Queloide é uma cicatriz volumosa que se forma quando o organismo exagera no processo de cicatrização da pele. Em vez de parar quando a ferida fecha, a produção de colágeno continua, e a cicatriz cresce para além dos limites originais da lesão, invadindo a pele sadia ao redor.
A lesão pode crescer lentamente por meses, estacionar e voltar a crescer. Raramente regride sozinha e tem tendência a reaparecer mesmo após o tratamento, o que torna fundamental o acompanhamento médico especializado.
O queloide é mais frequente em pessoas de pele negra, parda ou asiática, embora possa surgir em qualquer fototipo. A faixa etária mais afetada vai dos 10 aos 30 anos, e mulheres procuram tratamento com mais frequência — fator que pode influenciar os dados de prevalência descritos na literatura.
Se você já teve um queloide, existe chance de desenvolver outros ao longo da vida. A boa notícia é que, atualmente, há diversas opções terapêuticas eficazes e estratégias de prevenção que reduzem de forma significativa o impacto estético e os sintomas. Continue a leitura para entender cada detalhe.

O que é queloide?
Queloides são cicatrizes elevadas, firmes ao toque, com coloração rosada, avermelhada ou mais escura que a pele ao redor. Formam-se em áreas de trauma cutâneo por um acúmulo anormal de colágeno e fibroblastos. A lesão é benigna, não é contagiosa e, na maioria das vezes, não provoca dor — mas pode causar coceira, sensibilidade local e desconforto estético importante, sobretudo quando aparece em regiões expostas como colo, ombros, rosto, orelhas e costas.
Por não representar risco direto à saúde física, muitas pessoas adiam a consulta. Ainda assim, o impacto na autoestima e na qualidade de vida justifica a busca por tratamento, que hoje conta com recursos seguros e bem tolerados.
O processo por trás do queloide envolve desequilíbrio entre produção e degradação de colágeno durante a fase de remodelação da cicatriz. Fatores genéticos têm papel central nesse descontrole, o que explica a recorrência familiar e a resistência de alguns casos ao tratamento.
Quem tem predisposição pode desenvolver queloides a partir de ferimentos mínimos — um pequeno corte, uma queimadura superficial e até lesões de acne inflamatória. Em quadros mais severos, a cicatriz surge após furos de orelha, piercings, tatuagens e incisões cirúrgicas.
Existem também os queloides espontâneos, mais raros, que se desenvolvem sem qualquer ferimento aparente, geralmente em áreas como o tórax anterior.
Queloide ou cicatriz hipertrófica?
As duas são formas de cicatrização anômala e costumam ser confundidas, mas apresentam características distintas que influenciam diretamente na escolha do tratamento.
A cicatriz hipertrófica se forma em até 4 a 8 semanas após a lesão. É elevada, avermelhada e firme, mas respeita os limites da ferida original — ou seja, não invade a pele saudável ao redor. Tende a melhorar espontaneamente em 1 a 2 anos, tornando-se mais clara e plana com o tempo.
O queloide, por sua vez, costuma aparecer entre 3 meses e 1 ano após o trauma, cresce lentamente e extrapola os limites da lesão original. Não regride espontaneamente e pode continuar crescendo por anos.
Essa distinção é fundamental na prática clínica. A cicatriz hipertrófica em geral responde bem a medidas conservadoras como silicone em gel ou placa e pressoterapia. Já o queloide exige abordagem mais ativa, frequentemente combinando infiltrações, laser e, em casos selecionados, cirurgia associada a radioterapia superficial.
Do ponto de vista microscópico, ambas as lesões apresentam feixes espessos de colágeno, mas o queloide tem fibras mais desorganizadas, com orientação aleatória, enquanto a cicatriz hipertrófica preserva parcialmente a arquitetura paralela à superfície da pele.
Diante da dúvida, a avaliação dermatológica é decisiva para um diagnóstico preciso e um plano terapêutico individualizado.
Queloide × Cicatriz Hipertrófica
Entenda as diferenças essenciais entre as duas lesões
🔴 Queloide
- Surge após 3 meses a 1 ano
- Ultrapassa os limites da lesão
- Crescimento contínuo ou intermitente
- Não regride espontaneamente
- Alta taxa de recidiva após remoção
- Forte componente genético
🟡 Cicatriz Hipertrófica
- Surge em 4 a 8 semanas
- Respeita os limites da ferida
- Crescimento limitado no tempo
- Tende a melhorar em 1 a 2 anos
- Baixa taxa de recidiva
- Relacionada à tensão local
💡 A avaliação dermatológica correta define o diagnóstico e orienta o tratamento mais adequado para cada caso.

