O exame diferencia as bolhas do herpes de outras feridas que podem ter aparência semelhante.
Fotoproteção labial e manejo de gatilhos podem reduzir crises em alguns pacientes.
Como as lesões do herpes evoluem
Formigamento, coceira ou ardor podem aparecer antes das pequenas bolhas agrupadas.
No herpes labial, as bolhas podem se romper e formar uma crosta durante a cicatrização.
As lesões do herpes labial costumam começar a cicatrizar em até dez dias. A intensidade e o tempo de recuperação podem variar.
Herpes simples: recorrência e transmissão
Onde o herpes pode aparecer
O herpes simples é uma infecção pelo HSV. Pode afetar os lábios, a cavidade oral, a face, os olhos e a região genital. Existem dois tipos, HSV-1 e HSV-2; ambos podem causar lesões orais ou genitais, embora tenham padrões de recorrência diferentes.
Após a infecção, o HSV pode permanecer em repouso nas células nervosas e voltar a se manifestar na pele. Por isso, uma nova crise pode aparecer perto do mesmo local sem representar uma nova infecção. Muitas pessoas passam períodos sem lesões ou nem percebem sintomas.
O que pode favorecer uma nova crise?
Exposição solar, doenças com febre, estresse e alterações hormonais podem favorecer recorrências. Nem sempre há um gatilho identificável. A fotoproteção dos lábios é especialmente útil quando o sol costuma preceder o herpes labial.
Pomada ou comprimido?
O tratamento depende da localização, da fase e da frequência das crises. No herpes labial, opções tópicas podem aliviar sintomas, e antivirais orais podem encurtar o episódio quando indicados. No herpes genital, o tratamento é feito principalmente com antivirais orais; pomadas não oferecem o mesmo benefício. Medicação intravenosa fica reservada a quadros graves ou complicados, com atendimento específico.
Como reduzir a transmissão
O HSV pode ser transmitido mesmo sem feridas visíveis. Durante o herpes labial, evite beijos e sexo oral desde o formigamento até a cicatrização completa. No herpes genital, relações sexuais devem ser evitadas durante os sintomas e enquanto houver lesões.
Preservativos reduzem o risco, mas não cobrem toda a pele que pode transmitir o vírus. Em situações selecionadas de herpes genital, o tratamento supressivo também ajuda a reduzir a transmissão, junto dessas medidas.
Cuidados durante a crise
Quando houver indicação de creme para herpes labial, a aplicação deve ser delicada, sem esfregar a ferida. Lave as mãos antes e depois de tocar a região ou aplicar o produto. Adesivos próprios para herpes labial podem proteger a pele durante a cicatrização.
Lesões próximas aos olhos precisam de avaliação médica; dor ocular, vermelhidão que piora ou alteração da visão pedem atendimento urgente. Quadros muito extensos ou em pessoas com imunidade reduzida também precisam de avaliação específica.
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Dra. Juliana Toma

Formação médica e especialidade
Médica formada pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM), com Residência Médica em Dermatologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM), com Título de Especialista em Dermatologia pela Associação Médica Brasileira (AMB)
Especializações e pesquisa
Especialização em Dermatologia Oncológica pelo Instituto Sírio Libanês. Fellow em Tricologias, Discromias e Acne pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Pós-Graduação em Pesquisa Clínica pela Harvard Medical School – EUA.
Sociedade e atuação profissional
Atualmente é membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia(SBD).
Ex-Conselheira do Conselho Regional de Medicina (CREMESP).
Coordenadora da Câmara Técnica de Dermatologia do CREMESP (2018-2023).
Atuação editorial
Editora-Chefe do Portal Dermatologia.net.br.
Colunista no Portal AtivoSaúde e Portal PEBMED.
Clínica localizada na região dos Jardins em São Paulo
A clínica atende em Jardim Paulista, com estacionamento coberto e manobrista gratuito, estrutura para procedimentos dermatológicos e tecnologias selecionadas conforme indicação.








