Protetor Solar com Cor ou Sem Cor? A Escolha Estratégica para Proteção e Saúde da Pele
Um guia completo da Dra. Juliana Toma sobre como escolher o filtro solar ideal para sua rotina, considerando fotoproteção, prevenção de manchas, melasma e o cuidado pós-procedimentos estéticos.
Na prática da dermatologia cosmética e cirúrgica, o protetor solar é muito mais que um cosmético: é o pilar fundamental de qualquer estratégia de saúde e rejuvenescimento cutâneo. Em um país de alta incidência solar como o Brasil, sua escolha e uso correto são decisivos para prevenir danos agudos, como queimaduras, e crônicos, como o câncer de pele e o fotoenvelhecimento.
Como dermatologista com formação em Harvard e especialização em laser e cosmiatria, testemunho diariamente como a fotoproteção adequada é a base que sustenta os resultados de procedimentos como laser fracionado, toxina botulínica e preenchimentos. A escolha entre um protetor com ou sem cor vai além da estética, sendo uma decisão terapêutica que pode otimizar ou comprometer investimentos em tratamentos de alto nível.
A cor, frequentemente subestimada, introduz uma camada de proteção física ativa. Ela atua como uma barreira adicional contra a luz visível, especialmente a azul, emitida pelo sol e por telas, que é um gatilho conhecido para o surgimento e a piora de manchas, como o melasma. Estudos de alta qualidade demonstram que a luz visível pode penetrar mais profundamente que os raios UVB e contribuir significativamente para a hiperpigmentação e a geração de radicais livres.
Portanto, selecionar o filtro solar ideal é uma estratégia médica que considera:
- A prevenção primária do câncer de pele.
- A manutenção dos resultados de procedimentos estéticos.
- O controle ativo de distúrbios de pigmentação.
A Ciência por Trás da Luz: Por que a Proteção Evoluiu
A proteção solar clássica focava nos raios ultravioleta (UV), divididos em UVA e UVB. Os raios UVB, de maior energia, são os principais responsáveis pelas queimaduras solares e pelo câncer de pele. Já os raios UVA, que penetram mais profundamente, são os grandes vilões do fotoenvelhecimento, causando rugas, perda de elasticidade e manchas.
No entanto, a ciência demonstrou que a radiação que atinge nossa pele vai muito além do espectro UV. A luz visível de alta energia (HEV), especialmente a faixa azul-violeta, é um potente gatilho para distúrbios pigmentares. Estudos de alta qualidade associam a HEV ao surgimento e à piora do melasma e da hiperpigmentação pós-inflamatória (HPI).
Os danos da luz visível são particularmente relevantes para a população brasileira, de fototipos de pele média a alta (Fitzpatrick III a VI). Nessas peles, os melanócitos são mais reativos, e a exposição à HEV — que vem não apenas do sol, mas também de telas de dispositivos e lâmpadas LED — pode desencadear:
- Produção excessiva de melanina, levando a manchas.
- Estresse oxidativo intracelular, degradando colágeno e elastina.
- Inflamação silenciosa, que perpetua o ciclo do melasma.
Aqui reside a evolução crucial: os filtros solares químicos ou minerais tradicionais, sem cor, bloqueiam os raios UV de forma eficaz, mas são quase transparentes à luz visível. É aí que entra a inovação. Os pigmentos minerais como óxido de ferro, presentes nos protetores com cor, criam uma barreira física opaca que reflete e dispersa essa luz visível. Em termos simples, a cor age como um “guarda-chuva” adicional, estendendo a proteção para um espectro de luz muito mais amplo e prejudicial.
Protetor Solar Sem Cor: O Clássico Universal
O protetor solar sem cor é a base da fotoproteção diária, composto por filtros químicos, que absorvem a energia dos raios UV, e/ou físicos (minerais como dióxido de titânio e óxido de zinco), que os refletem e dispersam. Sua principal função é criar uma barreira química ou física contra os danos causados pela radiação ultravioleta A (UVA) e B (UVB). Para proteção adequada, é fundamental escolher um produto com FPS 50+ e um alto fator de proteção UVA (indicado pelo PPD ou UVA-PF), garantindo defesa ampla e balanceada.
