, com aparência de mancha ou verruga grudada na pele. Pode ser marrom, preta, amarelada ou áspera, mas algumas lesões pigmentadas podem parecer semelhantes a pintas e câncer de pele no olhar leigo.

Resposta direta

Quando procurar dermatologista?

A consulta ajuda quando a lesão prende na roupa, irrita ou incomoda pela aparência. Mostre também qualquer lesão nova ou diferente das demais: o exame esclarece o diagnóstico e permite discutir acompanhamento, retirada e cuidado da cicatrização.

Ver avaliação dermatológica

Queratose seborreica

O que é a queratose seborreica?

A Queratose Seborreica (chamaremos de QS) é uma proliferação benigna de células da epiderme, a camada mais superficial da pele. É uma condição muito comum, sobretudo em pessoas acima dos 40 anos, aumentando sua prevalência conforme a idade. Afeta homens e mulheres igualmente, sendo mais comuns em indivíduos de pele branca.  As lesões são castanhas, pretas ou castanhas-claras. Seu aspecto é escamoso, ceroso e ligeiramente elevado, parecido com verrugas, mas de pele mole. Clinicamente, são pápulas planas ou verrucosas, que apresentam ou não tampões foliculares.  Geralmente estão distribuídas entre face, pescoço, peitos e costas, podendo aparecer em qualquer região, com exceção das palmas das mãos e planta dos pés, e das membranas mucosas.

As lesões variam de poucos milímetros a alguns centímetros. Na maioria dos casos crescem lentamente, podendo ser arredondadas ou ovais. Muitas têm aparência de algo colado sobre a pele e sua superfície pode ser verrucosa, aveludada, crostosa, graxenta ou descamativa. Quando o exame deixa dúvida, a análise de uma amostra esclarece quais células formam a lesão. Essa informação pode mudar a escolha da retirada.  A queratose seborreica comum é uma lesão benigna e não é, por si só, uma síndrome paraneoplásica. O surgimento súbito de muitas lesões ou uma mudança incomum merece exame para esclarecer o quadro.

Quais os sintomas?

A QS é caracterizada pelo aparecimento de lesões, cujos sintomas principais são:

  • Coloração de castanha a negra;
  • Lesão semelhante a uma verruga de pele, mas com um aspecto mais mole;
  • Formato oval ou circular e com bordas bem definidas;
  • Tamanho variado, chegando a 2,5 cm de diâmetro;
  • Podem ser planas ou apresentar uma forma mais elevada.

Quais as causas?

A ceratose seborreica não tem causa específica, sendo principalmente relacionada com fatores genéticos. No entanto, há alguns fatores de risco dos quais podemos listar:

  • Idade – A condição geralmente se desenvolve em pessoas de meia idade, acima dos 40 e o risco aumenta com a idade. 
  • Genética – Membros da família que já desenvolveram a condição. O risco aumenta de acordo com o número de parentes afetados. 
  • Exposição ao sol – Pode ter participação, mas essa relação ainda não está totalmente esclarecida. As lesões também aparecem em áreas cobertas.

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Atendimento de segunda a sexta

Detalhe de uma lesão castanha e elevada na pele.

Como é feito o diagnóstico?

Frequentemente, o dermatologista consegue diagnosticar a ceratose seborreica após análise clínica a olho nu, devido às suas características. Se houver alguma incerteza, o médico pode remover uma pequena parte da lesão para um teste laboratorial, chamado de biópsia. A lesão é então examinada ao microscópio por um patologista. Isso vai ajudar a levantar informações sobre as lesões para que o médico possa diagnosticar o crescimento como ceratose seborreica, e diferenciar de câncer (como melanoma maligno).

Qual o tratamento?

É uma lesão benigna e geralmente pode ser acompanhada. A retirada pode ser escolhida quando há incômodo estético, coceira, dor, inflamação ou atrito.  Após confirmar o diagnóstico, o dermatologista pode indicar a realização de procedimentos para remover as lesões. São eles:

Crioterapia

Na queratose seborreica, a crioterapia congela a lesão identificada no exame. O nitrogênio líquido é aplicado de forma dirigida, preservando o planejamento para cada local e espessura.  Depois, a lesão pode formar uma bolha ou crosta e se desprender durante a recuperação; essa etapa não equivale ainda à cor final da pele.  A área tratada passa por cicatrização e pode apresentar mudança de cor ou cicatriz. A técnica e os cuidados são escolhidos conforme espessura da lesão, localização e tipo de pele.

Cauterização química

É um procedimento relativamente simples, realizado no consultório dermatológico. As técnicas de cauterização química têm o intuito de destruir e remover queratoses seborreicas superficiais com diagnóstico confirmado a partir da aplicação de substância cáustica ou ácida sobre a lesão. A escolha de um método químico considera a espessura e a localização da queratose. Os produtos usados para verrugas ou outras lesões têm indicações próprias e não constituem uma lista intercambiável para queratose seborreica.

Cremes que amaciam a superfície e procedimentos que removem uma lesão têm objetivos diferentes. Antes de escolher um produto, esclareça se o objetivo é aliviar aspereza ou retirar a queratose. A dermatologista compara esse alcance com métodos dirigidos à lesão, como crioterapia, curetagem ou eletrocirurgia. A mudança imediata de cor durante uma aplicação não representa o resultado final. A pele precisa cicatrizar para que se possa observar a área tratada e decidir se há indicação de nova abordagem. O tratamento pode apresentar alguns efeitos adversos como irritação no local, sensação momentânea de ardor e coceira.

