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Coceira nos pés – o que pode ser?

A coceira nos pés, conhecida medicalmente como prurido plantar, é um sintoma muito comum e que pode ter origem em uma ampla variedade de condições. Desde causas simples, como pele ressecada, até manifestações de doenças dermatológicas ou sistêmicas que requerem atenção específica.

É importante entender que a coceira em si é um sintoma, não uma doença. Ela ocorre quando terminações nervosas específicas na pele são ativadas, enviando um sinal de “comichão” ao cérebro. Coçar pode trazer alívio imediato, mas frequentemente piora o problema, criando um ciclo vicioso de coceira-lesão-coceira (ciclo coceira-arranhão) que pode danificar a barreira da pele e facilitar infecções.

Identificar a causa raiz é fundamental para um tratamento eficaz e para alívio duradouro. Abaixo, listamos algumas das causas mais frequentes para a coceira nos pés:

  • Infecções: Principalmente as fúngicas, como o “pé de atleta”.
  • Dermatites/Inflamações: Como eczema (dermatite atópica), dermatite de contato (alergia a produtos, tecidos) e disidrose.
  • Problemas de Pele Seca (Xerose): Muito comum, especialmente em climas secos ou em idosos.
  • Doenças Sistêmicas: Certas condições como diabetes, problemas hepáticos ou renais podem ter o prurido como um de seus sintomas.
  • Doenças Dermatológicas Específicas: Como a psoríase.
  • Parasitas: Como a “tungíase” (popularmente conhecida como bicho de pé).
  • Problemas Neurológicos: Como a neuropatia periférica, onde o próprio nervo gera a sensação de coceira.

Nos tópicos a seguir, detalhamos essas condições, seus sinais característicos e as abordagens de tratamento que um dermatologista pode recomendar.

O Ciclo Vicioso da Coceira

Entenda por que coçar piora a sensação e como interromper esse ciclo.

1. GATILHO
Causa inicial (ex: fungo, pele seca)
2. COCEIRA (Prurido)
Sinal nervoso enviado ao cérebro
3. AÇÃO (Coçar)
Alívio momentâneo, mas causa microlesões
4. PIORA & INFLAMAÇÃO
Lesão na barreira cutânea, liberação de mais mediadores da coceira

Como quebrar o ciclo?
Tratar a causa (gatilho) com um dermatologista é a solução definitiva.

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Na clínica da Dra. Juliana Toma, realizamos uma investigação detalhada para identificar a causa exata da coceira. Isso é essencial, pois o tratamento para uma infecção fúngica é completamente diferente do tratamento para um eczema ou uma condição neurológica. Para casos de inflamação crônica ou condições como psoríase, dispomos de tecnologias de ponta, como o Laser Discovery Pico by Quanta, um laser de picossegundo que atua de forma precisa e eficaz no controle de lesões inflamatórias, com mínimo desconforto e tempo de recuperação.

Micoses (Pé-de-Atleta / Frieira)

O que é: Infecção causada por fungos que se proliferam em ambientes quentes, úmidos e escuros, como dentro de sapatos fechados. É contagiosa.

Sinais Clássicos: Coceira intensa, principalmente entre os dedos. A pele pode apresentar descamação esbranquiçada, rachaduras, vermelhidão e, por vezes, pequenas bolhas.

Abordagem do Tratamento: O dermatologista prescreverá antifúngicos tópicos (cremes, sprays, loções) como terbinafina ou clotrimazol. Em casos extensos ou resistentes, pode ser necessário o uso de comprimidos antifúngicos por via oral. É crucial manter os pés secos, ventilar os calçados e não interromper o tratamento antes do tempo indicado.

Pele Seca (Xerose)

O que é: Perda excessiva de água da camada mais superficial da pele. Os pés são particularmente vulneráveis por terem menos glândulas sebáceas. Piora com idade, banhos quentes, sabonetes agressivos e clima seco.

Sinais Clássicos: Coceira generalizada, pele áspera, com aspecto “craquelado” ou esbranquiçado, podendo descamar finamente.

Abordagem do Tratamento: A base é a hidratação intensiva e correta. Hidratantes específicos para pés, com ingredientes como ureia (em concentrações de 10% a 40%), ácido lático ou lactato de amônio, ajudam a reter água e dissolver células mortas. A aplicação deve ser diária, idealmente logo após o banho, com a pele ainda levemente úmida.

Disidrose (Eczema Disidrótico)

O que é: Um tipo de eczema que se caracteriza pelo surgimento de pequenas bolhas profundas e muito pruriginosas (que coçam) nas laterais dos dedos e nas solas dos pés. Sua causa exata é desconhecida, mas pode estar ligada a estresse, suor excessivo ou contato com alergenos.