As formulações modernas evoluíram muito, oferecendo texturas agradáveis que aumentam a adesão ao uso diário. As principais vantagens incluem:
- Ser invisível sobre a pele, ideal para uso sob maquiagem ou por quem prefere não alterar o tom.
- Disponibilidade em veículos leves como gel-creme, sérum e fluidos oil-free, perfeitos para peles oleosas ou com tendência à acne.
- Alta aceitação cosmética, facilitando a reaplicação e o uso em áreas extensas do corpo.
Estudos de alta qualidade demonstram que o uso diário e correto de protetores sem cor é eficaz na prevenção do câncer de pele e do fotoenvelhecimento. No entanto, sua principal limitação é proteger apenas contra a radiação UV. Ele não oferece defesa significativa contra a luz visível de alta energia (HEV), emitida pelo sol e telas, um gatilho importante para o melasma e outras hiperpigmentações.
Portanto, o protetor sem cor é um clássico universal e indispensável, mas sua indicação é mais abrangente para o dia a dia geral, quando a exposição à luz visível não é o foco principal da preocupação. Para situações de maior risco de manchas ou para quem está em tratamento dermatológico para hiperpigmentação, a associação com um protetor com cor se torna estratégica.
| Característica | Sem Cor | Com Cor |
|---|---|---|
| Proteção contra UV | Sim | Sim |
| Proteção contra Luz Visível | Não ou Muito Baixa | Sim (Barreira Física) |
| Indicação para Melasma | Insuficiente | Indicação de Ouro |
| Efeito Imediato na Pele | Invisível | Uniformizador (efeito base) |
| Texturas Disponíveis | Muito ampla (gel, creme, spray) | Principalmente creme e fluido |
| Pós-Procedimentos Estéticos | Pode ser usado | Altamente Recomendado |
Protetor Solar com Cor: A Revolução na Proteção Integral
O protetor solar com cor representa um avanço significativo na fotoproteção, indo além da barreira contra os raios UV. Sua composição combina filtros solares tradicionais com pigmentos minerais, principalmente óxido de ferro e dióxido de titânio micronizado. Esses pigmentos não são simples corantes, mas partículas que atuam como um escudo físico.
O mecanismo de ação é duplo: os filtros químicos ou físicos bloqueiam os raios UVA e UVB, enquanto os pigmentos minerais criam uma barreira opaca contra a luz visível de alta energia (HEV). Em termos simples, é como adicionar uma cortina black-out a uma janela com película UV – a proteção se torna completa, impedindo a passagem de todos os tipos de luz que podem agredir a pele.
Estudos clínicos robustos confirmam que os protetores com cor, devido a essa barreira física, são superiores para condições específicas. Suas principais indicações incluem:
- Prevenção e tratamento adjuvante de melasma e hiperpigmentações pós-inflamatórias.
- Cuidado pós-procedimento, como após sessões de laser ou peeling químico, quando a pele está mais vulnerável.
- Proteção diária para pacientes com rosácea ou fotossensibilidade, pois acalma e uniformiza o rubor.
As vantagens são multifacetadas: oferecem proteção ampliada contra o espectro completo da luz, proporcionam uma uniformização imediata da tonalidade da pele que dispensa maquiagem e possuem texturas modernas, agradáveis e de fácil espalhabilidade. Para a cosmiatria, este produto é um carro-chefe, sendo parte integrante do protocolo de manutenção de qualquer tratamento estético.
A principal consideração prática é a necessidade de encontrar o tom adequado ao fototipo do paciente para evitar o aspecto “mascarado” ou esbranquiçado. Em consultório, testamos diferentes tonalidades para garantir que a proteção seja eficaz, cosmética e incentive a adesão diária ao produto.
Guia Prático: Para Quem e Quando Usar Cada Tipo
Escolher entre protetor solar com cor ou sem cor vai além da preferência pessoal; é uma decisão clínica baseada no seu tipo de pele, objetivos e condições específicas. O guia a seguir, fundamentado em diretrizes dermatológicas, ajuda a personalizar essa escolha para máxima eficácia.
Opte pelo protetor solar sem cor (ou universal) nas seguintes situações:
- Para uma rotina diária básica em pele sem tendência a manchas.
- Em peles muito oleosas que toleram melhor fórmulas leves e fluidas.