Quem tem mais risco de desenvolver queloide?
Embora qualquer pessoa possa desenvolver um queloide, alguns perfis apresentam maior propensão. Conhecer esses fatores ajuda a tomar decisões mais informadas sobre procedimentos estéticos e cirúrgicos.
- Pessoas com fototipos mais altos (peles pretas, pardas e asiáticas)
- Indivíduos com histórico familiar de queloide
- Faixa etária entre 10 e 30 anos
- Pessoas com ascendência hispânica
- Alterações hormonais (gravidez e puberdade)
- Localização da lesão em áreas de maior tensão cutânea (tórax, ombros, região cervical posterior)
Estudos sugerem envolvimento de genes ligados à via do TGF-beta, responsável pela sinalização do colágeno. A influência é poligênica — ou seja, múltiplos genes interagem com o ambiente, o que explica por que dois irmãos podem responder de formas distintas a uma mesma cirurgia.
Estar em um grupo de risco não significa que o queloide vai inevitavelmente surgir. Significa, sim, que é importante redobrar os cuidados com a pele diante de ferimentos e comunicar o histórico ao médico antes de qualquer procedimento. Nas próximas seções, detalhamos estratégias de prevenção.
Áreas do corpo mais propensas ao queloide
Regiões com maior tensão cutânea apresentam risco elevado de cicatrização anômala
Causas
A ciência ainda não tem uma resposta definitiva sobre por que algumas pessoas desenvolvem queloides e outras não. O que se sabe é que existe uma interação complexa entre predisposição genética, inflamação prolongada, tensão da pele e fatores hormonais durante o processo de cicatrização.
Em indivíduos predispostos, praticamente qualquer lesão cutânea pode evoluir para queloide — inclusive ferimentos pequenos que passariam despercebidos na população geral. Veja os principais gatilhos:
- Incisões cirúrgicas (especialmente em tórax, ombros e orelhas)
- Feridas traumáticas e cortes acidentais
- Queimaduras de qualquer grau
- Pequenos arranhões e escoriações
- Lesões inflamatórias de acne (especialmente acne cística)
- Varicela e outras infecções com lesões cutâneas
- Furos de orelha, piercings e alargadores
- Tatuagens (raro, mas descrito)
- Cicatrizes de vacinação (principalmente BCG)
- Picadas de inseto e pelos encravados
Tensão mecânica na cicatriz, infecção local e cicatrização por segunda intenção (quando a ferida demora mais de três semanas para fechar) são fatores que aumentam o risco. Ao notar qualquer cicatriz que cresce além dos limites originais, que coça ou que fica dolorosa, agende uma avaliação dermatológica — quanto mais cedo o tratamento começa, melhores são os resultados.
Diagnóstico
O queloide não é uma emergência médica, mas o acompanhamento com dermatologista faz diferença real no desfecho. Quanto antes a lesão for avaliada, mais opções de tratamento estão disponíveis e melhores os resultados estéticos.
A consulta é o primeiro passo e geralmente já permite o diagnóstico, sem necessidade de exames invasivos. O dermatologista começa pela anamnese — entrevista detalhada sobre seu histórico de saúde, cicatrizações anteriores, casos na família, medicamentos em uso e expectativas com o tratamento.
Informações importantes para levar à consulta:
- Quando a lesão apareceu e como evoluiu
- Se coça, dói ou arde
- Qualquer tratamento já realizado
- Histórico de outras cicatrizes anômalas
O exame físico é a etapa central. O médico avalia as características da lesão — contorno, relevo, cor, textura, limites e extensão. A distinção entre queloide e cicatriz hipertrófica costuma ser feita pela observação direta, levando em consideração o tempo de evolução e se a cicatriz invade pele sadia ao redor.
A dermatoscopia pode ser útil para analisar a microvasculatura e descartar outras lesões. Em casos atípicos — quando a cicatriz cresce rápido demais, sangra ou se ulcera — o especialista pode indicar biópsia para excluir outros diagnósticos, como dermatofibrossarcoma ou cicatrizes de processos infecciosos.
Após o diagnóstico, é elaborado um plano terapêutico individualizado. No Centro de Dermatologia da Dra. Juliana Toma (CRM-SP 156490 / RQE 65521), a avaliação inclui análise detalhada do fototipo, da localização e do estágio evolutivo da lesão para escolher a combinação de tratamentos com melhor evidência para cada caso.
