Onicomicose: micose nas unhas

A onicomicose, popularmente conhecida como micose de unha, é uma infecção frequente que pode atingir tanto a estética quanto a saúde das unhas.

Embora seja prevalente nos pés, devido ao ambiente úmido dos calçados, as mãos também podem ser afetadas.

A boa notícia é que existe tratamento eficaz e moderno.

No entanto, a paciência é fundamental.

Como o fungo se instala lentamente na estrutura da unha, a erradicação completa não ocorre da noite para o dia. O processo de cura acompanha o crescimento natural da unha saudável.

Tratamentos sérios exigem constância e podem levar meses.

Os sinais clínicos incluem alteração na coloração (amarelada ou esbranquiçada), espessamento da lâmina ungueal, acúmulo de detritos (queratina) sob a unha, odor desagradável e, em casos avançados, o descolamento ou deformação total.

Ao notar qualquer mudança na textura ou cor das suas unhas, a avaliação com um médico dermatologista é indispensável para o diagnóstico correto e início precoce da terapia.

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O que é a micose de unha?

A onicomicose é uma infecção causada por fungos que se alimentam da queratina, a proteína que compõe a maior parte da unha. Essa condição pode afetar a matriz, o leito ou a placa da unha.

Causas principais

 

Os fungos dermatófitos são os principais responsáveis. Eles proliferam em ambientes quentes, úmidos e escuros.

Por isso, o uso contínuo de sapatos fechados cria o microclima ideal para o desenvolvimento desses microrganismos. O suor excessivo e a falta de ventilação agravam o quadro.

Recomendamos a alternância de calçados, o uso de meias de algodão (que absorvem a umidade) e a exposição dos pés ao ar livre sempre que possível.

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Como ocorre o contágio?

A transmissão pode ocorrer através do contato direto com superfícies contaminadas em vestiários, saunas, piscinas e banheiros públicos.

Outra via comum, e muitas vezes negligenciada, é o compartilhamento de materiais de manicure e pedicure (lixas, alicates e tesouras) que não foram devidamente esterilizados.

A prevenção exige higiene rigorosa e o uso de calçados de proteção em áreas comuns.

Você está em risco? Fatores Agravantes

1. Saúde Sistêmica

Pacientes com diabetes, má circulação ou imunidade baixa têm maior dificuldade em combater a infecção.

2. Estilo de Vida

Atletas ou pessoas que usam tênis úmidos por longos períodos (“pé de atleta”) são alvos fáceis.

3. Histórico

Histórico familiar de micose ou traumas repetitivos na unha facilitam a entrada do fungo.

Quem tem maior predisposição?

Alguns grupos de pessoas apresentam maior vulnerabilidade para desenvolver onicomicose. O sistema imunológico e a circulação sanguínea desempenham papéis cruciais na defesa natural do corpo.

Idade avançada (menor crescimento da unha e piora circulatória);
Tinea pedis (frieira) pré-existente;
Psoríase ungueal;
Histórico familiar de suscetibilidade a fungos;
Prática de esportes de impacto (microtraumas na unha);
Hiperidrose (suor excessivo);
Doenças vasculares e Diabetes.
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Sinais de Alerta: Como identificar?

As manifestações clínicas variam, mas geralmente iniciam-se com uma pequena mancha branca ou amarelada na ponta da unha. Com a evolução sem tratamento:

  • A unha torna-se espessa e difícil de cortar;
  • Ocorre descamação ou esfarelamento;
  • A unha pode descolar do leito (onicólise);
  • Pode haver dor ao caminhar ou usar sapatos fechados.

Tipos de Onicomicose

A classificação clínica auxilia no direcionamento do tratamento correto. As formas mais comuns são:

Subungueal Distal e Lateral

É a forma mais clássica. O fungo invade a unha pela ponta ou pelas laterais, avançando em direção à cutícula. A unha fica opaca e quebradiça.

Subungueal Proximal

Menos comum em pessoas saudáveis, inicia-se na cutícula e cresce junto com a unha. É um sinal de alerta para verificar a imunidade do paciente.

Superficial Branca

Manifesta-se como manchas brancas semelhantes a “giz” na superfície da unha, que se tornam ásperas e frágeis.

Negligenciar o tratamento pode levar à perda total da unha e infecções bacterianas secundárias. Procure um dermatologista ao primeiro sinal.

O mito da cura espontânea

É importante esclarecer: a micose de unha não desaparece sozinha. Sem intervenção médica, o fungo tende a colonizar toda a placa ungueal, podendo infectar outras unhas e a pele ao redor.

Dicas de Prevenção

A prevenção é a melhor estratégia contra fungos. Se você já tratou uma micose no passado, esses cuidados devem ser redobrados para evitar a recorrência:

  • Evite calçados de bico fino ou muito apertados que causem trauma na unha;
  • Dê preferência a meias 100% algodão, trocando-as diariamente;
  • Lave e seque minuciosamente os pés, especialmente entre os dedos;
  • Use chinelos em áreas comuns (hotéis, piscinas, academias);
  • Não compartilhe materiais de corte e lixas;
  • Use luvas de proteção para limpeza doméstica;
  • Evite roer as unhas ou cutucar a pele ao redor.

Estratégias de Tratamento

O tratamento da onicomicose requer persistência.

Como a unha saudável precisa crescer para substituir a contaminada, a terapia pode durar de 6 meses (mãos) a 12 meses (pés). Interromper o tratamento antes da orientação médica é a principal causa de falha e resistência fúngica.

