Queratose
actínica

Lesões e tratamento

Queratose actínica: como reconhecer áreas ásperas pelo sol, comparar tratamentos da lesão e do campo e organizar os cuidados de recuperação.

Queratose actínica: sinais que merecem avaliação dermatológica

A queratose actínica costuma aparecer como uma área áspera nas regiões expostas ao sol. Uma lesão isolada pode receber tratamento pontual; várias alterações próximas podem pedir uma abordagem para toda a área, chamada tratamento de campo.

O exame diferencia a queratose de outras alterações e identifica se algum ponto precisa de biópsia antes do tratamento. Espessura, localização e tratamentos anteriores ajudam a escolher entre um procedimento e um medicamento aplicado na pele.

Neste artigo
Uma lesãoTratamentos pontuais, como crioterapia, podem ser usados em lesões selecionadas.
Uma áreaMedicamentos tópicos e terapia fotodinâmica podem alcançar várias alterações de uma região.
Depois do tratamentoFotoproteção e reavaliação acompanham a recuperação e o surgimento de novas lesões.

Perguntas comuns

É preciso tratar toda a área?

Depende da distribuição. Uma lesão isolada e várias alterações próximas podem exigir planos diferentes, mesmo na mesma pessoa.

Quando um creme faz parte do tratamento?

Depois de confirmar o diagnóstico, alguns medicamentos tratam uma área com queratoses. A prescrição define o produto, a região e o período de aplicação.

Leia também: melanoma e dermatologista no Jardim Paulista.

Fontes consultadas: AAD câncer de pele · DermNet câncer de pele.

Como a consulta muda a decisão: a dermatologista define se o cuidado será dirigido a uma lesão, ao campo de pele danificada pelo sol ou a ambos. A recuperação esperada também entra no planejamento.

Uma área áspera que volta a descamar no rosto, nas mãos ou no couro cabeludo pode ser queratose actínica. O exame identifica a alteração e define como tratar a lesão e a pele ao redor, dentro do cuidado de prevenção do câncer de pele. 

É uma alteração pré-cancerosa frequente na pele danificada pelo sol. Algumas lesões podem evoluir para carcinoma espinocelular; o tratamento e o acompanhamento são escolhidos conforme a região, o aspecto e o histórico de cada pessoa.

Veja as diferenças entre tratar um ponto específico e uma área com várias alterações, além dos cuidados durante a recuperação.

O plano pode combinar essas duas abordagens.

Resposta direta

Quando uma alteração na pele precisa de avaliação?

Uma área áspera persistente em uma região exposta ao sol merece exame, mesmo que seja pequena. Nem toda queratose dói ou chama atenção pela cor: algumas são percebidas primeiro ao toque. A consulta avalia o ponto e a pele ao redor para escolher um tratamento proporcional à extensão. Quando existe dúvida sobre uma lesão mais espessa ou diferente das demais, a biópsia pode esclarecer o diagnóstico antes de tratar o campo.

Dermatologia clínica

Queratose actínica merece avaliação por risco, área e histórico solar.

A consulta define quais lesões tratar, se há indicação de cuidado de campo e como organizar a recuperação da área.

O que é queratose actínica?

Uma queratose actínica  é uma mancha áspera e escamosa na pele cujo desenvolvimento se dá por anos de exposição ao sol, predisposição ou condição que pode contribuir para seu aparecimento. É mais frequente na região da face, lábios, orelhas, pescoço, membros, couro cabeludo e outras áreas expostas ao sol. 

Também chamada ceratose solar, é uma mancha que cresce lentamente, e aparece geralmente em pessoas com mais de 40 anos devido aos efeitos cumulativos da radiação ultravioleta na pele. 

A radiação ultravioleta pode causar alterações nas células da camada superficial da pele. Esse dano se acumula com a exposição ao longo dos anos.  A queratose actínica indica esse processo, mas não significa que toda a área já seja um câncer invasivo.

Em casos mais raros, pode acometer pessoas mais jovens, com algum tipo de propensão ao desenvolvimento da queratose, a exemplo daquelas com sistema imunológico enfraquecido por outra doença ou tratamento quimioterápico, transplantes, histórico de neoplasia cutânea prévia, AIDS ou exposição em excesso à radiação. 

