Espironolactona: Para que Serve?

A espironolactona trata-se de um medicamento com ação diurética e anti-hipertensiva, que age aumentando a eliminação de água através da urina.

Além disso, é indicada  para o tratamento de inchaços ocorridos devido a problemas no funcionamento do coração.

Também pode ser usada para tratar doenças no fígado e doenças renais, para a hipopotassemia (baixos níveis de potássio) e no hiperaldosteronismo (aumento da concentração de aldosterona).

O remédio ainda é eficiente para tratar acne e queda de cabelo, no entanto, estas indicações não são as principais da espironolactona.

Por isso, leia mais sobre a espironolactona no decorrer deste artigo e saiba mais sobre o medicamento.

Mecanismo de ação Descrição
Inibição competitiva do receptor A espironolactona atua inibindo competitivamente os receptores de aldosterona no néfron distal, reduzindo assim a reabsorção tubular renal de sódio e cloreto.
Diurético poupador de potássio A espironolactona também atua como um diurético poupador de potássio, promovendo a excreção de sódio e água, enquanto retém o potássio no organismo.
Antagonismo de receptores androgênicos Constatou-se que a espironolactona atua como um antagonista dos receptores de andrógenos, levando à supressão da produção de andrógenos.

Principais Indicações

Encontrada em farmácias e drogarias na forma de comprimidos, a espironolactona é encontrada em diferentes doses.

Essas doses podem ser de 25 mg, 50 mg ou 100 mg, e o nome comercial do medicamento é Aldactone. Por sua vez, Espironolactona é o nome genérico, sendo esta a forma mais usada e prescrita. Trata-se de um medicamento que só pode ser vendido através de prescrição médica.

Neste caso, as principais indicações para uso da espironolactona são:

  • Tratamento da hipertensão;
  • Edema no coração;
  • Cirrose hepática;
  • Síndrome nefrótica;
  • Inchaços pelo corpo;
  • Terapia para hipertensão maligna;
  • Hipopotassemia (diminuição dos níveis de potássio no sangue);
  • Prevenção da hipopotassemia;
  • Hipomagnesemia (baixos níveis de potássio no corpo);
  • Hiperaldosteronismo primário;
  • Acne;
  • Alopecia androgênica.

 

Espironolactona para que serve
Espironolactona: Para que Serve? 3

Posologia em diferentes situações

Este medicamento deve ser tomado via oral, com um pouco de água, antes ou após uma refeição, ou no horário prescrito pelo médico.

Indicação clínica
Hipertensão
Insuficiência Cardíaca Congestiva
Edema
Hiperaldosteronismo
Hipocalemia
Ascite

Dessa forma, a posologia de uso da espironolactona considere o tratamento da doença em questão:

Tratamento para hipertensão essencial

A dose de espironolactona para hipertensão arterial é de 50 a 100 mg por dia. No entanto, a dose pode ser aumentada pelo médico de forma gradual para até 200 mg por dia em casos mais graves, onde as doses iniciais não surtem efeito.

O tratamento para esta condição leva no mínimo duas semanas para obter uma resposta adequada no organismo.

Insuficiência cardíaca congestiva

A dose diária recomendada de espironolactona para insuficiência cardíaca congestiva é de 100 mg por dia.

Esta dose também pode ser aumentada de forma gradual, variando entre 25 mg e 200 mg por dia, de acordo com a resposta do organismo.

Síndrome Nefrótica

O tratamento da síndrome nefrótica em adultos com espironolactona é de 100 a 200 mg por dia.

Cirrose Hepática

Quando a relação sódio urinário e potássio da urina for maior que 1, deve-se tomar 100 mg por dia do medicamento.

No entanto, se a relação for menor que 1, as doses recomendadas vão de 200 a 400 mg/dia. Neste caso, as doses devem ser orientadas e prescritas pelo médico.

Tratamento de edema pelo corpo

O tratamento de edema geral com espironolactona em adultos é de 100 mg por dia. Já em crianças a dosagem é calculada com ajuda de um pediatra.

Hiperaldosteronismo Primário

Nos casos em que o diagnóstico de hiperaldosteronismo for definitivo, a espironolactona deve ser usada em doses de 100 a 400 mg, como forma de preparação para a cirurgia.

Hipertensão Maligna

O tratamento para hipertensão maligna só deve ser feito como terapia auxiliar, para casos em que ocorre excesso de secreção de aldosterona, alcalose metabólica ou hipopotassemia.