- Durante a prática esportiva ou sudorese intensa, para evitar manchas na roupa.
- Na aplicação em grandes áreas do corpo, por praticidade e custo-benefício.
Já o protetor solar com cor é indicado — e muitas vezes obrigatório — para:
- Pacientes com melasma ou histórico de hiperpigmentação pós-inflamatória.
- Período de pós-procedimentos estéticos (laser, peeling, microagulhamento).
- Prevenção ativa de novas manchas e controle do fotoenvelhecimento.
- Portadores de rosácea ou vasinhos, pois os pigmentos camuflam o rubor.
- Quem busca uniformidade imediata e um efeito base leve no dia a dia.
Para fototipos altos (IV a VI), a cor é crucial. Estudos demonstram que a luz visível pode escurecer manchas existentes em até 50% nesses fototipos. O pigmento de óxido de ferro, presente nos protetores com cor, é a barreira mais eficaz documentada contra esse efeito. Em condições como o melasma, seu uso é parte integrante do tratamento de manutenção, e não uma simples opção cosmética.
O Papel do Protetor com Cor no Universo dos Tratamentos Estéticos
Após procedimentos como laser picossegundo ou laser CO2 fracionado, a pele fica em um estado de reparo e vulnerabilidade. O protetor com cor atua como um escudo físico superior, protegendo a pele sensibilizada dos raios UV e, crucialmente, da luz visível, que é um potente gatilho para a hiperpigmentação pós-inflamatória (HPI). Evidências clínicas robustas mostram que o uso de protetores pigmentados no pós-operatório reduz significativamente o risco de escurecimento indesejado, preservando o resultado do investimento feito.
Da mesma forma, após peelings químicos (como TCA ou retinóico), a barreira cutânea está temporariamente comprometida e a pele é mais reativa. A aplicação rigorosa de um filtro com cor impede o “rebote” de melasma e mantém a uniformidade clara alcançada com o procedimento. Ele funciona como um guarda-costas da nova pele que está se formando, garantindo que os benefícios do peeling sejam duradouros.
No contexto de um home care médico, o protetor com cor é um potente sinergista. Ele potencializa a ação de ativos prescritos para uso noturno, como:
- Hidroquinona e ácido tranexâmico: ao bloquear a luz visível, o filtro pigmentado impede a reativação do melanócito que esses clareadores buscam acalmar.
- Retinoides (tretinoína, adapaleno): a pele em renovação acelerada por esses ativos é mais fotossensível; a proteção física reforçada com cor previne manchas e garante a eficácia antienvelhecimento.
Portanto, o protocolo ouro para quem realiza tratamentos estéticos ou usa ativos clareadores/renovadores é bem definido: filtro solar com cor de amplo espectro (FPS 50+, PPD alto) durante o dia, reaplicado a cada 3 horas, e a aplicação dos ativos terapêuticos (clareadores, retinoides) exclusivamente à noite. Esta é a estratégia mais eficaz para consolidar e manter os resultados conquistados no consultório.
Fragmenta partículas de melanina (manchas) em partículas minúsculas através de pulsos ultra-rápidos, que são então eliminadas pelo sistema imunológico, com mínimo dano térmico à pele.
Mecanismo fotoacústico: a energia do laser é entregue em picossegundos (trilionésimos de segundo), gerando uma onda de choque que quebra o pigmento, em vez de aquecê-lo.
Estudos mostram melhora de 50-80% no melasma após 3-5 sessões, com menor risco de hiperpigmentação pós-inflamatória (HPI) comparado a lasers mais antigos, especialmente em fototipos III-V.
Protocolo de 3 a 5 sessões, intervalos de 4 a 6 semanas. Pouco ou nenhum downtime (vermelhidão leve por algumas horas). Resultados começam a ser visíveis após a 2ª sessão, com otimização progressiva.
Vermelhidão temporária, leve inchaço. Risco mínimo de HPI se protocolo for adequado ao fototipo e fotoproteção rigorosa com cor for mantida. Contraindicado em gestação e infecções ativas.