Sinais Clássicos: Pequenas bolhas claras e firmes, como “grãos de sagü”, acompanhadas de coceira intensa ou sensação de queimação. Quando as bolhas secam ou se rompem, a pele pode descamar e ficar dolorida.

Abordagem do Tratamento: O tratamento visa controlar a inflamação e aliviar a coceira. Podem ser usados cremes com corticoides ou inibidores da calcineurina (como tacrolimus). Compressas frias com solução fisiológica ou permanganato de potássio (diluído) ajudam a secar as bolhas. Em casos graves, o dermatologista pode considerar fototerapia ou medicamentos orais.

Psoríase Plantar

O que é: Manifestação da psoríase, uma doença inflamatória crônica e não contagiosa, na sola dos pés. Envolve uma aceleração anormal do ciclo de renovação das células da pele.

Sinais Clássicos: Placas bem delimitadas, vermelhas e com escamas esbranquiçadas/acinzentadas e espessas. A pele pode rachar (fissuras), causando dor. A coceira pode variar de leve a intensa. Muitas vezes é confundida com micose ou simples ressecamento.

Abordagem do Tratamento: Requer acompanhamento dermatológico. Inclui o uso de pomadas com alto poder descamativo (com ácido salicílico, por exemplo) combinadas com corticoides potentes ou análogos da vitamina D. Para casos moderados a graves, tratamentos sistêmicos (comprimidos ou injetáveis) e tecnologias como o laser de picossegundo (Discovery Pico) podem ser excelentes opções para controlar a inflamação localizada de forma precisa e eficiente.

Dermatite de Contato (Alérgica ou Irritativa)

O que é: Reação inflamatória da pele ao contato direto com uma substância. Pode ser por irritação (produtos químicos fortes, atrito) ou por alergia (o sistema imunológico reage a um componente específico, como de meias, couro de sapato, colas ou cremes).

Sinais Clássicos: Coceira, vermelhidão e inchaço em áreas específicas que entraram em contato com o agente causador. Podem surgir pequenas bolhas (vesículas). O padrão da lesão muitas vezes dá a dica da causa (ex: formato do corte do sapato).

Abordagem do Tratamento: A principal medida é identificar e evitar o contato com o agente causador. Para aliviar os sintomas, o dermatologista pode prescrever cremes com corticoides. Em casos alérgicos, pode ser necessário realizar testes de contato para identificar o alergeno específico.

Neuropatia Periférica

O que é: Não é um problema primário da pele, mas sim dos nervos que a inervam. Dano ou disfunção nos nervos periféricos (frequentemente associado a diabetes descontrolada, deficiências nutricionais ou outras condições) pode gerar sensações anormais, incluindo coceira neuropática.

Sinais Clássicos: Coceira profunda, “interna”, que não melhora com cremes comuns. Pode vir acompanhada de formigamento, dormência, dor em choque ou queimação e sensação de pés frios. A pele pode parecer normal ao exame, sem sinais de inflamação ou infecção visíveis.

Abordagem do Tratamento: O foco é tratar a condição de base (ex: controlar a glicemia no diabetes) e utilizar medicamentos que modulam a atividade nervosa. Drogas como certos antidepressivos (amitriptilina, duloxetina) ou anticonvulsivantes (gabapentina, pregabalina), prescritas pelo médico, são eficazes no controle do prurido neuropático.

Tungíase (Bicho-de-Pé)

O que é: Infestação pela fêmea de uma pulga (Tunga penetrans), que se aloja na pele, especialmente sob as unhas ou entre os dedos dos pés, para se alimentar de sangue e colocar ovos.

Sinais Clássicos: Lesão inicialmente como um ponto preto, que evolui para uma pequena placa branca ou amarelada com um ponto central escuro. Causa coceira intensa e dor local, que pode piorar com o tempo. Complicações com infecções bacterianas são comuns.

Abordagem do Tratamento: A remoção completa do parasita sob condições de esterilidade é essencial e deve ser feita por um profissional de saúde (médico ou enfermeiro). Após a remoção, o local é tratado com antissépticos e pode ser necessário uso de antibióticos tópicos ou orais se houver infecção secundária.

Prurido como Sintoma de Doença Sistêmica

O que é: Em alguns casos, a coceira generalizada ou nos pés pode ser um sinal de alerta para problemas em outros órgãos, como fígado (colestase), rins (insuficiência renal), tireoide ou em certas doenças do sangue.