Eletrocirurgia

Na eletrocirurgia, a lesão recebe anestesia local e é tratada com corrente elétrica. A curetagem pode ser associada para retirar o tecido com um instrumento próprio. A proposta esclarece a área tratada e o cuidado da ferida até a cicatrização.  A escolha considera a espessura, a localização e as características da lesão, além da tendência individual a marcas após procedimentos.

Laser

Existem diferentes tipos de laser para o tratamento da QS. O laser de CO2 é uma opção para remover o excesso de tecido, seguida pela cicatrização da área. A escolha considera a espessura das lesões, os cuidados posteriores e o risco de marcas.  No tratamento da queratose seborreica, o laser é aplicado diretamente nas lesões. O tratamento é concentrado no tecido da queratose. O conforto, a anestesia e os cuidados posteriores são planejados para a área e a extensão da remoção.

Independente do tratamento, nos dias seguintes a área pode ficar escura e endurecida por conta da morte das células. Podem surgir bolhas ou crostas após a remoção, com evolução que varia conforme a técnica. Deixe as crostas se soltarem espontaneamente, faça o cuidado local orientado e proteja a região da exposição solar. Após tratamento, a região pode ficar com uma cor mais clara do que a pele normal. A diferença de cor pode melhorar com o tempo, mas também pode persistir. Novas queratoses podem surgir em outros pontos, mesmo após a remoção da lesão tratada.

O cuidado começa na avaliação

Queratose seborreica: acompanhar ou remover

Agende uma avaliação da lesão para esclarecer o diagnóstico e as opções de acompanhamento ou remoção.

  1. Diagnóstico da lesão
  2. Motivo para remover
  3. Cuidado da cicatrização
Explicação de imagens durante a consulta.
Explicação de imagens durante a consulta.

Quando procurar um médico?

Queratoses seborreicas típicas são benignas e podem apenas ser acompanhadas. Na dúvida sobre uma lesão nova ou diferente das demais, o exame identifica o que ela representa. Crescimento, mudança de cor ou sangramento ajudam a definir a prioridade do atendimento.  Consulte um médico para um diagnóstico se: 

  • houver novas lesões aparecendo com rapidez; 
  • houver mudança na aparência das lesões já existentes; 
  • uma lesão isolada apresentar aspecto atípico ou mudanças;
  • as lesões apresentarem cores incomuns como azul, roxo ou preto avermelhado; 
  • surgirem lesões com bordas irregulares (borradas ou recortadas);
  • as lesões estiverem irritadas, doloridas ou com pus. 

Se você tem alguma preocupação com o surgimento de quaisquer manchas na pele, marque uma consulta com o médico. O exame esclarece o tipo de lesão e permite decidir entre acompanhar e remover quando há incômodo.  Se houver remoção, peça orientações de limpeza, proteção da área e retorno. Deixe as crostas se soltarem espontaneamente e informe à equipe se houver dor crescente, secreção ou vermelhidão que se expande.

Dermatologia clínica / diagnóstico

Quem examina a sua pele

Sinais parecidos podem ter causas diferentes; a consulta define prioridades, investigação e acompanhamento quando necessário.

Dra. Juliana Toma analisa fotos da pele da paciente no tablet
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Lago do jardim interno da Clínica Dra. Juliana Toma
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Queratose seborreica: acompanhar ou remover

Agende uma avaliação da lesão para esclarecer o diagnóstico e as opções de acompanhamento ou remoção.

Dra. Juliana TomaDermatologista · CRM-SP 156490 · RQE 65521Formação e residência em Dermatologia pela UNIFESP-EPM.

Consulta particular de 1 hora, com avaliação dos sintomas e exame da pele de todo o corpo antes de qualquer tratamento. Os retornos são realizados com a mesma médica.

Porta com a logomarca Dra. Juliana Toma e médica trabalhando à mesa ao fundo.

Fotografia · ConsultaConsultório da Dra. Juliana Toma.

Dra. Juliana Toma

UNIFESP-EPM
Medicina e Dermatologia
AMB / SBD
Especialista e sociedade médica
Sírio-Libanês
Dermatologia Oncológica
HC-FMUSP
Tricologias, Discromias e Acne
Harvard Medical School
Pesquisa Clínica
CREMESP
Câmara Técnica 2018-2023
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Fotografia da clínica · AmbienteÁrea de espera junto ao átrio da clínica.
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Área de espera junto à escada e ao átrio da clínica.

Área de espera junto à escada e ao átrio da clínica.
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Consulta
Atendimento particularCom hora marcada
Localização
Alameda Jaú, 695Jardim Paulista · São Paulo
Chegada
Estacionamento cobertocom manobrista gratuito
Autoria do artigo e formação
Autoria médica
Dra. Juliana Toma

Dra. Juliana Toma

Dermatologia clínica, cosmiatria e tecnologias dermatológicas com avaliação médica individualizada.

Canais oficiais
Médica DermatologistaCRM-SP 156490 / RQE 65521

Médica formada pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM), com Residência Médica em Dermatologia pela UNIFESP-EPM, Título de Especialista em Dermatologia pela AMB e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Tem formação complementar em Dermatologia Oncológica pelo Instituto Sírio-Libanês, fellow em Tricologias, Discromias e Acne pelo Hospital das Clínicas da FMUSP, e pós-graduação em Pesquisa Clínica pela Harvard Medical School.

Foi Conselheira do CREMESP e Coordenadora da Câmara Técnica de Dermatologia do CREMESP (2018-2023).

UNIFESP-EPMMedicina e DermatologiaAMB / SBDEspecialista e sociedade médicaSírio-LibanêsDermatologia OncológicaHC-FMUSPTricologias, Discromias e AcneHarvard Medical SchoolPesquisa ClínicaCREMESPCâmara Técnica 2018-2023

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