Tratamento do Melasma: O Protetor com Cor como Terapia de Manutenção
No tratamento do melasma, o protetor solar com cor transcende a função de cosmético e se torna um agente terapêutico ativo. Estudos clínicos randomizados demonstram que formulações com pigmentos de óxido de ferro são significativamente superiores aos filtros transparentes no controle da recidiva e na obtenção de clareamento mais duradouro. A adesão ao tratamento também melhora, pois o efeito uniformizador imediato serve como um reforço positivo diário para o paciente.
O mecanismo central é o bloqueio da luz visível, um gatilho potente para a reativação dos melanócitos. Enquanto os filtros UV comuns protegem contra os raios ultravioleta, apenas os pigmentos minerais (especialmente o óxido de ferro) criam uma barreira física eficaz contra essa faixa do espectro luminoso. Pense nisso como uma cortina blackout para os melanócitos hiperativos, impedindo que “acendam” e produzam mais pigmento.
O protocolo ideal para melasma é integrado e sequencial, atuando em três frentes:
- Remoção do pigmento depositado: Tecnologias como o laser de picossegundos (ex.: Discovery Pico) fragmentam o melanina através de efeito fotoacústico, com mínimo dano térmico e downtime de 2-3 dias.
- Inibição da produção de melanina: Peelings clareadores com ácidos como o glicólico, mandélico ou retinóico promovem renovação celular e aplicação direta de ativos despigmentantes.
- Prevenção da recidiva (manutenção): O uso diário e rigoroso do protetor com cor FPS 50+ ou maior, que é a pedra angular para sustentar os resultados a longo prazo.
Evidências de alta qualidade, como um estudo publicado no Journal of the American Academy of Dermatology, mostram que pacientes que usaram protetor com pigmentos de ferro tiveram uma taxa de recidiva de melasma 50% menor após tratamentos a laser, comparados àqueles que usaram apenas filtro UV transparente. O resultado é cumulativo e totalmente dependente da manutenção: sem a fotoproteção integral, o melasma quase sempre retorna.
Os riscos são mínimos, centrados em possíveis reações de sensibilidade aos veículos ou pigmentos. A escolha do tom correto é crucial para a adesão; um tom muito claro ou escuro pode desencorajar o uso. Em peles mais oleosas, texturas oil-free e toque seco são preferíveis para garantir a reaplicação a cada 2-3 horas, que é fundamental para a eficácia do protocolo.
Nível de evidência: HIGH
Como Escolher o Tom Ideal e Aplicar Corretamente
Escolher o tom correto é fundamental para a adesão ao produto e sua eficácia. O teste deve ser feito na linha da mandíbula, não no dorso da mão, pois o tom da face frequentemente difere do tom das mãos. O objetivo é que a cor se funda à pele, uniformizando o tom sem criar uma máscara ou deixar uma linha de demarção.
Para garantir um bom ajuste, siga estas etapas práticas:
- Aplique uma pequena quantidade na mandíbula e esfregue suavemente.
- O tom ideal desaparece na pele após alguns segundos de espalhamento.
- Se o produto parecer muito claro, cinza ou alaranjado, experimente outro tom da mesma linha.
Pacientes com fototipo muito claro (I/II) ou muito escuro (V/VI) podem ter dificuldade. A solução é buscar marcas que ofereçam uma ampla gama de tons, pois a tecnologia dos pigmentos evoluiu significativamente. A quantidade aplicada é um erro comum que compromete a proteção.
Para rosto e pescoço, use o equivalente a uma colher de chá cheia (cerca de 2mg/cm²). Aplique uniformemente e esfregue até a total adesão, não apenas um “passar rápido”. Reaplique a cada 2-3 horas de exposição contínua ou após sudorese, natação ou contato com água. Aplicação correta e generosa transforma o protetor de um cosmético em uma verdadeira barreira terapêutica.
Para pacientes em tratamento de melasma com laser ou peelings, a fotoproteção com cor não é negociável nos primeiros 3 meses. É o que garante que as novas células de pele que se formam após o procedimento não sejam estimuladas a produzir pigmento novamente.
Home Care: Construindo uma Rotina de Fotoproteção Eficaz
A rotina ideal de fotoproteção integra o filtro solar como passo final e inegociável da manhã, mas sua eficácia depende da sinergia com outros ativos e da reaplicação disciplinada. Pela manhã, inicie com uma limpeza suave, seguida de um sérum antioxidante como a vitamina C (ácido L-ascórbico), que potencializa a defesa contra radicais livres gerados pela radiação UV. O protetor solar, com ou sem cor, é então aplicado em quantidade generosa como o escudo definitivo.