Em geral, acomete principalmente adultos de meia idade e idosos de pele clara. É uma lesão pré-cancerosa cujo risco de evolução varia; aparência, histórico e mudanças na área ajudam a definir a conduta. 

Múltiplas lesões indicam uma área com dano solar que merece avaliação. Não é possível prever pela aparência qual lesão irá progredir; acompanhamento e tratamento individualizado são importantes.

queratose actínica

Quais os sintomas da queratose actínica?

As queratoses actínicas variam em aparência e tamanho. Os sinais e sintomas comuns incluem:

  • Mancha de pele áspera de tom avermelhado localizada na face, orelhas, lábios, antebraço, mãos, dorso e outras áreas comumente expostas ao sol. 
  • Essas manchas são ligeiramente mais protuberantes que a camada superior da pele. Podem coçar, “queimar” ou formar crostas.  
  • As lesões variam de tamanho e podem aparecer em mais de um ponto. Algumas são mais fáceis de perceber ao passar a mão do que de enxergar no espelho. O toque áspero persistente ajuda a localizar a região que será examinada, inclusive quando a cor muda pouco. 
  • Algumas têm um aspecto semelhante aos das verrugas em relação à rigidez, e podem apresentar outras formas, dependendo da localização. Outras possuem uma textura que se parece com “lixa”, devido a sua grande aspereza. Também podem descamar ou formar uma crosta dura. 

Crescimento rápido, dor, sangramento ou ferida que não cicatriza pedem avaliação mais breve. Esses sinais não confirmam câncer sozinhos, mas mudam a prioridade do exame. 

Avaliação dermatológica

Examine pintas e lesões com atenção aos detalhes

Pintas, manchas e lesões elevadas podem parecer semelhantes, mas ter naturezas diferentes. O exame clínico e, quando útil, a dermatoscopia ajudam a escolher entre acompanhamento, tratamento ou uma amostra para análise.

O que cada etapa esclarece
Exame clínico
Observa forma, cor, textura e distribuição da lesão na pele.
Dermatoscopia
Permite examinar estruturas e padrões que não ficam nítidos a olho nu.
Biópsia
Analisa uma amostra no microscópio quando essa informação é necessária para o diagnóstico.

Qual o tratamento para queratose actínica?

Na maioria dos casos, o tratamento da queratose actínica é recomendado, seja com medicamentos tópicos na forma de pomadas e cremes, seja na forma de procedimentos e terapias, podendo ser combinados de acordo com a gravidade das lesões.

Vamos aos principais:

Queratose actínica · duas escalas de cuidado

O ponto visível e a pele ao redor

O exame considera cada lesão e o conjunto da área exposta ao sol. Isso ajuda a entender por que o plano pode combinar abordagens diferentes.

Esquema de área de pele; pontos ilustrativos, sem representar quantidade ou risco.
ESCALA 1

A lesão

Uma lesão bem delimitada pode receber um procedimento dirigido, como congelamento com nitrogênio líquido.

ESCALA 2

O campo

Quando há alterações espalhadas, cremes prescritos ou terapia fotodinâmica podem tratar uma região maior, inclusive dano ainda pouco visível.

A consulta define o mapa

Local, espessura, número de lesões, histórico de câncer e condições de saúde mudam a escolha. Crescimento, dor ou sangramento precisam ser examinados antes de tratar.

Dermatologia clínica / diagnóstico

Quem examina a sua pele

Sinais parecidos podem ter causas diferentes; a consulta define prioridades, investigação e acompanhamento quando necessário.

Dra. Juliana Toma e paciente conversam na mesa do consultório
Consulta dermatológica
Dermatoscopia da face realizada pela Dra. Juliana Toma
Dermatoscopia da face
Átrio central da clínica na Alameda Jaú, 695, Jardim Paulista
Átrio da clínica

5-Fluoracil (5-FU)

O 5-fluorouracil é um medicamento tópico que interfere na multiplicação das células alteradas. Pode ser prescrito para tratar um campo com várias queratoses, incluindo alterações ainda pouco visíveis. A área de aplicação e o esquema são delimitados antes do início.