As doses iniciais são de 100 mg por dia, que podem ser aumentadas, quando necessário, para até 400 miligramas/dia.

Hipopotassemia ou Hipomagnesemia

Dose inicial recomendada de 25 a 100 mg/dia, nas situações em que estes problemas foram causados pelo uso de diuréticos.

Queda de cabelo

Quando é prescrita para prevenir a queda de cabelo ou alopecia androgênica, o medicamento deve ser tomado em doses de 100 a 200 mg/dia. No entanto, costuma trazer muitos efeitos colaterais, como distúrbios nos rins e nos níveis de potássio.

Tratamento para acne

O medicamento também é prescrito para tratar casos de acne moderada a grave, quando tratamentos convencionais como uso da isotretinoína oral não produz efeito.

A dose para tratamento de acne varia de 50 a 100 mg/dia, num período de pelo menos 12 semanas.

Efeitos colaterais

O uso da Espironolactona sem controle e supervisão pode provocar alguns efeitos colaterais como:

 

efeitos colaterais
Espironolactona: Para que Serve? 4

No entanto, caso o paciente apresente sintomas de alterações dos níveis de potássio ou de outros eletrólitos no sangue, outros sintomas podem aparecer como:

  • Sensação de formigamento;
  • Fraqueza;
  • Perda de movimentos;
  • Dores Musculares;
  • Sede;
  • Confusão mental;
  • Arritmia cardíaca;
  • Aumento da urina.

 

Contraindicações

A espironolactona é contraindicada para as pessoas que possuem  alergia a qualquer componente da fórmula.

Além disso, não deve tomar o medicamento os seguintes grupos:

  • Pacientes renais agudos;
  • Pacientes renais crônicos;
  • Indivíduos com perda da capacidade de urinar;
  • Pessoas com medo dos níveis de potássio no sangue;
  • Portadores da doença de Addison;
  • Individuos com hipercalemia;
  • Aqueles que fazem uso de eplerenona.

 

Espironolactona para que serve: Perguntas Frequentes

O que a espironolactona faz na pele?

Quando usada no tratamento de acne, a Espironolactona atua no bloqueio dos receptores de andrógenos, suprimindo a produção de sebo de maneira dose-dependente. No entanto, apresenta efeitos colaterais como irregularidade menstrual, mastalgia, fadiga, cefaléia, entre outros.

O que a espironolactona faz no cabelo?

Como tem uma composição semelhante à estrutura molecular da testosterona, a espironolactona se comporta como antagonista do receptor de testosterona, causando bloqueio na recepção do hormônio, controlando a ação do DHT nos fios, prevenindo a queda.

É perigoso tomar espironolactona?

Quando tomada sem supervisão ou prescrição médica, a Espironolactona é perigosa, uma vez que causa hipercalemia, ou seja, elevação dos níveis de potássio no sangue. Logo, os níveis de potássio sanguíneo acima de 6,0 mEq/L aumentam o risco de arritmias cardíacas graves.

Como age a espironolactona?

Este medicamento  é um antagonista específico da aldosterona, atuando sobre a  troca de íons sódio-potássio dependentes de aldosterona, localizados no túbulo contornado distal do rim.

Quem não tem pressão alta pode tomar espironolactona?

Não, a espironolactona é uma medicação diurética (aumenta a quantidade de urina), portanto pode abaixar a pressão arterial.

Em quanto tempo a espironolactona começa a fazer efeito?

De 1 a 2 horas após a ingestão oral.

AGENDAMENTO ONLINE

Agende uma consulta através do nosso WhatsApp

Dra. Juliana Toma – Médica Dermatologista pela Universidade Federal de São Paulo – EPM

Clínica no Jardim Paulista – Al. Jaú 695 – São Paulo – SP

Agende uma Consulta e saiba mais sobre os tratamentos e protocolos estéticos mais indicados para potencializar suas características naturais.

Dra. Juliana Toma

Médica Dermatologista - CRM-SP 156490 / RQE 65521 | Médica formada pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM), com Residência Médica em Dermatologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM), com Título de Especialista em Dermatologia. Especialização em Dermatologia Oncológica pelo Instituto Sírio Libanês. Fellow em Tricologias, Discromias e Acne pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Pós-Graduação em Pesquisa Clínica pela Harvard Medical School – EUA. Ex-Conselheira do Conselho Regional de Medicina (CREMESP). Coordenadora da Câmara Técnica de Dermatologia do CREMESP (2018-2023).

Deixe o seu comentário