O grande desafio é a reaplicação, crucial para manter a proteção declarada pelo FPS. Para o dia a dia urbano, opções práticas incluem:
- Pó compacto ou solto com FPS: ideal para retoques sobre a maquiagem, sem alterar o acabamento.
- Bastão ou spray com FPS: boa opção para áreas específicas como testa, nariz e orelhas, com menor risco de desmanchar a base.
- Reaplicar o próprio protetor fluido: o método mais eficaz, recomendado após sudorese intensa ou 2-3 horas de exposição contínua.
À noite, a limpeza dupla é essencial para remover completamente os filtros solares e impurezas. A primeira etapa com um óleo ou água micelar dissolve os produtos resistentes, e a segunda com um gel ou espuma suave limpa a pele. Esta etapa prepara a pele para receber ativos de tratamento noturnos, como:
- Retinoides (tretinoína, adapaleno): estimulam a renovação celular e a síntese de colágeno.
- Clareadores (ácido tranexâmico, niacinamida): atuam nos mecanismos de produção de melanina.
- Peptídeos e hidratantes reparadores: fortalecem a barreira cutânea e auxiliam na recuperação.
Por fim, a fotoproteção deve ser literalmente de cabeça aos pés. Não se esqueça de proteger áreas frequentemente negligenciadas com produtos específicos ou o mesmo protetor facial: lábios (com batom ou bastão com FPS), orelhas, colo (“decote”) e o dorso das mãos, uma das primeiras regiões a mostrar sinais fotoenvelhecimento.
Prevenção e Manutenção: O Protetor Solar como Melhor Investimento Antienvelhecimento
Estudos epidemiológicos de longo prazo demonstram que a exposição solar cumulativa e não protegida é responsável por até 80% dos sinais visíveis de envelhecimento facial precoce, como rugas profundas, perda de elasticidade e manchas. Esta condição, conhecida como fotoenvelhecimento, é um processo distinto do envelhecimento cronológico e pode ser significativamente atenuado. O uso diário e rigoroso de protetor solar de amplo espectro (FPS 30 ou superior) é, portanto, o pilar mais eficaz e com melhor custo-benefício na prevenção antienvelhecimento.
Além da estética, a fotoproteção é uma ferramenta de saúde pública. Ela reduz drasticamente o risco de desenvolver câncer de pele, o tipo de neoplasia mais comum no Brasil. O protetor solar também protege o investimento feito em procedimentos estéticos, pois a radiação UV e a luz visível podem degradar colágeno novo, reativar o melasma e encurtar a duração de resultados de tratamentos como:
- Toxina botulínica e preenchimentos: A inflamação solar pode acelerar a metabolização dos produtos.
- Bioestimuladores de colágeno (Sculptra, Radiesse): A pele deve estar saudável para otimizar a neocolagenese.
- Laser e peelings: A pele tratada é extremamente vulnerável à hiperpigmentação pós-inflamatória.
Não existe tratamento estético verdadeiramente eficaz ou duradouro sem uma fotoproteção rigorosa que o acompanhe. A prescrição do tipo ideal de protetor – com ou sem cor, textura e ativos complementares – deve ser personalizada por um dermatologista, considerando seu tipo de pele, histórico e objetivos. A prevenção, iniciada hoje, é o investimento mais inteligente para uma pele saudável e radiante por toda a vida.
Perguntas Frequentes
Sim, para a maioria das rotinas diárias, o protetor solar com cor pode substituir a base, oferecendo uma cobertura leve a média. Ele é suficiente para uniformizar o tom da pele e disfarçar imperfeições leves, como pequenas manchas ou vermelhidão.
Para situações que exigem cobertura alta ou em eventos especiais, você pode aplicar a base maquiagem por cima do protetor. O ideal é aguardar alguns minutos para que o filtro solar fixe completamente na pele antes da próxima camada, garantindo a eficácia da proteção.
As formulações modernas de protetor solar com cor utilizam pigmentos minerais (como óxido de ferro) que tendem a manchar menos os tecidos. O principal cuidado é permitir que o produto seque completamente na pele, o que leva cerca de 2 a 3 minutos, antes de vestir roupas de colo alto ou justas ao corpo.