Sinais Clássicos: Coceira persistente, que pode piorar à noite, muitas vezes sem lesões visíveis na pele ou que não responde a tratamentos dermatológicos tópicos usuais. Geralmente vem acompanhada de outros sintomas da doença de base (como cansaço, icterícia, alterações na urina).

Abordagem do Tratamento: Requer investigação médica completa (clínico geral, dermatologista ou especialista) com exames de sangue e imagem. O tratamento é direcionado para a doença de base que está causando o prurido, podendo envolver hepatologistas, nefrologistas, etc.

Identificando a Causa: Guia de Sintomas

Selecione os sintomas que você observa nos seus pés para ver as possíveis causas associadas. Este é um guia informativo, não um diagnóstico.

Caminho para o Diagnóstico e Tratamento Eficaz

Da observação inicial à solução: entenda as etapas de uma abordagem médica completa.

1

Observação dos Sintomas e Autocuidado Inicial

Identifica-se a coceira persistente. Iniciam-se medidas básicas de higiene e hidratação. Se os sintomas não melhorarem em alguns dias ou piorarem, parte-se para a próxima etapa.

2

Consulta com o Dermatologista

Etapa crucial. O médico especialista fará o exame físico detalhado da pele e das lesões, analisará seu histórico de saúde e hábitos. Pode coletar amostras para exame micológico (para identificar fungos) ou solicitar exames de sangue para descartar causas sistêmicas.

3

Diagnóstico Preciso e Plano Personalizado

Com as informações em mãos, o dermatologista estabelece o diagnóstico definitivo (ex: psoríase plantar, neuropatia, micose). Elabora então um plano de tratamento que pode incluir prescrição de medicamentos tópicos/orais, recomendação de cuidados diários específicos e, quando indicado, a realização de procedimentos em consultório, como o uso do Laser Discovery Pico para condições inflamatórias específicas.

4

Tratamento e Acompanhamento

O paciente segue o plano em casa e retorna para consultas de acompanhamento. O médico monitora a resposta ao tratamento, faz ajustes se necessário e orienta sobre prevenção de recorrências. O objetivo é o controle eficaz da condição e o alívio duradouro da coceira.

Um diagnóstico correto é a chave para interromper o ciclo da coceira e tratar a causa, não apenas o sintoma.

Como visto, a coceira nos pés é um sintoma multifatorial. Ignorá-la ou tratar de forma incorreta (como usar um creme para fungo em um caso de eczema) pode prolongar o desconforto e até agravar o quadro. A avaliação de um dermatologista é indispensável para examinar as características das lesões, considerar seu histórico de saúde e, se necessário, solicitar exames que levem a um diagnóstico preciso.

Com a causa identificada, é possível instituir um tratamento direcionado e eficaz, que vai desde correções na rotina de cuidados até medicamentos tópicos, orais ou procedimentos modernos, garantindo o alívio da coceira e a saúde da sua pele a longo prazo.

Pronta para Investigar a Causa da Sua Coceira?

Na clínica da Dra. Juliana Toma, oferecemos uma avaliação dermatológica completa para desvendar a origem do prurido. Utilizamos desde o exame clínico minucioso até tecnologias de ponta, como o Laser Discovery Pico, para tratar condições inflamatórias com precisão.

Agende uma consulta e dê o primeiro passo para um diagnóstico claro e um plano de tratamento personalizado.

Dra. Juliana Toma | Dermatologista | CRM-SP: 156.490 | RQE: 65.521

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UM POUCO SOBRE A DRA.

Dra. Juliana Toma

CRM-SP 156490 / RQE 65521

Médica dermatologista, com Residência Médica pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM).

Especialização em Dermatologia Oncológica pelo Instituto Sírio Libanês. Fellow em Tricologia, Discromias e Acne pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Pós-Graduação em Pesquisa Clínica pela Harvard Medical School – EUA

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Dra. Juliana Toma – Médica Dermatologista pela Universidade Federal de São Paulo – EPM

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Dra. Juliana Toma

Médica Dermatologista - CRM-SP 156490 / RQE 65521 | Médica formada pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM), com Residência Médica em Dermatologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM), com Título de Especialista em Dermatologia. Especialização em Dermatologia Oncológica pelo Instituto Sírio Libanês. Fellow em Tricologias, Discromias e Acne pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Pós-Graduação em Pesquisa Clínica pela Harvard Medical School – EUA. Ex-Conselheira do Conselho Regional de Medicina (CREMESP). Coordenadora da Câmara Técnica de Dermatologia do CREMESP (2018-2023).

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