Linha do tempo: como o queloide se forma
Entenda as fases da cicatrização e o momento ideal para intervir
Dias 0 – 3 · Fase inflamatória
Resposta imediata ao trauma: vasoconstrição, coagulação e chegada de células inflamatórias. A ferida está vermelha e dolorida.
Dias 3 – 21 · Fase proliferativa
Fibroblastos produzem colágeno e a ferida fecha. Nos queloides, esta fase é exagerada e prolongada.
Semanas 3 – 12 · Remodelação
O colágeno é reorganizado. Em cicatrizes normais, a lesão se aplana e clareia. Em queloides, a produção de colágeno continua descontrolada.
3 a 12 meses · Queloide maduro
A cicatriz ultrapassa os limites da lesão original. A intervenção precoce, entre as semanas 2 e 6, tende a oferecer os melhores resultados.
⏱️ Janela terapêutica: quanto mais precoce a intervenção, maior a chance de evitar um queloide estabelecido.

Tratamento do queloide
O tratamento do queloide evoluiu muito nos últimos anos. Hoje, a dermatologia dispõe de um arsenal terapêutico que combina diferentes técnicas para reduzir o volume da cicatriz, aliviar sintomas como coceira e dor, melhorar a cor e, principalmente, prevenir recidivas. Raramente uma única abordagem é suficiente — a combinação de métodos costuma oferecer os melhores resultados.
É importante alinhar expectativas desde o início: o objetivo realista é melhorar significativamente a aparência e os sintomas, não apagar completamente a cicatriz. A escolha da terapia depende de fatores como tamanho, localização, tempo de evolução, fototipo e resposta a tratamentos prévios.
Confira, a seguir, as principais opções disponíveis em um consultório dermatológico especializado.
Tópicos: silicone, cremes e pomadas
A primeira linha terapêutica, especialmente em cicatrizes recentes, envolve produtos de uso tópico:
- Silicone em gel ou placa: considerado padrão-ouro pela literatura internacional, hidrata a cicatriz, reduz tensão e modula a formação de colágeno. Deve ser aplicado por 12 a 24 horas por dia, durante pelo menos 3 meses.
- Corticoide tópico (Betatrinta, Diprospan): pode ser indicado em lesões iniciais ou para associação com oclusão.
- Extrato de cebola + heparina + alantoína (Contractubex): age na hidratação e no amolecimento da cicatriz; os resultados são mais evidentes em cicatrizes hipertróficas.
- Imiquimode: em protocolos específicos no pós-operatório de excisão.
Nenhum tratamento tópico deve ser iniciado por conta própria. A avaliação dermatológica é essencial para definir a combinação adequada, a posologia e o tempo de uso.
Infiltrações intralesionais
As injeções diretamente no queloide são consideradas tratamento de primeira linha para lesões estabelecidas. São aplicadas em sessões mensais, em consultório, com anestesia tópica quando necessária.
- Acetonida de triancinolona: o corticoide mais utilizado, reduz inflamação, inibe a produção de colágeno e amacia a cicatriz. As concentrações variam de 10 a 40 mg/mL conforme espessura da lesão.
- 5-Fluorouracil (5-FU): isolado ou em combinação com triancinolona, inibe a proliferação de fibroblastos. A associação reduz efeitos colaterais do corticoide e potencializa a resposta.
- Toxina botulínica: opção em estudo, útil para reduzir tensão em áreas com muita mobilidade.
- Verapamil e bleomicina: alternativas em casos refratários.
Efeitos colaterais possíveis incluem atrofia da pele ao redor, telangiectasias (vasinhos) e alterações de cor. O risco é minimizado com técnica adequada e espaçamento correto entre as sessões.
Pressoterapia e terapia compressiva
A compressão constante da cicatriz por 23 horas diárias, ao longo de 6 a 12 meses, auxilia no achatamento e amolecimento do tecido. É especialmente utilizada em:
- Cicatrizes de queimadura em grandes áreas (roupas compressivas)
- Queloides de lóbulo de orelha (brincos compressivos pós-cirúrgicos)
- Cicatrizes cirúrgicas em pacientes com histórico de queloide
A técnica é não invasiva, tem bom perfil de segurança e pode ser combinada com outros tratamentos.
Crioterapia
O congelamento controlado com nitrogênio líquido reduz o volume da cicatriz ao promover apoptose (morte celular programada) e modulação do tecido fibroso. Pode ser aplicada por contato externo ou, em técnicas mais modernas, por via intralesional com agulhas criogênicas — esta última com resultados mais consistentes e menor risco de hipopigmentação.