Se ocorrer uma mancha, a ação imediata é fundamental. Lave a área da peça de roupa o quanto antes com água corrente e sabão neutro comum, evitando esfregar com força para não fixar o pigmento no tecido.
O protetor solar com cor deve ser reaplicado com a mesma frequência que os filtros tradicionais. A recomendação padrão é a cada 2-3 horas de exposição solar direta e contínua. Em ambientes internos com iluminação natural, uma reaplicação ao meio-dia é aconselhável, pois a proteção diminui com o tempo.
Situações que removem o produto da pele exigem reaplicação imediata, independentemente da cor. Isso inclui sudorese excessiva, natação ou ao se enxugar com uma toalha. A cor do produto não altera sua durabilidade ou resistência à água.
Sim, o protetor solar com cor é seguro e frequentemente recomendado para peles sensíveis e com rosácea. As versões com cor geralmente contêm filtros físicos (como dióxido de titânio e óxido de zinco), que são menos irritantes do que alguns filtros químicos para esse tipo de pele.
O pigmento de base ajuda a uniformizar o tom, disfarçando a vermelhidão característica da rosácea, o que traz um benefício estético e psicológico importante. Para maior segurança, sempre priorize fórmulas hipoalergênicas, não comedogênicas e testadas dermatologicamente.
Não. O protetor solar com cor é a base fundamental do tratamento, pois sua proteção física contra a luz visível previne o agravamento do melasma. No entanto, para clarear as manchas já estabelecidas, é necessário associar ativos clareadores tópicos, como o ácido tranexâmico, e frequentemente procedimentos como laser de baixa fluência ou peelings químicos.
Pense no protetor como a “tampa” que impede o vazamento, enquanto os outros tratamentos atuam para “esvaziar o balde” do pigmento acumulado. Estudos demonstram que a combinação de fotoproteção rigorosa com terapias clareadoras é a estratégia mais eficaz para controle duradouro.
O laser de picossegundos para melasma, quando utilizado na técnica de PicoToning com baixa fluência, causa um desconforto mínimo, semelhante a leves estalidos de elástico na pele. O sistema de resfriamento integrado (crioevento) garante máximo conforto durante o procedimento.
O tempo de recuperação é praticamente zero, caracterizando um downtime mínimo. Pode ocorrer uma vermelhidão leve que desaparece em poucas horas, permitindo o retorno imediato às atividades. A proteção solar rigorosa, especialmente com protetor com cor (que oferece barreira física adicional contra a luz visível), é obrigatória pós-procedimento para prevenir a recidiva do melasma.
Os resultados do laser de picossegundos para melasma são longos, mas sua durabilidade depende criticamente da manutenção. Estudos demonstram que, sem fotoproteção rigorosa, a recidiva pode ocorrer em poucos meses. Com um protocolo sustentado de skincare e uso diário de protetor solar de amplo espectro com cor (que oferece proteção física contra a luz visível), os resultados clareadores podem ser mantidos por anos.
Absolutamente sim. O uso de protetor solar com cor é altamente recomendado para homens, pois os pigmentos de ferro óxido conferem proteção adicional contra a luz visível, um fator crucial na prevenção de melasma e fotoenvelhecimento. Estudos demonstram que essa barreira física complementa a proteção dos filtros químicos e minerais contra o câncer de pele.
Muitas formulações modernas oferecem tons universais ou adaptáveis que se fundem à pele sem deixar o aspecto esbranquiçado tradicional. A aplicação é idêntica à do protetor sem cor: generosa e com reaplicação a cada duas horas de exposição solar direta.
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A escolha do filtro solar ideal é personalizada e deve considerar seu tipo de pele, fototipo, condições específicas (como melasma) e os procedimentos estéticos realizados. Uma avaliação dermatológica especializada é fundamental para prescrever a fotoproteção mais estratégica para os seus objetivos de saúde e beleza da pele.
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Dra. Juliana Toma
Médica dermatologista, com Residência Médica pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM).
Especialização em Dermatologia Oncológica pelo Instituto Sírio Libanês. Fellow em Tricologia, Discromias e Acne pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Pós-Graduação em Pesquisa Clínica pela Harvard Medical School – EUA
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