Vermelhidão, descamação e crostas podem ocorrer durante o uso. O plano deve explicar a reação esperada, os cuidados locais e quando entrar em contato se o desconforto for intenso. A avaliação após a recuperação verifica o que ainda precisa de tratamento.

Imiquimod em creme ou pomada

O imiquimode estimula uma resposta imune local contra as células alteradas. Pode ser escolhido para queratoses em áreas definidas, com uma frequência de aplicação diferente da de outros cremes. Essa diferença explica por que os esquemas não são intercambiáveis. 

A região pode ficar vermelha, sensível e com crostas durante o tratamento. O período de recuperação depende da reação e do esquema; o acompanhamento define quando ajustar a aplicação e quando avaliar a pele já cicatrizada.

Ingenol-mebutato em gel

O ingenol-mebutato é uma opção histórica que requer uma atualização de segurança. Em 2020, a Agência Europeia de Medicamentos concluiu que seu risco de câncer de pele superava os benefícios, e o produto deixou de ser autorizado na União Europeia. 

Esse histórico diferencia o produto das opções atuais descritas nesta página. Quem já o utilizou deve informar a área tratada e avaliar lesões novas ou em mudança, conforme o acompanhamento dermatológico.

Criocirurgia

Utiliza o nitrogênio líquido para destruir as células da queratose. Também é utilizada no tratamento de várias lesões cutâneas, benignas, pré-malignas e malignas. O tratamento geralmente utiliza um spray que congela os tecidos acometidos. 

Depois do congelamento, pode haver bolha, crosta ou sensibilidade até a cicatrização. Também pode ocorrer alteração da cor, inclusive uma área mais clara persistente. Local e características da pele entram na escolha do procedimento.

Peeling químico

O peeling médico utiliza uma substância química para remover camadas superficiais da pele em uma área selecionada. A profundidade e a extensão precisam corresponder à indicação; a recuperação não é a mesma de um peeling cosmético leve. 

Após o procedimento, há um período de vermelhidão e renovação da pele, com cuidados locais definidos conforme a área tratada.

Terapias a laser e fotodinâmicas

Na terapia fotodinâmica, um medicamento aplicado à pele é ativado por uma fonte de luz para tratar células alteradas. Ela pode alcançar um campo com várias lesões. Já o laser ablativo remove tecido superficial em indicações selecionadas; são mecanismos diferentes, com cuidados de recuperação próprios.

Quando ir ao médico?

O ideal é sempre verificar a pele e relatar quaisquer alterações ao dermatologista. Examine sua pele, procurando o desenvolvimento de lesões ou alterações nas manchas que já possui como sardas ou “sinais de nascença”.  Com o auxílio de um espelho, avalie a face, pescoço, orelhas e couro cabeludo, além de braços, pernas e costas.

Detalhe de uma área de pele com pelos e manchas castanhas.

Avaliação médica

Avaliação dermatológica para lesões solares.

A Dra. Juliana Toma conduz investigação e tratamento conforme o quadro de cada paciente.

Como prevenir a queratose actínica?

A prevenção envolve reduzir a exposição à radiação ultravioleta com sombra, roupas, chapéu e protetor solar ao longo da vida. O cuidado continua depois do tratamento, porque a pele ao redor também pode carregar dano solar acumulado. 

Ilustração editorial de guarda-sol, chapéu de aba larga e tecido criando sombra sob o sol.
Sombra, chapéu e roupas complementam o uso do protetor solar.

O ideal é limitar o tempo sob o sol, evitando especialmente o horário entre 10:00 e 16:00, além de evitar a exposição por tanto tempo a ponto de se queimar ou se bronzear.

Use o protetor solar antes de sair ao ar livre, também em dias nublados e fora dos horários de maior intensidade. Se for para praia ou piscina, dê preferência por uma marca resistente à água com fator de proteção de pelo menos 30 FPS. 