A combinação com infiltrações de corticoide (realizadas imediatamente após o degelo) potencializa o efeito. O principal efeito colateral em pacientes de pele mais escura é a hipopigmentação transitória ou permanente, motivo pelo qual a indicação deve ser criteriosa em fototipos altos.
Radioterapia superficial adjuvante
A radioterapia de baixa dose é reservada para casos graves e para pós-operatório imediato de remoção cirúrgica de queloides de alto risco. Aplicada nas primeiras 24 a 48 horas após a cirurgia, reduz drasticamente as taxas de recidiva, que caem de 60% (cirurgia isolada) para menos de 20%.
As doses são baixas, restritas à região da cicatriz, e a indicação é criteriosa — geralmente evitada em crianças e em áreas como tireoide e mamas. A decisão é compartilhada entre dermatologista e radio-oncologista.
Lasers: o que há de mais moderno
A terapia a laser é uma das evoluções mais importantes no tratamento de queloides e cicatrizes hipertróficas. Diferentes comprimentos de onda atuam em alvos específicos da cicatriz:
- Laser pulsado de corante (PDL): alvo vascular, reduz o eritema (vermelhidão), o volume e a coceira.
- Laser fracionado ablativo (CO2 e Er:YAG): cria microcolunas na cicatriz para estimular a remodelação do colágeno e facilitar a penetração de medicamentos (laser-assisted drug delivery).
- Laser Nd:YAG: útil em cicatrizes espessas, penetra mais profundamente e trata bem lesões escuras e pigmentadas.
- Laser de picossegundos (Discovery Pico by Quanta): tecnologia de última geração disponível em clínicas dermatológicas premium, com pulsos ultracurtos que fragmentam pigmentos e estimulam remodelação dérmica com menor risco de hiperpigmentação pós-inflamatória — especialmente valioso em peles mais escuras. Na clínica da Dra. Juliana Toma, o Discovery Pico é integrado a protocolos combinados para cicatrizes, queloides pós-acne e discromias associadas.
Os protocolos geralmente requerem de 3 a 6 sessões, com intervalos de 4 a 8 semanas, e são frequentemente combinados com infiltrações para ampliar resultados.
Peeling químico
O peeling químico tem papel mais coadjuvante no queloide propriamente dito, mas é muito útil em cicatrizes atróficas e hipertróficas leves decorrentes de acne. Ácidos como o tricloroacético (TCA) em concentrações específicas auxiliam na renovação celular e na uniformização da textura e da cor da pele. A indicação depende do fototipo para evitar hiperpigmentação pós-inflamatória.
Cirurgia + terapia adjuvante
A excisão cirúrgica isolada apresenta taxas de recidiva muito altas — em alguns estudos, superiores a 50%. Por isso, nunca é indicada de forma isolada em queloides. A cirurgia moderna é sempre combinada com uma ou mais terapias adjuvantes para prevenir o retorno da lesão:
- Infiltração de corticoide ou 5-FU durante e após a cirurgia
- Radioterapia superficial nas primeiras 48 horas
- Pressoterapia e silicone em placa
- Laser e crioterapia na fase de consolidação
É indicada principalmente em queloides volumosos, pedunculados (como no lóbulo de orelha) e em lesões refratárias a outras terapias. Mesmo com protocolos otimizados, não há garantia absoluta contra recorrência, e o acompanhamento deve se estender por pelo menos um ano após a cirurgia.
Cada caso exige avaliação individualizada. Planejar o tratamento com um dermatologista experiente — considerando fototipo, tipo de queloide, localização, idade e histórico — é o que define resultados satisfatórios e duradouros.
Comparativo de tratamentos
Visão geral para conversar com seu dermatologista
| Tratamento | Invasividade | Sessões | Indicação |
|---|---|---|---|
| Silicone em gel/placa | Não invasivo | Uso diário · 3+ meses | Cicatrizes recentes |
| Infiltração intralesional | Minimamente invasivo | 3 a 6 · mensais | Primeira linha |
| Pressoterapia | Não invasivo | 6 a 12 meses contínuos | Prevenção e adjuvante |
| Crioterapia intralesional | Minimamente invasivo | 1 a 3 · bimestrais | Queloides pequenos |
| Laser (PDL · Pico · CO2) | Minimamente invasivo | 3 a 6 · 4-8 semanas | Vermelhidão, volume, cor |
| Cirurgia + adjuvante | Invasivo | 1 + seguimento 12 meses | Queloides volumosos |
| Radioterapia superficial | Invasivo | Pós-operatório imediato | Casos graves, alto risco |
⚠️ Informações de caráter educativo. A conduta terapêutica deve ser sempre individualizada em consulta dermatológica.