Hoje, dispomos de um arsenal terapêutico variado, que vai desde cremes até tecnologias a laser de vanguarda.

Comparativo de Eficácia dos Tratamentos

Método Como atua Vantagem Principal
Tópico (Esmaltes) Aplicação externa Baixo risco de efeitos colaterais
Oral (Comprimidos) Ação sistêmica Alta eficácia (mas exige exames de fígado)
Discovery Pico Laser Ondas de Picosegundos Ação mecânica direta no fungo sem dano térmico

*A terapia combinada (Laser + Tópico/Oral) costuma oferecer os resultados mais rápidos.

Inovação: Discovery Pico Laser (Tecnologia de Picosegundos)

Na nossa clínica, utilizamos o **Discovery Pico (Quanta System)**, uma das tecnologias mais avançadas do mundo. Diferente dos lasers antigos que apenas aquecem, este laser de picosegundos entrega energia em pulsos ultracurtos. Ele gera um efeito fotoacústico que fragmenta a estrutura do fungo, preservando os tecidos vizinhos. É uma opção moderna, segura e com excelente perfil de recuperação.

Tratamento Tópico (Esmaltes e Cremes)

São aplicados diretamente na unha. Sua eficácia isolada é limitada (cerca de 30%), pois a unha é uma barreira dura que dificulta a penetração do medicamento. Costumamos associar o lixamento prévio ou o uso de laser para facilitar essa absorção.

Tratamento Sistêmico (Via Oral)

Considerado o padrão-ouro tradicional para casos moderados a graves (mais de 50% da unha afetada). Os medicamentos antifúngicos orais são potentes, mas exigem acompanhamento médico rigoroso e exames de sangue periódicos para monitorar a função do fígado.

Terapia Combinada

Frequentemente, os melhores resultados surgem da combinação de métodos: uso de laser para enfraquecer o fungo + medicamento tópico ou oral. O dermatologista definirá o melhor protocolo para o seu caso.

Quanto tempo dura o tratamento?

Não existe uma resposta única. O tratamento só é considerado concluído quando a unha infectada cresce totalmente e é substituída por uma unha nova e saudável.

Como o crescimento das unhas dos pés é lento (cerca de 1 a 2mm por mês), o processo exige disciplina.

1

Diagnóstico
& Início

2

Terapia
(Laser/Oral)

3

Crescimento
Lento

4

Cura
Clínica

Por que alguns tratamentos falham?

Muitos pacientes chegam ao consultório frustrados após tentativas sem sucesso. Os motivos mais comuns incluem diagnóstico incorreto (confundir lesão traumática ou psoríase com fungo) ou tratamentos interrompidos precocemente.

Erro de Diagnóstico

Nem toda unha feia é micose. Psoríase, líquen plano e distrofias traumáticas podem simular fungos. O olhar experiente do dermatologista e exames micológicos são essenciais para diferenciar.

Resistência do Fungo ou Biofilme

Algumas cepas de fungos criam um “biofilme” de proteção que impede a ação de cremes comuns. Nestes casos, o Laser de Picosegundos e terapias orais são cruciais para quebrar essa barreira.

Gravidade da Lesão

Casos com dermatofitoma (massa de fungo compactado) ou hiperqueratose intensa (unha muito grossa) respondem mal apenas a tratamentos tópicos.

Fatores do Paciente

Má circulação periférica, crescimento muito lento da unha ou imunossupressão podem retardar a resposta terapêutica.

Falta de Adesão

Esquecer doses ou parar de aplicar o medicamento assim que a unha “parece” melhor (mas ainda não está curada) é a receita para a recidiva.

A micose pode voltar?

 

Sim. A taxa de recorrência da onicomicose é significativa. Isso ocorre tanto pela cura incompleta na primeira tentativa quanto pela reinfecção (visto que a predisposição genética e o ambiente permanecem os mesmos).

 

Para manter os resultados, a manutenção pós-tratamento e a mudança de hábitos são tão importantes quanto o remédio.

Protocolo de Manutenção

Para evitar que o problema retorne, adote novos hábitos:

  • Descarte sapatos velhos ou trate-os com spray antifúngico semanalmente;
  • Mantenha as unhas curtas e limpas;
  • Nunca ande descalço em áreas públicas;
  • Monitore a pele dos pés (frieiras são portas de entrada para a unha);
  • Faça revisões periódicas com seu dermatologista.

Se você suspeita de micose ou já tentou tratamentos sem sucesso, agende uma avaliação. Contamos com protocolos personalizados e tecnologia de ponta para recuperar a saúde das suas unhas.

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Dra. Juliana Toma – Médica Dermatologista pela Universidade Federal de São Paulo – EPM

Clínica no Jardim Paulista – Al. Jaú 695 – São Paulo – SP

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Dra. Juliana Toma

Médica Dermatologista | CRM-SP: 156490 | RQE: 65521

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Dra. Juliana Toma

Médica Dermatologista - CRM-SP 156490 / RQE 65521 | Médica formada pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM), com Residência Médica em Dermatologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM), com Título de Especialista em Dermatologia. Especialização em Dermatologia Oncológica pelo Instituto Sírio Libanês. Fellow em Tricologias, Discromias e Acne pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Pós-Graduação em Pesquisa Clínica pela Harvard Medical School – EUA. Ex-Conselheira do Conselho Regional de Medicina (CREMESP). Coordenadora da Câmara Técnica de Dermatologia do CREMESP (2018-2023).

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