O protetor deve ser aplicado com antecedência mínima de 15 minutos antes de sair de casa e reaplicado a cada duas horas quando ao ar livre e logo após nadar ou transpirar, seguindo também as instruções do produto. 

No dia a dia, lembre-se das regiões que ficam descobertas: orelhas, dorso das mãos e couro cabeludo com pouco cabelo. Um chapéu de aba larga protege uma área maior do que um boné e complementa o protetor aplicado nas regiões expostas. 

Para ter uma proteção extra dos raios ultravioletas, use roupas que cubram os braços e pernas, além de chapéu de aba larga. O bronzeamento artificial com radiação ultravioleta acrescenta dano solar à pele e não faz parte da prevenção. 

Após tratar, o retorno verifica a recuperação, a persistência de algum ponto e o aparecimento de novas áreas ásperas. A frequência do acompanhamento considera a quantidade de lesões, o histórico de câncer de pele e as condições de saúde. Assim, o cuidado continua organizado mesmo quando a região já parece mais lisa. 

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A Dra. Juliana Toma examina pintas e lesões e orienta a investigação e o tratamento conforme cada caso.

Dra. Juliana TomaDermatologista · CRM-SP 156490 · RQE 65521Formação e residência em Dermatologia pela UNIFESP-EPM.

Consulta particular de 1 hora, com avaliação dos sintomas e exame da pele de todo o corpo antes de qualquer tratamento. Os retornos são realizados com a mesma médica.

Porta com a logomarca Dra. Juliana Toma e médica trabalhando à mesa ao fundo.

Fotografia · ConsultaConsultório da Dra. Juliana Toma.

Dra. Juliana Toma

UNIFESP-EPM
Medicina e Dermatologia
AMB / SBD
Especialista e sociedade médica
Sírio-Libanês
Dermatologia Oncológica
HC-FMUSP
Tricologias, Discromias e Acne
Harvard Medical School
Pesquisa Clínica
CREMESP
Câmara Técnica 2018-2023
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Perguntas frequentes

Dermatoscopia e biópsia são o mesmo exame?

Não. A dermatoscopia amplia a observação da lesão na pele. Na biópsia, uma amostra é retirada para análise microscópica; ela é indicada quando é preciso esclarecer a natureza da alteração.

Pedir biópsia significa que já há um diagnóstico de câncer?

Não. A biópsia é um exame para esclarecer o diagnóstico e também é usada em outras doenças da pele. O resultado descreve o tecido analisado e ajuda a definir o tratamento.

Átrio da clínica visto do alto, com escada, ripado e jardim interno.
Fotografia da clínica · AmbienteArquitetura da clínica no Jardim Paulista.
Foto e descrição

Átrio da clínica visto do alto, com escada, ripado e jardim interno.

Átrio da clínica visto do alto, com escada, ripado e jardim interno.
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Consulta
Atendimento particularCom hora marcada
Localização
Alameda Jaú, 695Jardim Paulista · São Paulo
Chegada
Estacionamento cobertocom manobrista gratuito
Autoria do artigo e formação
Autoria médica
Dra. Juliana Toma

Dra. Juliana Toma

Dermatologia clínica, cosmiatria e tecnologias dermatológicas com avaliação médica individualizada.

Canais oficiais
Médica DermatologistaCRM-SP 156490 / RQE 65521

Médica formada pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM), com Residência Médica em Dermatologia pela UNIFESP-EPM, Título de Especialista em Dermatologia pela AMB e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Tem formação complementar em Dermatologia Oncológica pelo Instituto Sírio-Libanês, fellow em Tricologias, Discromias e Acne pelo Hospital das Clínicas da FMUSP, e pós-graduação em Pesquisa Clínica pela Harvard Medical School.

Foi Conselheira do CREMESP e Coordenadora da Câmara Técnica de Dermatologia do CREMESP (2018-2023).

UNIFESP-EPMMedicina e DermatologiaAMB / SBDEspecialista e sociedade médicaSírio-LibanêsDermatologia OncológicaHC-FMUSPTricologias, Discromias e AcneHarvard Medical SchoolPesquisa ClínicaCREMESPCâmara Técnica 2018-2023

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