Tratamento dermatológico especializado em queloides
No Centro de Dermatologia da Dra. Juliana Toma, cada caso recebe avaliação individualizada com combinação de técnicas modernas — incluindo o laser de picossegundos Discovery Pico by Quanta, infiltrações e protocolos combinados — sempre respeitando o seu fototipo e o estágio da lesão.
Agendar avaliação pelo WhatsApp →Dra. Juliana Toma · CRM-SP 156490 · RQE 65521
Alameda Jaú, 695 · São Paulo
Como prevenir o queloide
A prevenção é especialmente importante para quem tem predisposição. Embora não seja possível garantir 100% que o queloide não se forme, cuidados simples reduzem consideravelmente o risco e a gravidade das lesões.
- Mantenha feridas sempre limpas, hidratadas e protegidas, sem deixá-las ressecar
- Evite coçar, puxar crostas ou manipular a área em cicatrização
- Use silicone em gel ou placa sobre cicatrizes recentes, a partir do fechamento completo da ferida
- Proteja a cicatriz do sol com filtro solar FPS 50+ por pelo menos 6 a 12 meses
- Mantenha uma alimentação rica em vitaminas C e E, zinco e proteínas de qualidade — nutrientes fundamentais para uma cicatrização saudável
- Evite procedimentos eletivos invasivos se houver histórico pessoal ou familiar de queloide
- Antes de qualquer cirurgia, comunique o histórico ao médico — isso permite planejamento de medidas preventivas perioperatórias
- Não deixe para depois: ao primeiro sinal de cicatriz endurecida, elevada ou pruriginosa, agende consulta com o dermatologista
Em pacientes com histórico conhecido, protocolos preventivos podem começar nas primeiras semanas após a cirurgia com silicone e pressoterapia, e evoluir para infiltrações se necessário. Essa abordagem proativa é, hoje, o melhor caminho para evitar um queloide estabelecido.
✓ Checklist de prevenção interativo
Marque os cuidados que você já pratica
Você pratica 0 de 7 cuidados preventivos.
Mitos e Verdades
Para encerrar, vamos esclarecer as crenças mais comuns sobre o queloide — separando o que tem respaldo na literatura médica do que é mito.
Queloide é hereditário
Verdade. Há um componente genético relevante na formação do queloide. Se há casos na família, o risco aumenta — mas não é uma sentença: muitos familiares de portadores não desenvolvem a condição. A herança é considerada poligênica, o que explica a variação entre parentes próximos.
Todo tratamento de queloide é doloroso e demorado
Mito. Existem opções indolores, como silicone em gel, pressoterapia e certos lasers. As infiltrações podem causar desconforto, mas são rápidas e geralmente bem toleradas com anestésico tópico. O tempo de tratamento varia de acordo com a técnica e com o tamanho da lesão, mas muitas respostas aparecem já nas primeiras sessões.
Algumas áreas do corpo são mais propensas ao queloide
Verdade. Regiões com maior tensão cutânea, como tórax anterior, ombros, nuca e lóbulo de orelha, concentram a maioria dos casos. Já pálpebras, pés, palmas e antebraços apresentam risco muito menor — a tensão local da pele influencia diretamente a resposta cicatricial.
O sol causa queloide
Mito. A exposição solar não é causa direta de queloide, mas pode escurecer cicatrizes recentes e deixá-las mais visíveis. Por isso, o uso de filtro solar é parte importante da prevenção estética — especialmente nos primeiros 6 a 12 meses após a lesão.
A alimentação ajuda na cicatrização
Verdade parcial. Uma alimentação equilibrada, rica em vitaminas C e E, zinco, ferro e proteínas, oferece os substratos necessários para uma cicatrização de qualidade. No entanto, dieta sozinha não previne queloide em quem tem predisposição genética — é um fator coadjuvante, não determinante.
Quem já teve queloide deve evitar procedimentos na pele
Verdade com ressalvas. Procedimentos eletivos e estéticos devem ser cuidadosamente avaliados. Já cirurgias necessárias para a saúde não devem ser adiadas — o que se faz é planejar o pós-operatório com medidas preventivas, como silicone, pressoterapia e, em casos selecionados, infiltrações precoces de corticoide. O acompanhamento dermatológico antes e depois do procedimento é o que faz a diferença.
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Gostei muito das informações. E pretendo receber mais e mais